Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Rui Castro

"Justiça reúne hoje ao mais alto nível para tentar resolver problemas"

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Publicado em 8/9/09 às 17:37
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
João Távora

Estranho mesmo é José Sócrates acreditar na justiça portuguesa: não deve haver muitos, digamos, crentes como ele. Nem na própria magistratura há assim tanta fé. 

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Publicado em 2/9/09 às 18:19
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Adolfo Mesquita Nunes


A justiça foi uma das áreas mais maltratadas por este Governo, o que dá bem conta da ordem de prioridades dos socialistas. Por aqui achamos que o sector da justiça, tal qual está, é um dos principais responsáveis pelo atraso de Portugal, o que não é propriamente novidade, uma vez que há muita gente a dizer o mesmo.


 


Mas esta é hora de apresentar propostas concretas e alternativas para os problemas na área da justiça. Não basta dizer o mesmo de forma diferente. É preciso cortar a direito com o socialismo que nos governa e com a forma socialista de encarar os problemas da justiça. Este é o nosso contributo:


 


Justiça


Justiça


Justiça (2)


Justiça (3)


Ainda a Justiça


Novamente a Justiça


Justiça - algumas propostas (1)


Justiça - algumas propostas (2)


Justiça - algumas propostas (3)


Reflexão II


Justiça - resposta ao Rogério Pereira


Mais uma que nunca pôs os pés num tribunal


 


A discussão continua ainda. Novas propostas serão apresentadas. Por isso,  estes contributos estarão permanentemente à disposição na secção Estudos de Tráfego, onde se encontram igualmente as seguintes discussões: Baixar Impostos?, Políticas de Natalidade, Energias Renováveis Alternativas e Economia Subsidiada.


 


Publicado em 28/8/09 às 23:59
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Rui Castro

A jornalista Helena Garrido, no expresso da meia noite na SIC Notícias, acabou de referir que a reforma da Justiça seria o melhor que se podia fazer para impulsionar a Economia nacional. Andamos todos equivocados. Talvez seja melhor o Rogério Pereira explicar à Helena Garrido que a Justiça portuguesa está óptima e que não precisa de quaisquer reformas.


Publicado em 28/8/09 às 23:49
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Rui Castro

O Rogério Pereira será especialista em muitas matérias, mas do que ele sabe mesmo mesmo é de Justiça. Vai daí e, treslendo o que eu escrevi, sacou desta pérola, que publicou igualmente aqui. Por vezes a arrogância intelectual embota os espíritos mais argutos. Convido-o, por isso, a ler mais pausadamente e com respeito da pontuação o que os outros escrevem. Vá, vamos a isso.


 


Eu ajudo: “não fará sentido que os Tribunais se encontrem, na prática, fechados em Agosto.” Pode ser que, com o sublinhado, o Rogério Pereira consiga mais facilmente entender o que pretendi dizer. Quanto ao mais, vou tentar responder ponto por ponto, admitindo que o Rogério Pereira esteja, de facto, disponível para discutir a matéria, prescindindo de uma retórica que reputo pouco elevada e de desconsiderações gratuitas que mais atingem o autor delas do que o visado.


 


Mas o Rui parece não saber disto e, nesse pressuposto - errado -, avança com medidas para resolver um problema que não existe. Diz o Rui que se deve garantir que as férias dos funcionários e magistrados devem ser gozadas “de forma a garantir que os Tribunais estejam abertos 12 meses por ano”. Curioso que sou, e embora os tribunais já estejam abertos 12 meses por ano, continuei a leitura para ver o que propunha o homem. E eis que - pasmei - o que o Rui propõe é que os tribunais estejam abertos - já estão - para permitir a "consulta de processos judiciais, (...) a prolação de despachos, sentenças e, bem assim, realização de diligências que não impliquem a presença das partes e/ou respectivos mandatários, como sejam as notificações ou algumas perícias". Devo trabalhar em comarcas de excepção, Rui, porque já esta semana – e aqui também ainda é Agosto – já consultei e fotocopiei processos em duas comarcas diferentes; recebi, só hoje, três notificações de duas comarcas distintas, as quais vinham acompanhadas dos respectivos despachos. E, veja lá, um dos despachos até ordenava a realização de uma perícia – e nada impediria o laboratório solicitado de a realizar durante o mês de Agosto.


