Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Eram algumas as certezas e bastantes as dúvidas quando entrei para a Rua Direita. Mas a pouco e pouco, graças à troca de ideias e à discussão proporcionada, as certezas chegaram. E chegaram com convicção.


 


Não há partidos perfeitos. Não há dirigentes perfeitos. Mas há partidos e dirigentes que mostram mais trabalho, mais seriedade e mais mérito. E a clareza com que o CDS falou ao longo desta campanha, quer se goste ou não, veio mostrar isso mesmo. Que há diferenças. Que há alternativa.


 


É por isso que, a 2 dias das eleições, acredito que o CDS é “a” alternativa séria e credível. Que o CDS tem para oferecer um caminho a todos os que precisam de voltar a acreditar que é possível fazer boa política.


 


E quanto ao voto útil, de que muito se tem falado e sobre o qual recomendo os vários textos que aqui na Rua Direita se têm escrito, é altura de dar esse voto útil ao CDS. Ao longo das últimas eleições muitos foram os eleitores que, por causa do voto útil, retiram o seu apoio ao CDS. A prova de que afinal essa opção não teve qualquer utilidade está vista. Um Portugal pobre e enganado. Útil é apoiar quem precisa e o CDS precisa que a grande maioria silenciosa e que a verdadeira Direita se cheguem à frente no próximo Domingo.


 


Estou convencido. Votarei CDS e apelo a todos que acreditam na liberdade, no mérito e na política de excelência que dia 28 sejam “úteis” ao CDS e ao país!


Publicado em 25/9/09 às 12:52
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Desde o passado fim-de-semana que os Portugueses em bloco (e não do Bloco…) têm recebido no(s) telemóvel(eis) uma mensagem escrita da Direcção-Geral de Saúde (“DGS”) relativamente à Gripe. Eu já fui vítima dessa mensagem no Domingo passado.


 


Contudo, apesar do meio expedito de comunicação, nada de novo. Ficar em casa e ligar para a Saúde 24.


 


Interrogo-me duplamente: Como tem a DGS o meu contacto? Como obteve autorização para o ter? Qualquer uma das respostas que antecipo não me agrada. Ou tem porque o pediu às operadoras de telemóveis, que aceitaram sem ripostar, ou tem porque a Comissão Nacional de Protecção de Dados autorizou que fossem dados os contactos dos utilizadores para o efeito em apreço.


 


Por outro lado, tudo isto me irrita ainda mais porque não passa de um aproveitamento político de uma Gripe. É sabido que nos últimos 15 dias os casos de Gripe A diminuíram drasticamente comparados com o mês de Agosto. Na verdade, alguns hospitais não registaram qualquer caso de Gripe A nas últimas duas semanas. Mas o Governo continua alegremente a brindar-nos com medidas, extraordinárias, entenda-se, para combater essa grande pandemia.


 


Mais uma vez, Bravo, Eng.º Sócrates, muito obrigado pela sms que me enviou, é muito útil!


Publicado em 22/9/09 às 10:26
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Há um aspecto claro que tem marcado esta campanha e que merece atenção. A identificação popular.


 


Talvez por estarmos num momento de descrédito em relação ao sistema político e aos governantes, sinto que nestas eleições os Portugueses estão mais receptivos a determinados discursos, nomeadamente a discursos claros e objectivos.


 


Claramente neste ponto o CDS tem marcado posição e o eleitorado tem apreciado essa conduta. O CDS e a sua máquina têm falado claro, quer nos debates quer nas iniciativas de rua e o resultado tem sido também ele claro.


 


O eleitorado finalmente percebe o que um partido tem para dizer. O eleitorado identifica-se, finalmente, com aquilo que um dirigente político afirma. De facto, nos km que o CDS tem percorrido nota-se, dia após dia, um aproximar dos cidadãos, o seu interesse por aquilo que se diz. Quer se concorde quer não, a verdade é que as medidas do CDS para a economia/finanças, segurança social, saúde, entre outras, têm sido apreendidas e objecto de reflexão.


 


Afinal, falar claro ainda compensa. Veremos!


Publicado em 17/9/09 às 10:21
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Ana Drago indignou-se com Nuno Melo no Corredor do Poder por este ter colado o BE à Festa do Charro.


 


Mudam-se os tempos, mudam-se às vontades. Há uns tempos atrás Ana Drago veria esta afirmação como um elogio, mas agora, como o objectivo é mostrar um BE sério e governável (?) já não gostou.


