Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Rui Castro

Incentivos às famílias. Algumas delas já haviam sido antecipadas aquando da elaboração do Relatório sobre a Natalidade. Realço aqui 2:


 


(i) "Introdução, em Portugal, do desconto fiscal para famílias com filhos. Isto significa que o sistema actual – os membros do casal somam rendimentos e dividem por dois, para apurar a taxa de imposto a pagar, mesmo que tenham um, dois, três, ou mais filhos, o que obviamente sobrecarrega o orçamento familiar – será progressivamente substituído por outro, em que o número de filhos também conta, com um factor próprio, para a divisão do rendimento e, portanto, a redução do imposto a pagar. O nosso objectivo é atingir, no, no final da legislatura, um factor de 0,5 por filho. Isso significará uma considerável melhoria para as famílias que possam e queiram ter filhos. Se conseguirmos aprovar este quociente familiar, será a mais importante medida pró-família em Portugal."


 


"Até como medida anti-crise, é preciso rever as tabelas de retenção na fonte do IRS. Quando dizemos rever, dizemos rever as taxas, e não apenas os escalões – como fez o Governo, depois de muita insistência nossa. Esta medida não tem despesa adicional; o que implica é moderação na antecipação da receita. Mas significa que as famílias, sobretudo de classe média, e média-baixa, passarão a ter, mensalmente, mais rendimento disponível, o que incentiva a confiança e melhora o poder de compra."


Publicado em 31/8/09 às 01:14
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Rui Castro

"(...) O mesmo PS recusou todas as propostas de introdução do coeficiente familiar no IRS - com deduções ou abatimentos maiores para quem tenha mais filhos e principalmente no susbsidío de desemprego, criando majorações pelo nº de filhos ou em situações em que ambos os membros do casal estejam desempregados (...)" - Manuel Castelo-Branco


Publicado em 24/8/09 às 13:40
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Manuel Salema Garção

Natalidade atingiu nível mais baixo desde 1995. No ano passado nasceram apenas 109 266 bebés em Portugal - o número mais baixo desde 1995. Pelo terceiro ano consecutivo, houve uma queda na taxa de natalidade.


 


1º - Serão os 200 euros a 18 anos numa conta poupança que vão melhorar a situação nos próximos anos?


 


2º - Não começa a situação a ficar bastante delicada?


 


3º - Hoje precisamente às 9.45 da manhã nasceu o meu quinto sobrinho… pergunto que tipo de ajuda vão ter os pais?


 


4º - A Rosarinho, já com quase duas horas de vida pergunta: “a que tenho eu direito por nascer com orgulho em Portugal Sr. Ministro? é uma alegria para os meus pais ou sou mais um aperto financeiro onde o estado não intervém?”


 


5º - Será este mais um troféu do Governo durante o seu mandato?


 


6º - Volto à velha questão do aborto, se há ajudas para se fazer um aborto, 830 € e 1.074 €, então e os pais que querem ver os seus filhos crescer, podem contar com esse mesmo valor num curto espaço de tempo?


 


Mais uma vez é ficar à espera que o Governo Socialista venha ao parlamento justificar esta situação culpabilizando a crise que se agrava em todo o mundo… Fico à espera de mais uma resposta, espero que desta vez… convincente! Eu não preciso de resposta, aquilo que tenho visto já fala por si... votar à esquerda é votar em branco no futuro das nossas crianças! Sou a favor de uma Democracia livre onde dá a oportunidade a quem vive e a quem quer viver!


Publicado em 11/8/09 às 11:51
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Sábado, 1 de Agosto de 2009
Rua Direita

"Tenho o subsídio de reinserção social, já recebo uns trocos para fazer o 12º ano e agora ainda querem que eu tenha filhos se quiser receber mais algum: não tenho tempo para nada, quanto mais para ter filhos!"


Publicado em 1/8/09 às 14:07
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Ana Castro

A medida pode ser vista por um ângulo diferente e interessante  aqui 


 


Publicado em 31/7/09 às 20:20
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Rua Direita

"O meu marido não quer ter filhos. Posso receber 200 euros por cada filho que eu quero ter mas ele não? Posso processá-lo? Eu prometo que poupo".