 


No que à consulta de processos respeita, posso dizer-lhe que, na prática, nos vimos muitas vezes impedidos de o fazer, na medida em que, se por exemplo, o processo estiver concluso – ou seja fechado no gabinete do juiz – o funcionário se recusa a ir buscá-lo, alegando que o mesmo está de férias e que não tem autorização para entrar no respectivo gabinete. Aconteceu-me hoje mesmo nos juízos criminais de Lisboa (tribunal em que os advogados, como eu, nunca foram, claro).


 


Por outro lado, ontem, nas Varas Cíveis, um funcionário recusou a confiança de um processo, alegando que o mesmo tinha de ser autorizado pelo Juiz (ausente em férias). Expliquei-lhe que não era assim, mas o funcionário mostrou-se relutante, afirmando que não me entregaria o processo sem falar com o Escrivão (também ausente em férias). Adiante. (Note-se que os advogados, como eu, nunca foram, claro está, às ditas Varas)


 


No que às perícias diz respeito, presumo que o caso do Instituto de Medicina Legal, em Lisboa e no Porto, não seja suficiente para o Rogério Pereira ficar convencido de que a Justiça em Agosto, na prática, encerra para férias, não assegurando muitas vezes os serviços mínimos.


 


Relativamente às notificações, fui fazer uma conta simples, para tentar, mais uma vez, explicar ao Rogério Pereira o que eu quis dizer com o meu texto. Pois bem, em Agosto de 2009 (até hoje) recebi cerca de 10% das notificações que, em média, recebi nos restantes 11 meses do ano. Admito que o défice de produtividade dê jeito ao Rogério, mas suspeito que a maioria dos clientes prefira que a Justiça continue a trabalhar a 100%.


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Publicado em 28/8/09 às 19:10
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Carlos Martins

O problema da Justiça é a qualidade dos Juízes ou da burocracia administrativa e complexidade e codificação legislativa em excesso ?


 


E já agora, em quantos processos o Estado é o responsável pelo arrastar dos prazos ?

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Publicado em 28/8/09 às 16:53
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Rui Castro

Limitação dos efeitos das férias judiciais à suspensão dos prazos e à não realização de diligências (em processos não urgentes)


 


Confesso que preferia acabar de vez com as férias judiciais, mas dizem-me que a proposta seria de tal forma contestada, que conduziria,  na prática, à sua não efectivação. Garantem-me igualmente que o fim das férias judiciais poria em causa milhares de advogados por esse país fora, que exercem isoladamente e que, por esse motivo, ou deixavam de poder gozar férias ou deixavam de poder acompanhar grande parte dos processos que têm actualmente a cargo.


 


Ainda que com dúvidas quanto à argumentação utilizada - até porque o estado actual da Justiça exige medidas excepcionais -, penso que não fará sentido que os Tribunais se encontrem, na prática, fechados em Agosto.


 


Funcionários e magistrados devem gozar as suas férias de forma alternada, de forma a garantir que os Tribunais estejam abertos 12 meses por ano, quer para consulta de processos judiciais, quer para a prolação de despachos, sentenças e, bem assim, realização de diligências que não impliquem a presença das partes e/ou respectivos mandatários, como sejam as notificações ou algumas perícias.


 


Isto implica que, pelo menos nas comarcas mais problemáticas, os magistrados possam ser substituídos durante as suas férias (que não necessariamente em Agosto), de forma a acabar com a figura do juiz de turno, permitindo que continuem a ser proferidas sentenças e despachos.


 


Tenho para mim que não faz qualquer sentido que o país encerre em Agosto. Menos sentido faz que haja serviços do Estado - no caso, a Justiça (veja-se o caso recente dos exames a cargo do Instituto de Medicina Legal) - que deixem de ser prestados. É suposto os impostos servirem para alguma coisa.

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Publicado em 28/8/09 às 09:22
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Rui Castro

Acabar com obrigatoriedade de propor acção judicial para recuperar IVA de facturas não pagas


 


O Código do IVA (se não me engano, actual artigo 78.º - 71.º da anterior redacção) obriga a que as empresas que queiram recuperar o IVA pago relativo a facturas não pagas, obtenham uma certidão de incobrabilidade do respectivo crédito, em acção de execução ou de insolvência contra o devedor.


 


Caso prático: a empresa X, que prestou serviços à empresa Y e que os facturou - por exemplo em Agosto de 2009 -, vai ter de entregar ao Estado o IVA respectivo no mês ou trimestre seguinte ao da emissão da factura, ainda que a empresa Y não tenha pago a referida factura.