 

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Publicado em 10/9/09 às 23:50
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João Ferreira Rebelo

O debate confirmou. MFL sabe a pouco, mas quer muito. MFL não gosta muito de discutir, nem sequer de conversar. Gosta de mandar, à sua maneira.


 


As ideias que tem até parecem boas, mas pecam por falta de concretização. Mais uma vez, ficou demonstrado o pânico que MFL tem a compromissos. No seu entender, o dia-a-dia mostrar-lhe-á o caminho e seguir e os portugueses deverão acreditar na sua capacidade para a cada momento saber o que fazer. Contudo, acho que assim não se safa...

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Publicado em 10/9/09 às 23:37
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Outro dos temas que tem sido muito abordado nos debates com os líderes dos 5 principais partidos é a Segurança Social. Contudo, também aqui se tem dito pouco e com pouca profundidade.


 


Já em final de legislatura, foi aprovado na Assembleia da República o novo Código da Segurança Social, tendo também sido o mesmo promulgado pelo Presidente da República. Este novo texto introduz alterações profundas no regime e pouco ou nada se tem falado das mesmas.

 

O impacto ao nível do tecido empresarial e das próprias famílias deste novo Código é bastante significativo. A título de exemplo, refira-se que também os empregadores passarão a contribuir para a Segurança Social pelos prestadores de serviço que tiverem nas suas empresas. Tal medida agrava ainda mais a precária situação financeira que as PME estão a atravessar.

 

Seria útil ouvir qual a opinião dos partidos da oposição sobre este novo Código e trazer para a discussão quais as medidas que serão tomadas neste campo próxima legislatura.

Publicado em 8/9/09 às 20:38
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João Ferreira Rebelo

Nos últimos debates, bem como nas últimos encontros entre representantes dos partidos, como foi caso do Prós e Contras de ontem, tem vindo à discussão, com grande fervor, a questão da saúde.


 


Os típicos partidos de esquerda insistem na manutenção de um SNS solitário. PSD e CDS, este último de forma mais clara, sugerem a colaboração do sector privado e social para diminuir as listas de espera e assim garantir a universalidade de acesso a cuidados de saúde.


 


Parece-me contudo que as propostas da direita merecem uma abordagem mais esclarecedora que até ao momento não foi feita. Desde logo porque tem ficado a ideia que essa complementaridade do sector social e privado é um mal menor, na medida em que pode resolver o problema das listas de espera, mas é mais cara e não oferece tanta qualidade.


 


Ora, esta ideia é errada em toda a sua extensão. Efectivamente, a oferta dos privados pode não ser mais cara e seguramente há privados que oferecem mais garantias de qualidade do que muitos públicos. Por um lado, veja-se quanto à competitividade dos preços praticados pelos privados a notícia que saiu no Expresso e que se referiu aqui. Por outro, temos um conjunto já considerável de unidades de saúde privadas que oferecem cuidados bastante diferenciados, como sejam, os hospitais Cuf e as recentes unidades dos Grupos HPP e Espírito Santo Saúde.


 


Assim, será sensato concluir que a participação dos privados e do sector social na saúde não é um mal menor, mas antes um caminho que pode trazer grandes vantagens, sobretudo aos beneficiários de cuidados de saúde.


Publicado em 8/9/09 às 16:39
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Ana Drago está baralhada. Confusa. A princesa guerreira não sabe se deve bater mais na esquerda ou na direita e na dúvida bate em todos.


 


Contas feitas, a culpa é, hoje e sempre, das grandes empresas e lá volta o discurso do costume: nacionalizar a EDP e a GALP...


Publicado em 7/9/09 às 23:44
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João Ferreira Rebelo

Alguém ainda aguenta o nervosismo intolerante e intransigente de Augusto Santos Silva?


Publicado em 7/9/09 às 23:21
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João Ferreira Rebelo

Nota 20 para Assunção Cristas pela forma clara e concisa como apresentou as linhas gerais do Programa do CDS na área da economia: baixa de impostos para estimular o desenvolvimento das PME e devolver poder de compra às famílias.


Publicado em 7/9/09 às 23:08
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João Ferreira Rebelo

Francisco Louçã diz que tem um Programa para governar e diz ainda que quer um serviço público de excelência em todas as áreas de intervenção, melhores pensões, melhores salários, mais subsídios para quem precisa. Por outro lado, diz também que não se pode sobrecarregar mais os contribuintes. Assim sendo, onde vai Francisco Louçã buscar recursos para tudo isto?