Publicado em 31/7/09 às 17:57
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Rua Direita

"Acabei com o meu namorado e não quero ter filhos: também posso receber 200 euros? Eu prometo que poupo"


Publicado em 31/7/09 às 17:31
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Tomás Belchior
Caro João Galamba, vamos por partes. Ao contrário do que me acusa, eu não culpo o PS por tudo o que de negativo há em Portugal. Apenas culpo o PS por não ter feito nada para impedir/resolver, nos onze anos dos últimos catorze que esteve a governar Portugal, a tal crise endémica do país, igualmente muito badalada em Portugal e no exterior.

 

Quanto à sustentabilidade da Segurança Social, o  João Galamba acha que a redução das pensões é uma reforma da segurança social, o que diz muito sobre a insustentabilidade da dita nas mãos dos socialistas. Qualquer dia, em nome do sistema e da sua sustentabilidade, ainda veremos reformados a pagar em vez de receber. Isso não são reformas, são remendos.

 

Por outro lado, não entendo a provocação do João Galamba quanto ao discurso do CDS sobre imigração. Em primeiro lugar, porque não vejo que o discurso seja anti-imigração, tanto mais que ele é inspirado nas iniciativas do Conselho Europeu durante a presidência francesa da UE (e está a par das políticas de imigração da Europa). E em segundo lugar, porque, e independentemente disso, estão por demonstrar os impactos da imigração na natalidade e (presumo que o João também se referia a isso) na sustentabilidade da segurança social. Até porque também há dados que apontam no sentido oposto, nomeadamente no âmbito de sistemas dotados de várias prestações sociais.

 

Mas podemos discutir isso sem problemas. O João pode começar por explicar em concreto porque é que (e em que é que) a política de imigração deve estar relacionada com as políticas de natalidade. 

 

Publicado em 31/7/09 às 17:18
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Tomás Belchior

No domínio da natalidade, para além do que eu referi aqui, também há outro aspecto curioso. É nos países europeus onde o papel da mulher na sociedade se alterou mais substancialmente e onde os nascimentos extraconjugais são mais frequentes que este problema é menos visível. Isto sugere que, mesmo as medidas que têm efeitos nos números da natalidade, não o têm necessariamente na sua "qualidade". Ou seja, não é através de políticas que apenas olham para as pessoas pelo lado aritmético que se promove a natalidade no seio da família, essa sim importante.


 


Citando a Eugénia Gambôa na sua coluna de hoje: "No seu mimetismo com a Espanha de Zapatero, na sua obsessão com as estatísticas apenas para OCDE ver, o PS do Engº. Sócrates não mudou e continua fiel ao seu pecado original: vende a ilusão de que o Estado tudo pode e tudo resolve". É precisamente nesta forma de governar que não nos revemos, como diz e muito bem o Adolfo aqui.


 


Publicado em 31/7/09 às 15:37
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Tomás Belchior

O problema do declínio da natalidade é um problema curioso porque é uma contrapartida da prosperidade das sociedades em que vivemos. Ou seja, a natalidade diminui porque o custo de oportunidade de ter filhos aumentou. Isto significa que qualquer escolha política nesta matéria tem de ter como alvo a diminuição deste custo de oportunidade. Há várias maneiras de fazer isto, como tem sido discutido nesta série de posts aqui no Rua Direita.


 


No entanto, há medidas que o PS contribuiu para implementar, além das "bondosas" medidas que o João Galamba enuncia aqui, que também têm influências positivas na natalidade em Portugal: a diminuição das reformas e a recessão. A primeira implica um retorno aquela ideia de que os filhos serão o nosso sustento na velhice e a segunda, ao tornar-nos a todos mais pobres, reduz precisamente o sacrifício relativo que ter um filho acarreta. Penso que devíamos também neste campo agradecer ao Primeiro-Ministro e ao governo a sua clarividência e a sua compaixão.


