Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
João Távora
ko

Publicado em 2/8/11 às 17:28
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
João Távora

Antes de mais, quero publicamente tirar o meu chapéu e dar os parabéns a Paulo Portas e a toda a direcção do partido pelo resultado histórico obtido pelo CDS PP. No entanto esta saborosa “vitória” não chega para me pôr eufórico: nos próximos anos o novo parlamento exibirá uma grossa maioria de esquerda que inclui uma significativa facção extremista, disruptiva, própria de democracias imaturas. Insisto na ideia de que uma direita débil é o primeiro sinal de um país pobre, estagnado e deprimido. Um dado que suspeito se acentuará nos próximos tempos, por mais injecções de capital que se processem nas obras públicas e no estado providência implantado.


É um facto que nem a alarmante crise, nem o atoleiro em que o país se encontra, nem mesmo os novos partidos que desta vez se apresentaram a votos, serviram para mobilizar cerca de três milhões e setecentos mil portugueses que teimam em alhear-se dos destinos da sua pátria: suspeito que somando estes números aos votos brancos e nulos, pelo método de hondt eles traduzir-se-iam numa maioria parlamentar. 


Este panorama confere à direcção do CDS um redobrado dever de lealdade para com os seus eleitores, exigindo-se ao partido uma oposição sem concessões ao "centrão" e uma determinada resistência aos cantos da sereia do poder imediato: creio que o crescimento do eleitorado do CDS-PP perspectiva-se inequivocamente à direita e numa grande maioria desiludida que urge resgatar à politica. É tempo da direita construir confiança e crescer para salvar de Portugal.


 

Publicado em 28/9/09 às 11:10
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
João Távora


 


Se passamos a vida a lamentar a História e o nosso crónico atraso (eu que o diga) porque não arrepiamos caminho? Parece-me urgente alterarmos os paradigmas que têm gerido os destinos do nosso país desde tempos imemoriais, reforçados pela matriz socialista do regime nos últimos trinta e tal anos. 


A responsabilidade na mudança deste estado de coisas está, e sempre esteve, na vontade e competência dos indivíduos. Mas o primeiro passo a dar, será sem dúvida, uma mudança massiva dos portugueses no seu sentido de voto: um voto que devolva às pessoas o protagonismo do sucesso das suas vidas, que motive a comunidade a descobrir a sua auto-estima na construção dum país mais prospero e mais livre. 


Um país com uma direita débil é um país pobre, estagnado e deprimido; e a viragem só pode começar com um novo mote, com um voto renovado: um voto na responsabilidade, no trabalho, nos valores que regem uma autêntica meritocracia. Para que assim possamos construir e delegar aos nossos netos uma História de esperança e com futuro. É tempo de virar o voto à direita.


Publicado em 25/9/09 às 16:54
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
João Távora

O voto no CDS é útil porque contribui decisivamente para evitar uma maioria de esquerda, com a qual arriscamos a ter que conviver na próxima legislatura. Ou então também podemos emigrar como já fizeram outros.


 

Publicado em 24/9/09 às 17:14
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
João Távora

Vai para três semanas que por estranhos critérios de gestão empresarial o mais visto  e o mais independente dos telejornais nacionais foi suspenso. 


E habituámo-nos tão depressa, não foi?


Publicado em 22/9/09 às 11:06
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
João Távora

Sou um pragmático de direita, seja lá o que isso for: no PREC cheguei a aclamar Mário Soares quando o poder estava na rua e pendia para os soviéticos em prejuízo das liberdades mais básicas. Em todos os sufrágios reclamo por uma vitória da direita, o que quer dizer que acabo torcendo pelo PSD, apesar de quase sempre votar no CDS.


Dito isto, considero pouco recomendável que estes dois partidos briguem pelos votos um do outro: parece-me que Marcelo Rebelo de Sousa perdeu ontem uma boa chance de estar calado, pois o seu partido só tem a ganhar com um CDS forte. E Paulo Portas também deveria disfarçar sua voracidade pelo voto Social Democrata, partido que inevitavelmente será o nosso único aliado natural. De resto, nesta derradeira semana de campanha parece-me que ambos os partidos ganhariam em disputar acirradamente as centenas de milhar de votos dos indecisos e da abstenção. Para uma derrota das esquerdas que é o único cenário que verdadeiramente nos poderemos rejubilar. 