 


Desengane-se, a nacionalização da EDP e da GALP não chegam...


Publicado em 7/9/09 às 15:39
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João Ferreira Rebelo

O debate de ontem entre Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã foi pobre. Pobre nas ideias e pobre na discussão.


 


Francisco Louçã manteve no seu estilo habitual, cáustico nas questões, inconsequente nas afirmações, trôpego nos raciocínios. Já Manuela Ferreira Leite poderia ter ido mais longe. Cedeu muito, contestou pouco e nada acrescentou, deixando algumas dúvidas no ar que não podia ter deixado.


 


Exactamente na semana em que a edição escrita do Expresso notícia um estudo do economista do Conselho Directivo do Instituto Ricardo Jorge, José Mendes Ribeiro, sobre a comparação dos custos da saúde em ambiente público e privado, concluindo pela competitividade dos serviços de saúde prestados por privados, Manuela Ferreira Leite não soube (ou não quis, paira a dúvida…) desmontar os argumentos de Louçã sobre a saúde. Efectivamente, a líder social-democrata concordou com Louçã quando este afirmou que o Programa das Parcerias Público-Privadas em saúde saia mais caro ao Estado do que a prestação directa pelo SNS. Mais ainda, ambos concordaram que a saúde privada é mais cara, apenas divergindo no ponto em que Manuela Ferreira Leite defende que se trata de um mal necessário para complementar o SNS.


 


Esta visão simplista e não rigorosa da saúde deixa muito a desejar. E se pela parte de Francisco Louçã não choca, já pela parte de Manuela Ferreira Leite merecia um esclarecimento mais capaz sobre qual é afinal a sua posição quanto aos privados na saúde.


 


Não é verdade que os privados ou o sector social prestem cuidados mais caros. Na realidade, não há dados, em Portugal, que mostrem com toda a clareza e de uma forma genérica que o Estado presta serviços mais baratos ou mais caros. Contudo, foram já efectuadas algumas comparações pontuais entre actos médicos semelhantes que mostram que os privados podem, com a mesma ou mais qualidade, prestar os mesmos serviços a preços mais competitivos.


Publicado em 7/9/09 às 09:59
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Os escribas da Rua Direita têm de agradecer a quem de direito os acontecimentos recentes que proporcionaram a discussão sobre a liberdade de imprensa e de expressão com exemplos práticos.


 


Assim é muito mais fácil fazer passar a mensagem e poder mostrar ao Eng. Sócrates e aos seus fieis seguidores que falar em liberdade de escolha não é pura demagogia...


 


A título pessoal, o meu Muito Obrigado!


Publicado em 4/9/09 às 18:32
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Será que amanhã depois do debate de hoje entre o Louçã e o Jerónimo também haverá problemas na equipa de informação da SIC?


Publicado em 3/9/09 às 19:09
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

O novo Código da Segurança Social, bem trazido pelo Tomás aqui à Rua Direita, é mais um bom exemplo de como o Governo Sócrates anda a pensar mal e a subestimar a capacidade dos Portugueses. A lógica não é nem mais nem menos do que aquela que é aplicada à saúde: tem de ser o Estado a decidir o que é melhor para o povo, pois o povo não sabe decidir.


 


Senão vejamos.


 


Hoje em dia, se eu sinto uma dor aguda numa perna tenho de me deslocar ao centro de saúde / unidade de saúde familiar da minha residência, caso queira aproveitar os serviços do SNS que o Estado me disponibiliza. Caso necessite de acompanhamento por um médico da especialidade, tenho de marcar consulta nesse mesmo centro de saúde e, finalmente, se precisar de uma intervenção cirúrgica, terei de sujeitar-me ao hospital da minha residência. Tudo isto funcionaria bem se o tempo de espera não fosse incomportável e se a qualidade dos serviços prestados fosse positiva em todas as unidades de saúde. E qual é alternativa que o Estado me dá? Nenhuma. Aliás, tenho várias, em hospitais privados, mas terei de pagar, e bem, não vendo portanto o produto os meus impostos ser aplicado quando necessito.


 


O que faria sentido perante este cenário seria o tal Estado que me obriga a ir a determinado centro de saúde / hospital conferir-me a possibilidade de ir a qualquer outro local à minha escolha, entregando-me para o efeito o montante que gastaria comigo no hospital a que me obriga actualmente, a ir.