 


Publicado em 31/7/09 às 15:05
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Adolfo Mesquita Nunes

O CDS quererá mais, mas, aparentemente, não quer diferente do que é feito pelo Governo PS, diz o João Galamba no Simplex a propósito das políticas de incentivo à natalidade. Mas a verdade é que o próprio post do João contém as pistas que contradizem essa conclusão.


 

É que não basta descartar, por eleitoralista, a proposta apresentada pelo PS de dar 200 euros por cada rebento como faz o João. Na verdade, a atribuição dos 200 euros configura uma forma socialista (e é natural que assim seja, já que o partido é socialista) de encarar as soluções para o problema da natalidade. E isso não é um pequeno pormenor que possa ser arrumado na gaveta das medidas eleitoralistas. É eleitoralista sim. E é socialista também.

 

Esta diferença de concepções oferece duas alternativas distintas. De um lado, as medidas de apoio directo à natalidade como veículo privilegiado de acção, que é o lado socialista. De outro, eliminação de todas as discriminações negativas que afectam a família e que a impedem de, em liberdade, escolher ter um filho ou não, que é o nosso lado. E que por isso nos oferecem diferentes concepções do que deve ser a intervenção estadual neste campo. E aí estamos em lugar distinto do lugar do PS.

 

Nesta Rua mora uma verdadeira alternativa à forma socialista de encarar esta questão, com que pode ou não concordar-se. Mas nenhum dos autores da Rua Direita parece interessado em inscrever-se num qualquer bloco central em que discursos diferentes servem para dizer a mesma coisa. E quando concordamos com o PS, dizemos sem complexos.

Publicado em 30/7/09 às 19:19
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Maria Domingas Carvalhosa

Nesta Rua, nas últimas horas, temos debatido dois dos temas que o Partido Socialista utilizou como bandeiras eleitorais: o incentivo à natalidade e o casamento entre homossexuais.


 


Ninguém explica a José Sócrates que não se pode ter tudo?

Publicado em 30/7/09 às 14:20
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Rua Direita

a outra promessa arrojada do PS sobre a aprovação do casamento gay, também inclui algum donativo aos bancos?


Publicado em 30/7/09 às 13:30
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Adolfo Mesquita Nunes

Como ontem se percebeu, o Rua Direita dedicou parte da sua atenção à proposta do PS de oferecer 200 euros em conta poupança por cada nascimento; dinheiro que só poderá ser levantado quando a criança tiver 18 anos.


 


A proposta foi devidamente analisada e criticada mas foram igualmente apresentadas alternativas políticas para o problema da natalidade, sempre com o contributo dos vários comentadores do Rua Direita, a quem agradecemos. O que não se fez, nem por aqui morará, foi bota-abaixo.


 


Os posts e as discussão nos comentários, que continua e deve continuar, passaram para a secção de Estudos de Tráfego, na barra lateral de links, para que possa estar sempre acessível e onde serão acrescentados todos os futuros posts sobre este assunto. É o primeiro dos temas a que dedicámos especial atenção. Outros se juntarão em breve.  


Publicado em 30/7/09 às 13:01
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Diogo Duarte Campos

Como já aqui foi largamente demonstrado, a proposta anunciada pelo PS é, pura e simplesmente ridícula.


 


Na verdade, não haverá uma alma que se sinta motivada a ter um (ou mais um) filho por causa de uns insignificantes 200 euros a 18 anos de distância: ou seja, a medida é, desde logo, ineficiente, porquanto não tem - nunca poderá ter - o efeito social desejado.


 


Assim sendo, passará não a ser uma medida social, mas simplesmente despesa.


 


Despesa sem qualquer sentido mas que, uma vez contraída, dificilmente poderia ser cortada.


 


Mas podia não ser assim.


 


A atribuição de vantagens financeiras, como aqui já se deixou sublinhado e o CDS consistentemente vem defendendo, não será sequer o principal meio de incentivo à natalidade.


 


Na verdade, porventura mais importante, será, por exemplo, a rigidez do mercado de trabalho e a paupérrima cobertura de creches.


 


Sem prejuízo, admite-se que também as vantagens económicas constituam um incentivo a ter em consideração.


