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Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

08
Set09

Educação

Rui Castro

"Sólo México y Portugal superan a España en tasa de fracaso escolar"


 


Apesar do facilitismo e do contorcionismo numérico do Governo em matéria de Educação, há evidências que são insusceptíveis de esconder. O fracasso da política educativa deste Governo (matéria em que os anteriores governos também claudicaram) é flagrante e antecipa um futuro sombrio: as nossas escolas estão a formar cada vez pior.


 


O Governo Sócrates atira-nos com areia para os olhos, pretendendo fazer crer que o Magalhães é a solução. Não é preciso ter 2 dedos de testa para constatar o logro: antes de pegar num computador, há que aprender a ler, escrever, fazer contas e interpretar.


 


É por isso que os Magalhães que o Governo tem vindo a "oferecer" aos nossos filhos pouco distam dos electrodomésticos com que alguns autarcas compram os seus votos.

04
Set09

A Educação do Eng.º Sócrates

Tomás Belchior

A propósito da liberdade de escolha na educação, o Engº José Sócrates disse o seguinte no debate com Paulo Portas:



"Não defendo, nem aceito e lutarei contra ela. Isto significa desviar recursos que devem ser investidos na escola pública para financiar o privado, é isto que a direita quer."



"A liberdade de escolha é pura demagogia, é uma forma de tirar dinheiro ao Estado, que deve investir na escola pública, para financiar o privado."



Aparentemente o Primeiro-Ministro não sabe que o seu Ministério da Educação tem orçamentado, para o ano de 2009, € 285.700.000 (duzentos e oitenta e cinco milhões e setecentos mil euros) para financiar o ensino particular e cooperativo, sendo que o grosso desse dinheiro vai para contratos de associação que tem com 95 escolas particulares e quase 55.000 alunos.



Em que é que ficamos?


 

03
Set09

Meus senhores, apresento-vos os socialistas no seu pior. Tchan, tchan, tchan, tchan

Rua Direita

 José Sócrates disse isto sobre o ensino no debate de ontem:


A liberdade de escolha é pura demagogia


Eu repito


A liberdade de escolha é pura demagogia


A sério, ele disse mesmo A liberdade de escolha é pura demagogia e não se riu


 


Ou seja, se depender de José Sócrates eu tenho duas alternativas na escolha da escola dos meus filhos: ou os inscrevo em escolas privadas e escolho, ou os inscrevo na escola pública mais perto de minha casa, e não escolho.


Dito de outra forma: ou tenho dinheiro e escolho, ou não tenho dinheiro e não escolho.


É simples.  


Agora imaginemos que a escola pública mais perto de minha casa é má (ou seja, não tem professores no quadro, as salas de aulas são contentores e não há refeitório, por exemplo). No entanto, há uma escola um bocadinho mais longe que já é boa (tem professores no quadro, salas de aulas e refeitório). 


Perante isto, exclama o caro leitor, "escolha essa, escolha essa". Não posso - só se der uma morada falsa...


Porquê?


Porque isso de escolher é pura demagogia. Não dá. Escolher as escola é uma coisa típica de gente rica. E liberal.


A malta do público vai a pé para a escola e acabou-se a conversa.


Queres escolher? Vai ao Totta e inscreve a criancinha numa escola privada. 


 

01
Set09

Liberdade de escolha na educação

Adolfo Mesquita Nunes

Alguém me disse hoje que o Programa do CDS na área da educação era excessivamente socialista. Como não tinha ainda lido o texto, acreditei num primeiro momento. Mas como tinha acompanhado o discurso do CDS nesta área, comecei a duvidar de seguida. E fui ler. Não é perfeito não senhor. Mas olhando para os Programas em cima da mesa, é aquele que menos pode ser acusado de socialista:


 


"Para o CDS é evidente o excesso de peso do Ministério da Educação, a acção asfixiante do Estado, a falta de uma cultura de responsabilidade e de exigência, a ausência de liberdade de escolha para as famílias e a exiguidade da autonomia. (...) Infelizmente, ainda hoje, a liberdade de aprender e de ensinar que defendemos está esquecida devido a um conjunto de preconceitos que a esquerda não consegue ultrapassar. Felizmente, à direita, existe um partido que assume dentro do seu caderno de encargos, uma politica de educação em que a liberdade de escolha, entre as escolas do Estado e entre estas e as particulares e cooperativas não é escamoteada. (...)