Publicado em 21/9/09 às 16:41
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João Távora

O Bloco de Esquerda é assim um “partido comunista” versão adolescente urbano depressivo, revoltado contra a sociedade que lhe deu tudo menos um sentido para vida. Afinal a rapaziada anafada não quer a luta de classes, apenas se rebelou contra "o pai", contra "o sistema", contra "a autoridade". Se as suas desventuras não acabarem mal, na simples marginalidade ou num asilo psiquiátrico, a moléstia ainda vai passar com a maturidade: um bom tacho na administração publica ou o acasalamento com descendência terminarão com todas as veleidades. Para já o importante é salvaguardar a nossa liberdade desta caprichosa demanda: é que a vida não é um festival de rock e a história não é um filme experimental.

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Publicado em 21/9/09 às 11:58
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
João Távora

 


No entrecruzar de duas importantes eleições nacionais, o essencial da discussão vai submergindo à progressiva gritaria e às mais desconchavadas manobras de distracção e propaganda partidárias. Estão em jogo muitos e mesquinhos interesses dos respectivos aparelhos e assim sendo os fins justificam todos os meios. 


 


Enquanto isso o País, com mais de dois milhões de pobres e quinhentos mil desempregados caminha alegremente para o abismo:  adivinha-se que qualquer solução de governo que saia das próximas legislativas ao fim de uns meses estará sobre brasas, debaixo do fogo das oposições, do mal estar social, da artilharia pesada dos sindicatos e corporações. Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. 


 


Com a nossa economia fortemente estatizada e dirigida, a “crise financeira” em Portugal foi atenuada e serviu de tábua de salvação dum governo autoritário, sem soluções ou resultados. O facto é que a verdadeira crise portuguesa é estrutural, e para não perder popularidade nenhum partido a promete enfrentar: por agora o estado de coisas e a paz social só são possíveis com um enorme endividamento, uma pesada carga fiscal e um alto deficit orçamental.


 


Tudo isto incomportável a curto prazo. 


 


Se adicionarmos a este caldo a previsão da OCDE de que não iremos crescer mais do que 1,5% ao ano no próximo decénio, uma cifra que não dá para baixar o desemprego, talvez entendamos como se torna urgente uma profunda mudança de paradigmas na gestão da coisa pública. Só nos falta bater no fundo, porventura condição necessária para uma profunda mudança de mentalidades e politicas. Isto sim deveria ser o tema do debate. Para que não haja surpresas.


 

 


Publicado em 18/9/09 às 17:13
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
João Távora

Na velha capital do império, porto de abrigo e porta de esperança de tantos imigrados da miserável província, o epíteto “provinciano” sempre funcionou como eficaz rotulo para a exclusão.  Sempre existiu uma  Lisboa deslumbrada, presunçosa e segregacionista. 


 


É neste sentido que apelidar alguém provinciano, significa muito mais do que contestar o seu cosmopolitismo ou a sua proveniência geográfica: significa a velha tentação de pretensas  elites de colocar o interlocutor  “no seu lugar”, que é menor. Uma atitude chauvinista, uma linguagem preconceituosa e arrogante, típica duma esquerda engajada e burguesa. São eles que mandam, é aquilo que temos. 

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Publicado em 15/9/09 às 10:49
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Sábado, 12 de Setembro de 2009
João Távora

Preocupam-me seriamente as tendências de voto reveladas pela generalidade das sondagens: em Portugal cresce e predomina um pensamento de esquerda mais ou menos primário, mais ou menos radical. Nos dias que passam qualquer propósito de liberalização da economia, de incentivo ao mérito ou à iniciativa privada é pura veleidade. O pior de tudo é que a crise internacional parece ter legitimado na cabeça de muitos um crescente peso do estado na vida das pessoas, tornando o desafio da modernização do país um sonho ainda mais longínquo. Do Estado dependem as empresas, os empregos, as artes, as minorias, as maiorias, os agricultores, a educação, os professores, os costumes, os funcionários e a boa ordem. Esta é a grande asfixia nacional.


Esta é uma maldição que cem anos de república só conseguiram acentuar: somos um pobre país de um povo pobre, rude, ressabiado e dependente. Terreno fértil duma medíocre oligarquia que disto tudo se alimenta e que há muitos anos se governa.


Publicado em 12/9/09 às 19:35
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
João Távora

No mesmo dia em que se reconhece a falência da Quimonda Solar, o inevitável despedimento de quase mil trabalhadores da Rohde foi adiado para depois das eleições, após uma intervenção in extremis do Ministério da Economia que negociou a aplicação do lay-off.


O governo saído das próximas eleições irá enfrentar um panorama empresarial em estado comatoso, ligado às máquinas do assistencialismo de conveniência socialista. O longo e sequioso braço do estado, alimentado pelos impostos duma depauperada classe média, inevitavelmente acabará por ceder à implacável realidade, não sem antes ter consumido preciosos recursos e energias. À voragem do pesado e ancestral centralismo que teima contrariar o mercado, menosprezar o mérito e o consequente empreendedorismo, talvez se salvem as grandes empresas do regime, à conta do trabalho e dos impostos duma geração ainda por nascer. Por tudo isto é urgente denunciar o grande buraco, o resto é conversa fiada. 