 


Mas, para que assim seja, é imperioso que aquelas se vejam, tenham significado económico, ao contrário dos “desprezíveis” 200 euros a 18 anos.


 


Assim, a proposta apresentada, caso previsse um montante razoável (por exemplo 5.000 euros) poderia ser apenas parcial, mal estudada, ad-hoc ou mal estruturada, mas não seria ridícula.


 


Porém, para que o Estado pudesse contribuir com 5.000 euros, ao contrário dos propostos 200 euros, seria necessário quebrar com o espartilho do princípio da igualdade.


 


Este sim é o verdadeiro problema das prestações sociais: como por meras razões ideológicas a prestação seria atribuída a toda a gente, naturalmente apenas caberia uma migalha a cada um.


 


Se, pelo contrário, o Estado não tivesse medo da diferença seguramente conseguiria incentivar, assim, só conseguirá gastar.


 


Esta é diferença fundamental que nos separa dos que estão à nossa esquerda.


Publicado em 30/7/09 às 11:44
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Adolfo Mesquita Nunes

O Rua Direita está a dedicar particular atenção à proposta do PS de oferecer 200 euros em conta poupança por cada nascimento; dinheiro que só poderá ser levantado quando a criança tiver 18 anos. Podem seguir a discussão nos seguintes posts e respectivos comentários, onde aliás é possível consultar as propostas do CDS nesta matéria. E assim se faz oposição na Rua Direita


 


 


 


Porquê o CDS (2)


Daria vontade de rir, não fosse a gravidade do tema


Que pena já estar no escritório


Os incentivos socialistas à natalidade


Os incentivos socialistas à natalidade (II)


Leave me alone!!!!


Consideração intelectual


As propostas do CDS para a natalidade


Ou seja


É estúpido, não é?


200 euros “pró ceguinho”


Produtos tóxicos infantis


Uma medida divertida


Só mais esta


É a última


Estava ali a passar pela CGD e ocorreu-me


Agora é que é mesmo a última


Um Novo Direito para os Jovens de 18 Anos


Política de Natalidade? Think Pink (But don't think)!


Afinal tenho mais uma, desculpem


Desilusão


Prometo que agora é que me vou embora. Estão 1000 euros à minha espera.


A realidade do apoio à natalidade


Um pequeno chocolate para acompanhar o café...


Ainda a propósito dos 200 euros por rebento


Duas formas de encarar a natalidade


Natalidade e Compromissos


 Natalidade e Compromissos II


Para demagogia, demagogia e meia


3 anos em queda? Já chega!


Publicado em 29/7/09 às 19:54
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Manuel Salema Garção

Foi com grande surpresa, que recebi a boa nova dos 200€ em conta poupança por cada nascimento, para incentivar a taxa de natalidade em Portugal. Sinceramente, e para muitas famílias, é sem dúvida um excelente incentivo, ou… não será mais que um agradável incentivo.


 


Peguei nestes 200€ “oferecidos” pelo estado e para poupar ainda mais, “fui às compras” a uma grande superfície comercial, até porque com “tanto novo emprego”, convém mesmo não gastar mais que aquilo que podemos… ora aqui vai uma simulação das minhas modestas compras:


 


Leite em Pó 900g (4 unidades) = 67.16 €


 


Biberão (2 unidades) = 6.98 €


 


Chupetas de Borracha (3 unidades) = 8.97 €


 


Anéis de Dentição (1 unidade) = 4.99 €


 


Fraldas Primeiros meses ( 4 unidades) = 49.46 €


 


Toalhitas (Pack 3 unidade) = 3.99 €


 


Gel de Banho (2 unidades) = 8.38 €


 


TOTAL = 149.93 €


 


Fantástico, não é? Assim, até me sobra 50 € para as compras do mês que vem! Provavelmente com vacinas, consultas de pediatria e outros pequenos gastos essenciais, os 200€ não seriam mais que um “um pequeno chocolate para acompanhar o café”.