 


Acresce que, caso a empresa Y desapareça do mercado ou, simplesmente, se veja na contingência de não poder pagar, a empresa X, para recuperar o seu crédito e, consequentemente, o IVA pago, terá de propor uma acção judicial de condenação ou, se tiver fundamentos para tanto, requerer a declaração de insolvência da empresa Y.


 


Será no âmbito destas acções (no caso da primeira, é preciso ainda que seja obtida sentença condenatória, que reconheça o crédito, de forma a propor a tal acção de execução), que a empresa X poderá então tentar obter a declaração de que o seu crédito é incobrável, o que lhe permitirá, então, recuperar o IVA que pagou ao Estado logo após a emissão da factura.


 


Acontece que, até que seja possível obter a declaração de incobrabilidade, passaram-se anos em que a empresa X se viu privada de um montante que nunca chegou a receber do beneficiário do serviço (devedor do imposto), o que é manifestamente injusto, colocando muitas vezes empresas de pequena e média dimensão em situações - essencialmente de tesouraria - muito complicadas.


 


Assim, para evitar situações de estrangulamento de tesouraria e, bem assim, para diminuir as pendências judiciais (há muitas acções que têm como único objectivo a obtenção de referida certidão de incobrabilidade, de forma a recuperar o IVA pago), haveria que alterar-se o actual Código do IVA, tornando desnecessária a referida certidão de incobrabilidade (podia, por exemplo, exigir-se uma declaração do TOC).


 


Sei, por experiência própria, que esta medida - de natureza fiscal, mas com grande impacto nos nossos Tribunais - poderia ter repercussões muito significativas a curto prazo na vida de muitas empresas. Haja vontade para mudar.


Publicado em 27/8/09 às 16:29
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Rui Castro

Fixação de prazos peremptórios para todos os agentes da Justiça, incluindo Magistrados.


 


Para quem não sabe, os prazos são peremptórios para as partes, respectivos mandatários e, bem assim, intervenientes acidentais, não existindo qualquer sanção no caso dos magistrados não cumprirem os (poucos) prazos, todos eles meramente "figurativos", que as diversas leis processuais estabelecem.


 


Significa isto que a pessoa ou empresa (parte num processo judicial) que não praticar um determinado acto no prazo fixado na lei perde a oportunidade de o fazer, podendo inclusivamente ser obrigada a pagar uma multa, enquanto que não existe qualquer sanção, de índole disciplinar ou outra, para os juízes que, por exemplo, demoram 1 ano a proferir sentença numa acção não contestada.


 


Parece-me, assim, de elementar justiça, obrigar todos os intervenientes judiciais a respeitar prazos, necessariamente curtos, de forma a que a balança da Justiça não se torne cada vez mais desiquilibrada e arbitrária.


 


Nota: é evidente que a fixação de prazos peremptórios implica que os magistrados disponham dos meios necessários (técnicos e humanos) que permitam cumpri-los.

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Publicado em 27/8/09 às 11:43
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Rui Castro

A Justiça (leia-se os Tribunais) - já aqui o escrevi - foi uma das áreas em que a incompetência do actual Governo foi mais evidente, encontrando-se hoje em ruptura e sem sinais visíveis de recuperação.


 


Desenganem-se os que pensam que é uma área não prioritária. Um dos motores para uma economia saudável e equilibrada é um sistema de justiça célere e funcional. Acontece, porém, que há já alguns anos que o sistema tem vindo a degradar-se, sem que as medidas e reformas deste e dos governos anteriores tenham conseguido inverter a situação.


 


Com pendências de vários anos para cobrar uma simples dívida ou para efectivar um despejo, mesmo sem qualquer tipo de oposição por parte do incumpridor, assistimos a um cada vez maior recurso a meios extrajudiciais - não lícitos - para resolver os problemas e, mais grave, à perda de investimento estrangeiro em Portugal. Já por diversas vezes fui contactado por potenciais investidores/clientes, os quais, perante a morosidade, custos e desresponsabilização de quem prevarica, optam por não investir, direccionando os capitais para outras paragens.


 


Tenho, assim, para mim que esta deverá ser umas das áreas prioritárias do futuro Governo, assistindo com alguma preocupação ao vazio de ideias revelado, nesta matéria, pelo programa do partido socialista.


 


Entretanto, soube-se hoje que uma das propostas do PSD nesta área seria a atribuição de um prémio (parte fixa da remuneração) aos magistrados mais produtivos. A ideia que, em si, me parece boa, pode em tese sofrer de alguns vícios. Desde logo, importa esclarecer se a medida é, em si mesma e na perspectiva dos seus autores, susceptível de resolver o problema da morosidade dos Tribunais e, por outro lado, se contempla os demais intervenientes judiciais (i.e. funcionários judiciais).


