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Arquivo Rua Direita

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10
Set09

Cheques

Adolfo Mesquita Nunes

Face a José Sócrates, a nebulosa programática do PSD sob o eixo da política de verdade, onde tudo cabe e tudo está em aberto, funciona bem e assume uma alternativa. A nebulosa parece um compromisso político conservador e avesso a promessas eleitorais por contraste a um país de fantasia criado por Sócrates.


 


Face a Paulo Portas, a nebulosa programática do PSD não consegue disfarçar-se de outra coisa qualquer. Porque, mal ou bem, essa nebulosa não consegue combater o Programa do CDS, onde são apresentadas, bem ou mal, ideias concretas, com prioridades definidas. 


 


Face a José Sócrates, o programa do PSD parece um cheque com provisão perante um cheque sem provisão. Face a Paulo Portas, o programa do PSD parece um cheque em branco perante um cheque visado.


 


Isto não significa que a estratégia de Ferreira Leite esteja errada. É que o adversário da líder do PSD é precisamente José Sócrates e não Paulo Portas.


 

29
Ago09

Partido pouco afirmativo: "Sim" aparece 0,00833 por página no programa do PS

Rui Castro

A propósito disto, importa esclarecer que o Carlos Santos tem toda a razão. Decidi, assim, seguir o mesmo raciocínio e fazer o mesmo com a palavra "Sim".


 


O programa eleitoral do PS tem 120 páginas, no ficheiro .pdf (incluindo capa, índice, etc.). Nessas 120 páginas, uma pequena busca permite detectar o uso da palavra "SIM" 1 vez. O que dá uma espantosa média de 0,00833 vezes por página. No programa do PSD, com 40 páginas (contadas de acordo com o mesmo critério), a palavra aparece 0 vezes. O que, nesta análise de conteúdo básica, dá uma média de 0 por página. Podia daqui inferir-se que o PS tem uma visão pouco positivista do programa. Perde pouco espaço a dizer o que quer para o país. No que se aproxima do BE, que bate o recorde registando 3 vezes a palavra SIM em 110 páginas: 0,0091 vezes por página! Do BE não se esperaria outra coisa. É um partido que, contra a sua ala mais moderada (afastada da liderança e das listas de candidatos a deputados), se afirma por ser pouco afirmativo. E por isso, em cada página, podemos ler 0,0091 vezes a palavra SIM. No PS, a situação é mais surpreendente. Pode um partido que aspira a governar elaborar um programa pouco assente no que SIM gosta e sim quer fazer? Como podem os portugueses ficar a conhecer as propostas do PS? Divulgado o programa, ficamos sem saber o que SIM querem. Continuamos às escuras sobre o que querem. Estou certo de que o programa do CDS, a apresentar no próximo domingo, utilizará mais vezes a palavra SIM.

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