 


Mas, como nem tudo é mau, as famílias poderão ficar ainda mais descansadas, tudo porque este dinheiro só pode ser levantado quando a criança completar os 18 anos…


 


Sinceramente, vejam isto como um investimento que valerá então 500€, provavelmente 100€ na moeda corrente, ou seja metade das compras que eu fiz não podem ser feitas no futuro, assim sendo e com sorte compro umas fraldas e pouco mais.


 


Como o “meu filho” nessa altura já fará a barba e dedica-se ao desporto, talvez com esses 500€ lhe possa oferecer aquela pequena máquina de barbear que ele sempre quis e aí vou cair em mim e agradecer ao actual governo o momento feliz que lhe proporcionou.


 


Um Governo, Socialista e vizinho, para não fazer figuras como esta, oferece um incentivo na ordem dos 2500€.


 


Eu pergunto-me: “o povo papa estes barretes?”


 


Mais uma vez, não aprovo campanhas repletas de ilusionismo como esta!


Publicado em 29/7/09 às 18:52
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Rua Direita

Vejamos de que forma é que o governo faz corresponder o seu esforço financeiro, com as matérias que acha importantes.


 


 


 


Custo de cada aborto para o estado, de acordo com a tabela do SNS: entre 830 € e 1.074 € (imediatos).


Incentivo para ter um bébé: 200 euros (e daqui a 18 anos).


 


Conclusão: o estado investe mais do nosso dinheiro a financiar abortos, do que no incentivo a ter bébés nascidos e vivos.


 


Tudo isto se encaixa. Socialismo no seu melhor.


 


Portugal tem de mudar!


 


Publicado em 29/7/09 às 17:26
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Rua Direita

- Como é que está o teu filho?


- Dá 5% ao ano. E o teu?


- Está nos futuros do petróleo. Gosta de arriscar, o rapaz..


Publicado em 29/7/09 às 16:53
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Rui Castro

Não posso acreditar que são já quase 17h e ainda ninguém, no blogue de apoio ao PS, elogiou o incentivo à natalidade hoje anunciado por João Tiago Silveira. 

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Publicado em 29/7/09 às 16:46
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Rua Direita

Mãe, quando o meu dinheiro sair do banco posso comprar a placa de internet para o magalhães?


Publicado em 29/7/09 às 16:38
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Bernardo Campos Pereira

Esta medida desesperada de oferecer um depósito de 200€ a cada bebé que nasce até pode parecer benévola, mas no mínimo é contraditória. A política que este governo tem promovido para as famílias Portuguesas demonstra uma completa falta de estratégia para incentivar a natalidade no país. Medidas a curto prazo, muitas nefastas, e quase sempre armas mediáticas sem vontade de qualquer progresso político e social no país, disponíveis no link "ver mais".


 



 


As prioridades deste governo estão nas grandes obras, nas grandes empresas, nos grandes investimentos, nos PINS (Projectos de Interesse Nacional) sem o IN, mas com o PS. Mas em boa verdade estas prioridades do executivo em funções pouco interessam ou dizem respeito às famílias Portuguesas e ao seu problema de natalidade. Pelo contrário, o desvio de avultadas somas dos fundos disponíveis não vai permitir ao Estado financiar os programas que indirectamente vão criar condições para as famílias, e daí indirectamente incentivar a natalidade, regenerar a economia e revitalizar os envelhecidos e decadentes centros históricos das nossas cidades com pessoas.


 


Melhor do que anunciar medidas “show-off” para o telejornal, como tem feito este governo desde o início, porque não optar por políticas centradas em dar à sociedade Portuguesa os incentivos para terem mais filhos. Estes incentivos passam pelas oportunidades de emprego, de gerar riqueza, de habitação projectada para famílias com crianças e de ter opções de creches, infantários, escolas e colégios que vão ao encontro do que os pais e mães procuram. Um sistema de saúde que esteja acessível a todos com custos comportáveis, seja ele através de pediatras privados ou públicos. Cidades confortáveis e acessíveis às famílias, com políticas de habitação e mobilidade que reforcem o papel da família nos centros urbanos. O papel do Estado é de incentivar e promover estas possibilidades, em vez de fazer intervenções directas inúteis e muitas vezes até contraditórias que não servem de modo nenhum os interesses dos Portugueses, quais 200€ no mealheiro!


