Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Tiago Loureiro

Augusto Santos Silva está a falar em defesa liberdade de imprensa. Pede para que se investigue se foram respeitados os direitos inerentes à mesma. Exige à TVI que explique porque suspendeu o Jornal Nacional. Sim, Augusto Santos Silva...


 


Dá para pERCeber?


 


Publicado em 3/9/09 às 18:21
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Tiago Loureiro

Se o caso Manuela Moura Guedes tem a importância que tem, muito se deve à importância que lhe foi dada pelo próprio governo. Dona de uma tenacidade e uma independência pouco vistas no jornalismo que por cá se faz, o que a torna uma figura incontornável e até incómoda, acabou acusada de ser parte fundamental numa série de campanhas negras e peça fulcral na construção das mais diversas conspirações contra José Sócrates.


 


Acredito que o governo nada tenha a ver com o assunto. Mas quem vai colocando as mais diversas suspeitas sobre alguém que apenas decide fazer uso de um princípio base da democracia, o da liberdade de imprensa, não se pode agora queixar das suspeitas que lhe caem em cima quando essa figura e a sua liberdade são, aparentemente, postas em causa.


 


Publicado em 3/9/09 às 18:15
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Tiago Loureiro

Pode ser que esta tentativa de equiparar a união de facto ao casamento tenha constituído uma forma dissimulada de atribuir aos homossexuais os direitos inerentes ao casamento civil, ainda não reconhecido para pessoas do mesmo sexo. Se assim foi, o PS dá uma dupla demonstração de irresponsabilidade.


 


Em primeiro lugar, porque leva por arrasto um vasto conjunto de portugueses que optaram por não casar em favor de uma vida em união de facto (e, logo, pelos seus direitos e deveres e não os do casamento) e que, de repente, vêem a sua liberdade de optar reduzida praticamente a zero - em boa verdade, dar a escolher entre uma coisa e outra que é, na prática, a sua fotocópia, é não dar opção alguma.


 


Em segundo lugar, porque prefere um caminho que, embora mais longo, é mais discreto e tranquilo e se faz levantando menos poeira, deixando de lado a coragem que, neste caso, assentaria bem a um partido que enche a boca para falar do seu progressismo. Tivesse o PS tido a coragem de votar favoravelmente a proposta do Bloco sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo há uns meses, e esta manobra sinuosa, que põe em causa o direito dos cidadãos de livremente optar por modos de vida diferentes, seria totalmente desnecessária.


 


Publicado em 25/8/09 às 01:58
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Tiago Loureiro

A posição que cada um tem na apreciação de certas matérias representa, na cabeça de muita gente, um claro sinal de divisão entre aqueles que estão no grupo dos iluminados dignos da civilização ou os outros que se mantêm no conjunto de ultramontanos conservadores e bafientos que constituem a barbárie salazarenta.


 


Este discurso carregado de superioridade moral de gente que confunde a própria arrogância com inteligência perante o resto da turba, e a sua soberba com caridade pelos outros coitadinhos que ainda não atingiram um certo nível de modernismo, representa um dos mais baixos níveis de tolerância e seriedade no debate político em Portugal. Este “preconceito louçãnico” irritante já é costume. Vai fazendo escola e salta para a discussão com facilidade e rapidez notáveis! Ontem foi dia disso, a propósito do último veto presidencial.


 


Deixem-se de moralismos, sim?


 


Publicado em 25/8/09 às 01:46
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Tiago Loureiro

Longe de mim questionar os efeitos positivos da disciplina. Sou daqueles que acreditam que uma Educação Sexual clara e sem complexos só traz benefícios. É por isso que, quando questiono a lei sobre a educação sexual nas escolas – hoje publicada em Diário da República – não questiono a sua utilidade, mas sim o valor subjectivo que tal utilidade possui de aluno para aluno e de encarregado de educação para encarregado de educação, e que sai triturada pela obrigatoriedade cega que reina no sistema de escola pública vigente, e que os socialistas, dogmaticamente, tendem a suportar, nomeadamente no caso da lei em causa.


 


O que esta lei faz é dar corpo ao princípio bem socialista de que o indivíduo é parvo para tomar as suas próprias decisões e precisa da omnisciência do Estado para decidir por ele o que é melhor para a sua vida, atitude que é transversal na educação pública em Portugal.


 


E, ao contrário do que a aparente capacidade para elaborar generalizações grosseiras de alguns socialistas sugere, nem todos podem ter necessidade ou vontade de frequentar aulas sobre esta temática – que, embora importante, é também sensível.


 


E assim voltamos, como sempre, ao problema base do sistema que actualmente entope a eficiência da escola pública. E, como sempre, não é demais repetir uma possível solução. Aquela em que os alunos, os encarregados de educação e as escolas tenham liberdade de escolha. Nomeadamente, liberdade das escolas para incluir (ou não) a Educação Sexual nos planos curriculares, dos alunos e encarregados de educação para escolher uma escola em que ela seja (ou não) leccionada. Resultado: umas escolas teriam oferta de Educação Sexual, outras não; os pais e alunos que considerassem necessária essa oferta optariam pelas primeiras, os restantes pelas segundas. Este é o mesmo princípio que se aplicaria a toda uma série de questões inerentes à escola pública, baseado em algo que me parece fundamental: liberdade.