 

Publicado em 8/9/09 às 11:30
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Domingo, 6 de Setembro de 2009
João Távora

Até pode ser que estejamos todos enganados e José Sócrates e afinal seja um tipo porreiro e sincero e muito honesto e tal... mas que tem cá um azar com os primos, lá isso tem! 


 

Publicado em 6/9/09 às 17:30
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
João Távora

Enquanto o militante Emídio Rangel esta manhã na TSF lamentava as reacções dos partidos da oposição à suspensão do referido noticiário declarando que estes “vivem bem neste esquema de intriga” a chorarem “lágrimas de crocodilo por ter terminado um espaço que violava leis, códigos, as regras do jornalismo” e que a TVI “há muito que desejava acabar com aquele espaço, que não honra o jornalismo” eu pensava para com os meus botões como seria preferível e bem mais honesto um posicionamento editorial explicito como o do Jornal Nacional, à pseudo-imparcialidade da generalidade dos media, coisa que afinal não passa de uma mera crendice.


Publicado em 4/9/09 às 12:36
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
João Távora

Num acto de "democrática" compensação à suspensão do Jornal Nacional, será que a direcção do Diário de Notícias vai suspender a colaboração da jornalista Fernanda Câncio?


Publicado em 3/9/09 às 17:41
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
João Távora

Estranho mesmo é José Sócrates acreditar na justiça portuguesa: não deve haver muitos, digamos, crentes como ele. Nem na própria magistratura há assim tanta fé. 

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Publicado em 2/9/09 às 18:19
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
João Távora

Não entendo a razão do alarido da senhora ministra com os números divulgados sobre as taxas de insucesso e de abandono escolar: num país atrasado como o nosso, com os níveis de  iliteracia que se lhe reconhecem, em que a função formadora e educativa do ensino público é a última das suas prioridades, segurar a todo o custo os alunos dentro do sistema só contribui para avolumar o seu descrédito. 


 


Sei bem por experiência em que género de actividades se ocupa grande parte dos alunos “difíceis” que frequentam programas especiais “de retenção”. Sei bem como a escola pública que não premeia o mérito, se pode tornar num eficaz veículo promotor da irreverência gratuita e da irresponsabilidade. Por mim garanto-vos que farei tudo, mas tudo o que puder, para adiar tanto quanto me for possível a experiência do ensino oficial aos meus miúdos mais pequenos. 


Publicado em 24/8/09 às 16:01
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
João Távora


 


 


Por estranho que pareça eu concordo com a afirmação de Luís Fazenda no seu cartaz de propaganda eleitoral de que “Lisboa não é negócio”. De facto, com um mercado de arrendamento e imobiliário completamente disfuncional e “estatizado”, Lisboa é um péssimo negócio. É isso que comprova um passeio atento pelo centro da cidade: o espectáculo revela-nos um cenário desolador, de desertificação, ruína e desleixo. E é quase sempre deprimente entrar num prédio habitacional que ainda tenha inquilinos: mesmo que a fachada esteja razoável, as escadas e patamares são escuras e sujas, a porta da rua mal se fecha e a segurança é precária. Um mau negócio, portanto.


 


O cartaz deste candidato à Câmara Municipal de Lisboa revela muito mais do que parece sobre a matriz comunista do do bloco de esquerda, ao relacionar o termo negócio a algo perverso e maligno. Assim se acicatam os sentimentos mais básicos, como a  inveja e de quem tem para com quem não tem. Etimologicamente a palavra "negócio" deriva do latimneg-otiu;  negação do ócio (latim otiu), enfim falamos de trabalho, um valor inestético à esquerda mas que constitui a única redenção possível de qualquer nação. Por bons negócios almejamos todos e oxalá Lisboa fosse um bom negócio...


 


Publicado em 13/8/09 às 18:27
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
João Távora

Um conservador que se preze anseia pela evolução do seu país tanto quanto o mais generoso progressista. A diferença fundamental é que o primeiro duvida dum progresso exterior às pessoas, digamos... ortopédico. Há demasiado tempo que Portugal anda “na crista da onda”, sem que nada mude verdadeiramente. 


Publicado em 28/7/09 às 00:56
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João Távora

Que a nossa prosa, para além de bem servir uma disputa eleitoral que se adivinha decisiva, ajude o CDS a descobrir o seu legítimo e fecundo espaço. Boa viagem a todos. 


Publicado em 28/7/09 às 00:54
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