Publicado em 29/7/09 às 16:32
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Rua Direita

Será que não existem maneiras menos complicadas de transferir dinheiro para os bancos que não envolvam menores? Por transferência, por exemplo?


Publicado em 29/7/09 às 16:29
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João Ferreira Rebelo

Desculpem, mas vocês não estão a perceber nada…


 


O Eng. Sócrates está verdadeiramente preocupado com os jovens portugueses e a sua capacidade financeira para poder gozar umas férias de verão simpáticas antes de ir para a faculdade.


 


Se fizerem as contas, por altura dos 18 anos é tipicamente o momento em que se acaba o liceu e se entra na faculdade, ou seja, é de se aproveitar o Verão em grande! Basta de injustiças. Todos nós já fomos vítimas do despotismo dos Pais, que não nos davam uma mesada suficiente para ir para os copos com os amigos todos os dias.


 


Agora, como as medidas Sócrates, esse problema acabou e todos os jovens de 18 anos adquirem um novo direito a gastar sem pedir aos Pais. É pena que seja tão pouco…


Publicado em 29/7/09 às 16:20
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Rua Direita

Invista no seu banco: deposite aqui os seus filhos (CGD)


Quem tem filhos vai ao Totta


Não seja como o Ronaldo: tenha filhos (BES)


Publicado em 29/7/09 às 16:17
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Rua Direita

quantos filhos precisamos de ter para tapar o buraco do BPN?


Publicado em 29/7/09 às 15:59
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Rua Direita

- Quantos filhos tens?


- 600 euros.


Publicado em 29/7/09 às 15:51
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Rua Direita

Agora já ninguém tem bebés, tem futuros.


Publicado em 29/7/09 às 15:46
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Rua Direita

A Associação Portuguesa de Familias Numerosas, da qual eu também sou sócio, disse hoje a um jornal, que a medida dos 200 euros "é uma medida divertida", porque não serve para nada.


 


Eu que não sou presidente de associação nenhuma, e não tenho de ser politicamente correcto, diria que é uma palhaçada.


Publicado em 29/7/09 às 15:39
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Rua Direita

O dinheiro dos meus filhos vai estar nas Ilhas Caimão.


Publicado em 29/7/09 às 15:31
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Rui Castro

Sobre o "generoso" incentivo à natalidade hoje anunciado pelo governo, vale a pena ler a série especial que o Rodrigo Moita de Deus lhe dedicou. 


Publicado em 29/7/09 às 15:31
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Rua Direita

 


É triste mas é verdade, isto é o melhor que o nosso governo consegue no apoio à natalidade.

Se alguém pensava que as ideologias são indiferentes na governação, desengane-se. Tem aqui um belo exemplo.

Os socialistas sabem que parte do eleitorado é influenciável pelo marketing politico. E nesse sentido, o eleitorado é como ceguinho a quem se dá uma esmola. Não vendo, não vê a cara de gozo de quem lhe dá esmola.

Porque do que se trata é que o governo socialista, não tem uma politica de natalidade e de família com futuro para o país. Mas sobre apoios estatais as famílias portuguesas já não se deixam enganar.

No entanto os socialistas contam com os outros, que não têm filhos, ou que não têm estas preocupações orçamentais. E para esses a mensagem que passa, à força do marketing politico, é que o governo até dá dinheiro para terem filhos… e portanto mais um assunto resolvido, mais uns votos.

Ora o que o país precisa não são de medidas avulsas, de efeitos mais do que duvidosos (mas alguém vai ter um filho porque lhe abriram uma conta com 200 euros que não pode usar nos próximos anos, e que isso ajuda em alguma medida a conta das fraldas ao final do mês?).

O que esta medida revela é que não há uma ideia de como promover a natalidade em Portugal. Sobretudo, não há um plano de apoio à natalidade e às famílias que os têm.

E porquê? Porque os socialistas são menos inteligentes? Porque têm falta de ideias?