 


Publicado em 7/8/09 às 14:11
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Tiago Loureiro

O Eduardo Pitta parece invocar aqui a sua descrença relativamente à necessidade de um Ministério da Cultura (algo surpreendente vindo de onde vem). No entanto, a sua proposta alternativa acaba em mais do mesmo – manutenção do papel do Estado (apesar das diferenças formais que apresenta) e foco incidido sobre os fundos destinados à cultura.


 


A desconfiança relativamente a um ministério dirigista não cessa se esse poder se mantiver nas mãos dos mesmos sofrendo simplesmente alterações de cosmética. Ela deve antes ser alicerçada numa tomada de consciência que se quer urgente – o Estado não deve agir na cultura com uma postura paternalista, manipulando a criação artística e deixando os agentes culturais dependentes da sua boa vontade.


 


Para isso não são precisos mais fundos ou uma nova roupagem – é necessária uma estratégia diferente. Uma estratégia que leve o Estado a assumir o papel de mero facilitador dos agentes culturais privados na criação artística, dando-lhes liberdade para assumir uma forma inovadora de fazer a cultura e que fomente o interesse por parte do público; e na conservação e rentabilização do património, com a entrega dessas funções através da celebração de protocolos – com critérios claros e abrangentes – promovendo novas dinâmicas, maiores probabilidades de eficácia, melhor racionalização nas despesas e oportunidades para que novos projectos e ideias possam nascer.


 


Para fomento de um sector cultural forte, que seja, portanto, capaz de se tornar um factor relevante no desenvolvimento económico e social do país, o papel do Estado está fora do Ministério da Cultura. Passa essencialmente por áreas como a educação e a fiscalidade, por exemplo (algo que espero abordar num futuro post).


 

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Publicado em 29/7/09 às 03:26
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Tiago Loureiro

A propósito deste post, e perante a generalidade de opiniões semelhantes que vou encontrando de tempos a tempos na blogosfera, levanto a dúvida: serão o conservadorismo e o liberalismo opostos? Há uma ideia muito em voga que os descreve como tal, e que leva muita gente a não perceber a viabilidade do espírito ideológico que o CDS pretende ter. No entanto, tal consideração parece-me errada. Desde logo porque ambos os termos descrevem coisas um pouco diferentes. Se encontro no liberalismo uma determinada forma de ideologia bem definida, não consigo fazer o mesmo relativamente ao conservadorismo – que entendo mais como uma espécie de postura saída da personalidade de cada um, e que encontra aplicações nas suas próprias avaliação e argumentação políticas. Logo, somar uma com a outra não resulta em contradição.


 


As bases para esta confusão derivam essencialmente da divisão redutora que se faz, na hora de encontrar um padrão ideológico aos partidos, entre “questões económicas” e “questões sociais” (não passando estas últimas, nessa lógica simplista, muito para além das tão famosas questões fracturantes). A generalidade das pessoas tende a considerar que o CDS é liberal nas primeiras e conservador nas segundas – e bem. O problema acontece quando, por oposição, consideram que a esquerda, nas tais “questões sociais”, é liberal quando, a meu ver, é progressista – esse sim, o oposto mais adequado para conservadorismo.


 


Portanto, entendo que, dentro desta lógica, ao definirmos opostos, devemos considerar o liberalismo oposto do socialismo (nas suas diversas correntes) e o conservadorismo oposto do progressismo – e nunca um do outro. Por isso, entendo como normal a existência de quem se diga liberal e conservador. Da mesma forma que não me choca quem se ache a) liberal e progressista, b) socialista e progressista, c) socialista e conservador.


 


Sendo pragmático e olhando para a nossa realidade, mexendo nestas rotulagens ideológicas sempre incompletas e subjectivas, esta parece-me ser a perspectiva mais correcta.


Publicado em 28/7/09 às 20:53
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Tiago Loureiro

Vivemos tempos dominados por uma crise geradora de mitos e falácias em abundância, pelo que, por estes dias, a direita tem a vida particularmente dificultada. O enquadramento nesse lado das geometrias políticas vai ganhando, cada vez mais, um carácter pecaminoso, principalmente aos olhos carregados de arrogância e superioridade moral de alguns que nos observam pela esquerda. É por isso que hoje, mais do que nunca, unir esforços na tentativa lúcida de desmitificar e eliminar “verdades” que vão ganhando um carácter absoluto, não é só uma questão de bom senso ou coragem – é uma necessidade.


 


O CDS, como natural rua de acolhimento de todos os que se apresentam com esta disposição, deve assumir um papel preponderante na construção de um caminho alternativo. Da minha parte, inicio aqui a minha caminhada, orgulhoso por fazê-la em tão boa companhia.


 


Publicado em 27/7/09 às 17:05
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