 


Sem saber se o programa do CDS irá contemplar algumas das propostas que tive oportunidade de apresentar numa das diversas reuniões com militantes e especialistas no assunto (enquadro-me no primeiro dos grupos), deixarei aqui à discussão as que me parecem mais relevantes.

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Publicado em 27/8/09 às 11:01
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Rui Castro

Imagino que o Rogério Pereira esteja ainda a curtir o resto das férias,  mas quando regressar sugiro que inclua mais este tema na sua apreciação sobre os sucessos da reforma operada pelos socialistas na área da Justiça.


Publicado em 20/8/09 às 11:34
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Rui Castro

Já aqui o referi. A Justiça foi das áreas mais maltratadas pelo actual governo. Critiquei, por isso, o Rogério Pereira, um dos autores do blogue socialista Simplex, por ter elogiado a obra socialista nesta matéria, em concreto a criação do CITIUS.


 


O Rogério Pereira decidiu responder-me. Desenganem-se, porém, os que pensam que o Rogério trouxe novos argumentos ou contra-argumentos para o debate.


 


Numa estratégia assumidamente paternalista, começa por desvalorizar a importância do CDS "(...) co-autor do blogue que apoia o PP (o CDS já se foi há muito), partido que luta pela sobrevivência (...)", para depois atribuir-me considerações que eu não fiz.


 


Vamos por partes. Sobre o CITIUS:


"É rasgá-lo, pois então. Começar do zero! Reset. Isso de corrigir, emendar, adequar (trata-se de um programa informático) é que não."


Não sei como é que o Rogério concluiu que eu pretendia rasgar ou começar do zero, uma vez que nunca o defendi.


 


Quanto às reformas, diz o Rogério: 


"Quanto ao "falhanço da reforma da acção executiva e da lei do arrendamento, a desadequação de regimes legais - como por exemplo o da insolvência" custa-me a crer que o Rui queira mesmo falar disso, mas tudo bem, um dia destes não me importo de dar a minha opinião, temos é que começar pelo princípio - pelos Decretos-Leis 53/2004, de 18 de Março de 2004, e 38/2003, de 8 de Março de 2004, e pela relevância dos mesmos nas ditas reformas (com excepção da do arrendamento - tema que merece outro destaque)."


A este propósito, seria bom que o Rogério indicasse onde é que eu afirmei que se tratavam de diplomas da lavra socialista (sendo certo que no decurso da presente legislatura os referidos diplomas foram objecto de diversas revisões).


O que eu afirmei foi que as ditas reformas - cuja entrada em vigor antecipou em meses a tomada de posse do governo de José Sócrates (digo agora) - falharam, sendo igualmente indesmentível que o governo socialista nada fez para o contrariar.


 


O Rogério conclui:


"Entretanto, Rui, aproveite e fale-me lá das propostas do seu PP para a justiça. Teria muito gosto em discuti-las (andei agora à procura do programa de governo do PP e - falha minha, por certo -, não dei com ele)."


Não deixa de ser curioso que o Rogério faça depender a minha opinião sobre o estado da Justiça da apresentação pelo CDS do respectivo programa eleitoral. Lamento desiludi-lo, caro Rogério, mas não estou aqui em nome do CDS. Escrevo nesta casa, que tenho a honra de partilhar com os nomes que constam da coluna lateral, a título individual e de forma totalmente livre. Não posso, por essa razão, aceitar que pretenda condicionar o meu pensamento crítico sobre a incompetência do governo PS à existência de propostas por parte do partido em que milito. Era só o que mais faltava.


 


Mas já que estamos numa de reptos, e uma vez que o Rogério está muito satisfeito com a actuação do governo, fico à espera que me diga o que é que foi feito de positivo, para além do milagroso CITIUS, em matéria de Justiça nos últimos 4 anos e, bem assim, que me fale das propostas socialistas para a próxima legislatura, capazes de atenuar, entre muitos outros, a excessiva morosidade dos processos, o elevado número de pendências, a ausência de meios ao dispor dos órgãos de polícia criminal, o mau funcionamento da acção executiva ou a violação do segredo de justiça.

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Publicado em 7/8/09 às 18:34
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Rui Castro

Respondendo a um desafio do José Costa e Silva, conto dar aqui conta de algumas propostas para a área da Justiça que gostaria de ver o CDS incluir no seu programa eleitoral.