Nada disso. A razão é muito simples, porque os socialistas não têm a família como uma preocupação. Uma instituição a defender e a preservar. A ajudar a desenvolver. Porque no limite, o estado poderá substituir a família.

O estado decide na 5 de Outubro, o que as criancinhas devem pensar desde a escola primária. Começando logo por uma versão da história portuguesa. Depois vai-lhes dar uma “educação sexual”. Na sequência dessa “educação sexual”, as mentes dos mais jovens estarão naturalmente preparadas para aceitarem naturalmente que o casamento não é por definição entre duas pessoas de sexo diferente, e por aí diante. E depois vem a adopção por um casal de dois homens, ou de duas mulheres. Isto tudo é muito coerente e lógico. No pensamento socialista, obviamente!

Portanto, só os mais desatentos poderão estranhar a “qualidade” desta medida. Esta é mesmo uma medida “pró ceguinho”.

Publicado em 29/7/09 às 15:11
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Rua Direita

- Embora ter filhos? O Governo dá-nos 200 euros.


- Todos os anos?


- Não. Só quando ele nasce.


- E podemos comprar fraldas com esse dinheiro?


- Não.


- E a primeira mensalidade da creche?


- Também não.


- E o leite?


- Não.


- Remédios...?


- Não!


- O dinheiro fica no banco durante 18 anos.


- Qual banco?


- Deve ser na CGD.


- Para quê?


- Por causa da crise financeira; deve ser....


- E depois?


- Não sei.


- Então embora ai ter 4 filhos. Não: 5 filhos! Seis!


- Boa, boa!


 


Publicado em 29/7/09 às 15:10
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Adolfo Mesquita Nunes

O Rui Castro e o Afonso Arnaldo já fizeram referência ao  relatório, "Natalidade - o desafio português", elaborado por um grupo de trabalho liderado pela Assunção Cristas, e que integrou, por parte dos autores deste blogue, o Francisco Mendes da Silva, a Inês Teotónio Pereira e eu próprio.


 


O relatório está disponível aqui e representa a posição firmada do CDS sobre esta matéria e apresenta uma política sistematizada para enfrentar a questão da parca natalidade.


 


O relatório está assente no pressuposto de que "O Estado deve criar condições para que as empresas e as famílias reconheçam a importância da questão. Deve focar as suas políticas na promoção de um ambiente que permita às pessoas escolherem com liberdade ter mais filhos, gerando uma sociedade demograficamente mais equilibrada".


 


E assim apresenta medidas em quatro áreas concretas: fiscalidade, trabalho, segurança social e responsabilidade social das empresas. Aqui segue um pequeno sumário do que por lá se propõe.


 



 


Publicado em 29/7/09 às 14:50
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Afonso Arnaldo

Como relembrou, e bem, o nosso Rui Castro (uns posts abaixo), há menos de 2 anos o CDS apresentou um estudo relativo à gravíssima problemática da natalidade no nosso país (ver aqui). Aí se analisa o assunto com pormenor e seriedade. Hoje o PS arremessa aos olhos dos portugueses 200€ por filho a 18 anos... Não me sinto ofendido nem irritado. Sinto-me feliz por saber que o meu voto vai para quem tem por mim consideração intelectual!!


Publicado em 29/7/09 às 14:35
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Maria Domingas Carvalhosa

Desculpem o grito de libertação mas a ‘melguice’ a que se tem dedicado o Estado, ultimamente, anda a dar-me cabo dos nervos. É que a interferência na minha esfera individual, em temas que só a mim me deviam dizer respeito, consome-me.


 


Este novo pseudo–incentivo à natalidade, no valor de 200 euros é, para além de ridículo e até insultuoso, mais uma prova de interferência dos governantes na vida dos pais e das famílias.


 


Então se o incentivo é para a natalidade não deveria ser entregue aos pais? E mesmo aceitando o ‘porreirismo’ da medida, se fosse dos filhos, não deveriam ser os pais a decidir como geriam esse activo financeiro?