 


Isto é possível? Sim, é. Basta para isso acreditar que o Estado não tem de decidir em todos os aspectos o que é melhor para mim. O modelo holandês é um exemplo de como a saúde pode funcionar num sistema concorrencial. Os seus contornos ficarão para outro post.


Publicado em 2/9/09 às 17:04
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Da análise dos programas de governo dos diversos partidos podemos constatar que efectivamente o CDS é o único partido que permite uma aproximação mais concreta ao liberalismo e que melhor preserva a liberdade de escolha individual.


 


É esse um dos grandes motivos que me leva a votar CDS e que deveria levar todos os liberais a pensar seriamente no seu sentido de voto nas eleições que se avizinham.


 


Se é verdade que a liberdade de escolha é importante em todos os sectores da sociedade, mais verdade é naqueles em que cada vez mais se verifica uma dificuldade de acesso, como é o caso da saúde. Efectivamente, ao longo dos últimos anos, com o crescimento de unidades privadas de saúde diferenciadas, assistimos a uma procura cada vez maior por parte da classe média alta destes serviços, ficando toda a restante população com menos recursos refém de um SNS lento e preguiçoso.


 


Contudo, perante este cenário, o governo Sócrates ao invés de investir em parcerias reais com o sector privado e social continua a defender a existência de um SNS solitário. O CDS não é alheio a esta realidade e no caderno de encargos do seu programa para a área da saúde compromete-se em considerar os sectores social e privado como parceiros do sistema, a eles recorrendo, em termos concorrenciais, para prestação atempada de cuidados.


 


Está na altura de alargar os cuidados de saúde diferenciados e atempados a que só os mais endinheirados têm acesso, a todos os portugueses. Basta para isso admitir e acolher a liberdade de escolha na saúde e criar uma distinção ente estado financiador, estado prestador e estado fiscalizador.


Publicado em 1/9/09 às 19:27
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
João Ferreira Rebelo

Pergunta rápida: porque é que a mandatária para a juventude do PS é a Carolina Patrocínio e não a Luciana Abreu (Floribela, ou Lucy, para os que preferirem)?

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Publicado em 13/8/09 às 23:21
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
João Ferreira Rebelo

Ler o Programa de Governo do Partido Socialista é uma tarefa deveras deprimente.


 


Alguém devia explicar aos Senhores Socialistas que em política têm de se fazer escolhas. É necessário definir prioridades e, a meu ver, essas prioridades são bastante claras (economia, educação, saúde e justiça).


 


Num cenário como o que assistimos em Portugal, como pode o PS querer tudo? Espero bem que neste caso em particular o velho ditado, “quem tudo quer, tudo perde”, tenha aplicação prática…


 


Publicado em 31/7/09 às 13:34
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
João Ferreira Rebelo

Desculpem, mas vocês não estão a perceber nada…


 


O Eng. Sócrates está verdadeiramente preocupado com os jovens portugueses e a sua capacidade financeira para poder gozar umas férias de verão simpáticas antes de ir para a faculdade.


 


Se fizerem as contas, por altura dos 18 anos é tipicamente o momento em que se acaba o liceu e se entra na faculdade, ou seja, é de se aproveitar o Verão em grande! Basta de injustiças. Todos nós já fomos vítimas do despotismo dos Pais, que não nos davam uma mesada suficiente para ir para os copos com os amigos todos os dias.


 


Agora, como as medidas Sócrates, esse problema acabou e todos os jovens de 18 anos adquirem um novo direito a gastar sem pedir aos Pais. É pena que seja tão pouco…


Publicado em 29/7/09 às 16:20
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João Ferreira Rebelo

Um conjunto de empresários de Ovar decidiram promover um almoço de homenagem ao ex-Ministro Manuel Pinho pelo seu tempo de governação. Entre muitas coisas que foram ditas, e que julgo não interessarem muito aos moradores da Rua Direita, houve uma que me chamou à atenção: afirma o ex-Ministro que é muito complicado fazer política hoje em dia.


 


Ora, aqui está um ponto em que estou inteiramente de acordo com o um ex-Ministro PS, mas decerto não pelas mesmas razões.