 


A primeira trata-se verdadeiramente de um ponto prévio, essencial, a meu ver, para o sucesso de qualquer reforma que se pretenda fazer nesta área.


 


O maior erro do governo em funções, e, bem assim, dos governos que o antecederam, foi olharem para a Justiça como se de uma questão ideológica/partidária se tratasse. Chegámos ao absurdo de assistir a sucessivas reformas e profundas alterações legislativas cada vez que um novo governo assumiu funções. Aconteceu com o regime da acção executiva, com o processo penal e com muitas outras leis, processuais e substantivas, que acabram todas por fracassar.


 


A meu ver, o fracasso das mais recentes tentativas de reformas legislativas, resulta essencialmente de uma excessiva proliferação de leis e regulamentos, que dificultam a respectiva interpretação e consequente aplicação (há bem pouco tempo, assistimos ao absurdo de, consoante a data de entrada das acções em Tribunal, ter de aplicar 3 regimes distintos).


 


Considero, desta forma, que a Justiça portuguesa precisa essencialmente de estabilidade legislativa, que só poderá ser obtida se for conseguido um amplo consenso partidário, da esquerda à direita, e sem que se caia na tentação de retirar dividendos políticos desta ou daquela reforma. O consenso de que falo não deve ser confundido com o famigerado pacto da justiça, que os partidos do bloco central lançaram às urtigas logo que aqueceu a luta partidária entre ambos.


 


A este propósito, e para os mais cépticos, basta pensar que diplomas como o Código Civil perduram durante anos a fio, sem que a sua essência seja alterada. Por que não fazer o mesmo com as demais leis e diplomas legais?


Publicado em 7/8/09 às 14:33
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Rui Castro

Caro José Costa e Silva (JCS), no que à Justiça respeita, limitei-me a denunciar o estado miserável em que a mesma se encontra, sendo certo que o Governo socialista deu um importante contributo para a sua descredibilização.


 


Por outro lado, e como o JCS bem sabe, o CDS ainda não apresentou o seu programa de Governo, razão pela qual não posso aqui defender propostas que não são ainda conhecidas.


 


Ainda assim, e se o JCS assim o pretender, tenho todo o gosto em apresentar aqui as minhas sugestões, das quais dei conta em devido tempo a quem está a coordenar o programa do CDS, em especial a área da Justiça.


 


Publicado em 7/8/09 às 00:34
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Rui Castro

Este artigo do Rogério Pereira é revelador. Ao fim de mais de 4 anos à frente do Governo, com maioria absoluta no parlamento, a grande obra na Justiça, segundo os socialistas, chama-se CITIUS. Quem, como eu, lida diariamente, há mais de 10 anos, com leis, tribunais, magistrados, funcionários judiciais, solicitadores, etc., não pode deixar de sorrir ao ler o texto do apoiante socialista.


 


Não vale sequer a pena - pelo menos, para já - explicar ao Rogério Pereira que o CITIUS, apesar de potencialmente constituir uma óptima ferramenta de trabalho para todos os que trabalham na Justiça, tem debilidades e riscos graves que importa minimizar.


 


Basta referir a qualidade miserável dos diplomas elaborados na presente legislatura, a proliferação de leis e pseudo-reformas, o falhanço da reforma da acção executiva e da lei do arrendamento, a desadequação de regimes legais - como por exemplo o da insolvência - à realidade, a cada vez maior morosidade das pendências, etc.


 


Importa, ainda assim, realçar o facto dos socialistas, como por exemplo o Rogério Pereira, acharem que o Governo fez muito na Justiça. Diz bem da sua incapacidade para fazer melhor.  

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Publicado em 6/8/09 às 00:42
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Rui Castro

Ontem, no Caldas, no âmbito da preparação do programa eleitoral do CDS, realizou-se mais uma reunião de trabalho sobre o tema da Justiça. Apesar dos números avançados pelo Governo, não tenho dúvidas em afirmar que este é uma das áreas em que o PS mais falhou. Quem, como eu, trabalha diariamente com (e nos) Tribunais sabe do que falo. Tenho, por isso, esperança que o CDS possa avançar com propostas capazes de inverter esta situação. Ontem foram dadas algumas pistas. Conto, nas próximas semanas, trazer aqui algumas das ideias ontem avançadas por quem se deslocou ao Caldas.

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Publicado em 31/7/09 às 09:57
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