 


A história é sempre a mesma. Não posso escolher para o meu filho a escola pública que considero mais adequada para a sua formação. O Estado não deixa. Não posso gozar da ‘nervoseira’ da primeira conversa mãe/filho sobre a sua sexualidade pois a professora de educação física (que não conheço) adiantou-se. A culpa também não é dela que, eventualmente, nem gosta desta sua nova tarefa. Mas o Estado é que manda…


 


A melguice estatal é longa e não os vou incomodar mais com ela. Mas não posso de deixar de partilhar esta minha preocupação pela forma como este governo tem interferido não só com a minha liberdade individual como com a liberdade de organização da minha família.


 


Leave me alone!!!


 

Publicado em 29/7/09 às 13:54
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Carlos Martins

A proposta socialista à natalidade baseia-se na aplicação a prazo de 200 Eur iniciais durante 18 anos. Disto resultam apenas duas hipoteses:


 


a) ou o Estado vai aplicar em instituições de crédito 200 Eur a 18 anos;


 


b) ou o Estado gere a aplicação in house e promete devolver com os respectivos juros daqui a 18 anos.


 


Se a), então o Estado está a injectar dinheiro nas instituições de crédito (imagino que CGD...).


 


Se b), então está a criar dívida pública de forma encoberta.


 


Em nenhum dos casos resulta liquidez imediata nem para a economia, nem para as famílias.


 


Deixo as perguntas: se a), então qual a taxação de IRS a que os juros estão sujeitos? Que condições conseguirá das instituições? Se estas forem melhores que as de mercado, então porque não pode um cidadão por livre iniciativa fazer essas mesmas poupanças para os seus filhos com os montantes que entender ? Se b), então esta medida não passa de publicidade gratuita, marketing político de baixo nível.


Publicado em 29/7/09 às 13:07
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Carlos Martins

É curiosa esta medida de 200Eur para aplicação a prazo a 18 anos. Acima de tudo porque:


 


i) em nada ajuda os pais nas despesas do filho até à sua maioridade (logo de incentivo, tem zero);


 


ii) é uma medida que adia dívida para daqui a 18 anos;


 


iii) é uma medida gratuita, sem qualquer impacto, puramente eleitoralista;


 


iv) não está de acordo com a restante legislação fiscal que penaliza as familias e segue o habitual caminho de benefícios a adicionar à complexidade fiscal;


 


v) que tal baixar IRS para famílias com filhos !? (simples, com impacto, nao eleitoralista, mas com impacto na receita fiscal real...não ha almoços gratis...)


 


nota final: uma verdadeira política de natalidade permite alargar a base de população activa a medio/longo prazo. Essa é que é a verdadeira política de sustentabilidade da segurança social no futuro...


Publicado em 29/7/09 às 11:56
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Diogo Duarte Campos

Pois, caso contrário, estaria seguramente a trabalhar para aproveitar os 200 Euros resultantes de um novo rebento.


 


É que, dentro de 18 anos, o meu novo rebento teria já quinhentos euros (Deco dixit) que, como o novo porta-voz do PS explicou, o poderiam ajudar a ir para faculdade (pagaria um mês de renda) ou a iniciar um projecto empresarial (10% do capital social mínimo).


 


Ridículo, não é?


Publicado em 29/7/09 às 11:06
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Rui Castro

PS propõe 200 euros em conta poupança por cada nascimento para incentivar natalidade


Publicado em 29/7/09 às 10:51
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Rui Castro

Em Novembro de 2007, o CDS apresentou o relatório Natalidade - O Desafio Português. Com a colaboração aqui da casa do Adolfo Mesquita Nunes, do Francisco Mendes da Silva e da Inês Teotónio Pereira, permitam-me que destaque o trabalho da Assunção Cristas, hoje cabeça de lista por Leiria às legislativas. Foram contactados sindicatos, associações patronais e especialistas na área da Natalidade, constituindo aquele relatório um dos estudos mais sérios sobre o tema feito em Portugal. A quem não teve ainda oportunidade de ler, fica a sugestão. Com a garantia de que algumas daquelas propostas farão seguramente parte do programa eleitoral do CDS para as próximas legislativas.


Publicado em 29/7/09 às 09:03
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