 


De facto, hoje o nosso panorama político é pobre e o que se discute faz-se em torno do acessório, prejudicando assim o debate das grandes questões que Portugal tem de agarrar. Assim, é efectivamente difícil governar. A verdade é que os nossos políticos, pelo menos a grande maioria que tem participado nos últimos anos na dança das cadeiras no parlamento, vivem obcecados com o fantasma do socialismo e da social-democracia (que nos termos que tem sido levada a cabo nos últimos anos em pouco ou nada difere do socialismo do PS no que a grandes medidas respeita).


 


Num cenário como o que vivemos em Portugal, é necessário pensar em reformas profundas, em alterações estruturais que modifiquem de base a forma costumeira como as medidas políticas têm sido implementadas nos últimos anos. É altura de cortar com o passado, de assumir o que está mal e de não ter receio de proclamar a mudança. Para isso, é bom que repesquemos as ideologias e os princípios base em que acreditamos e que fazem de Portugal um país de liberdade.


 


Se repararmos, essa liberdade tem sido coarctada dia após dia na nossa democracia. A liberdade que cada um de nós merece, e tem direito, tem sofrido vários golpes e todos nós temos assistido a isso, uns mais impávidos que outros. Os nossos sucessivos governos insistem em apregoar valores como a igualdade do colectivo, aprovando consecutivas medidas muitas vezes em sacrifício da liberdade individual de cada um.


 


É, portanto, a altura do CDS se afirmar como “a” alternativa liberal, reconhecendo que todos somos livres, e igualmente importantes. E a grande diferença do que é, e deve ser, a igualdade está aqui: reconhecer que todos somos igualmente importantes, embora individualmente diferentes. Deve portanto o Estado garantir a liberdade de escolha de cada um, reconhecendo-lhe no entanto igual importância.


 


Este princípio básico da democracia tem reflexo em praticamente todas as áreas da nossa sociedade, desde a educação, à saúde, à justiça, entre outras. Efectivamente, o nosso Estado insiste em continuar a escolher o que “é o melhor para nós”, forçando-nos, a título de exemplo, a ir para determinadas escolas e a recorrer a este ou aquele específico hospital, de acordo com critérios muitas vezes definidos ao acaso e sem qualquer pressuposto lógico e, quem não quer, que pague! Nós não temos liberdade de escolha na escola dos nossos filhos, não temos liberdade de escolha para o prestador de saúde que nos atende, como não temos liberdade de escolha em muitos outros aspectos. E tudo em nome da igualdade, essa igualdade que sacrifica a qualidade e o direito à diferença em prol do chamado “equilíbrio social” e que, contas feitas, se traduz na seguinte máxima que os socialistas tanto gostam: mais vale sermos igualmente maus e deixar tudo como está, do que tentarmos ser bons.


 


Não digo que seja fácil mudar, mas é possível, e o CDS estará pronto para o mostrar, ainda que isso implique suportar a horrível cruz da governação.


Publicado em 29/7/09 às 11:26
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
João Ferreira Rebelo

Estou inteiramente de acordo com o Tiago Loureiro. É preciso desmistificar!


Entrar na Rua Direita é sobretudo percorrer um caminho de descoberta.

Mais do que ter ou não ter razão, que fazer ver ou valer pontos de vista, é preciso desmistificar.

Hoje em dia a nossa política e os discursos que nela se fazem vivem dos mitos que entretanto se criaram, sejam mitos em torno das ideologias de base de cada partido, sejam mitos em torno das pessoas que dão a cara por esses partidos. A acrescer, temos também os mitos que se geraram em torno daquilo que é o voto útil, esse grande chavão da democracia que não é mais do que uma contradição nos próprios termos.

Assim, pretende-se que ao passar pela Rua Direita todos e cada um possam, pelo menos, pensar de forma descomprometida. Pretende-se, essencialmente, mostrar que o CDS tem muito mais para oferecer do que aquilo que muitos pretendem mostrar.

Na Rua Direita não se proclamam votos inúteis, mas antes discutem-se princípios e ideias, que se esperam com algum valor, para que no dia de exercer o direito de voto estejamos realmente informados sobre o que cada partido tem para nos oferecer.

Quem entra na Rua Direita não se sente forçado a optar apenas por um de dois caminhos, quando muitas das vezes nenhum desses caminhos apresenta uma saída clara e objectiva. Nesta Rua há espaço para discutir e para trilhar novos rumos, que efectivamente nos conduzam a algum lado.

Experimentem, não se vão arrepender.

Publicado em 27/7/09 às 20:09
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