CADERNO DE ENCARGOS


1.Reforço da autonomia das escolas e dos contratos de autonomia.

2.Alargamento do conceito de autonomia das áreas pedagógicas, de contratação de professores, gestão de espaços e património e ligação à comunidade, nomeadamente às empresas, dentro de balizas gerais comuns. (...)"


 

31
Ago09

Concordo - avaliação dos professores

Ana Castro

A avaliação dos docentes deve ter por base o mérito e a qualidade, e ser centrada nas vertentes científica e pedagógica. Não pode ser burocrática nem interferir com a avaliação dos alunos. Terá de ser feita sem prejudicar o ano escolar, reclama uma base hierárquica, não se confunde com avaliações sem competências específicas e precisa de um sistema de arbitragem. Lançámos como ponto de partida o modelo que actualmente é aplicado no ensino particular e cooperativo, subscrito por consenso e que se tem revelado eficaz. Se modelos alternativos tivessem sido estudados a tempo, esta questão estaria já resolvida e não faria parte dos programas eleitorais. (pág.65 do Programa do CDS)

28
Ago09

Para ler até ao fim

Rua Direita

João Cardoso Rosas, no i:


 


"A abertura da escola pública a todos afastou dela as classes de maiores posses. Isto acabou por transformá-la num factor de exclusão social.


 


O governo apresentou esta semana os números relativos às taxas de insucesso escolar em 2008/2009. Segundo os jornais, a retenção - vulgo "reprovação" - diminuiu quase para metade nos últimos quatro anos, cifrando-se agora em 7,7% no básico e em 18% no secundário. Para o primeiro-ministro, aqueles que consideram que estes resultados são um produto do facilitismo estão a insultar os professores, os alunos e as suas famílias. No entanto, os próprios professores, os alunos e as suas famílias não terão qualquer dificuldade em reconhecer que esse mesmo facilitismo se instalou, paulatinamente, no nosso sistema de ensino.




O sucesso de um sistema educativo mede-se por testes internacionais que permitem a comparação entre diferentes sistemas, e não pela diminuição das taxas de reprovação. A associação do sucesso escolar à mera passagem de ano é apenas um dos muitos reflexos da ideologia que fez passar a escola de um lugar para aprender num instrumento de inclusão social. É da mais elementar honestidade admitir que a origem desta ideologia é o pensamento da esquerda e uma visão irreflectida das implicações do ideal de igualdade. No entanto, o sucesso da ideologia da escola inclusiva foi tal que ela se tornou politicamente transversal. Um dos principais responsáveis pela sua propagação no nosso sistema de ensino foi Roberto Carneiro, um político da direita conservadora e que ainda ontem veio, sem surpresa, aplaudir publicamente os resultados apresentados pelo governo.




Porém, mais cedo ou mais tarde teremos de nos confrontar com a realidade: na situação a que as políticas da escola inclusiva conduziram o sistema educativo, ele deixou de ser um trampolim para os desfavorecidos pela lotaria social. Pelo contrário, a inclusividade da escola levou as classes altas e médias a trocar o sistema público pelo privado ao nível da educação pré-universitária. O resultado final deste processo é um típico efeito perverso: a transformação da escola pública, que pretendia promover a inclusão, num factor de exclusão social.
"

 


24
Ago09

Nunca me passou tal coisa pela cabeça

Diogo Duarte Campos

Sobretudo, depois dos comentários dos alunos a propósito dos exames deste ano, não sei como tal coisa poderá passar pela cabeça de alguém..


 


Seguramente que hoje temos uma escola mais exigente e meritocrática.


 


Aliás, gostava até de ver um cartaz do PS na rua com um "juntos conseguimos uma escola melhor".  Isso sim era ter coragem.


 


Enfim, a silly season ainda não acabou.


 

24
Ago09

Educação

Rui Castro

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou hoje que os resultados escolares do ano lectivo 2008/2009 revelam uma "redução para metade do abandono e insucesso escolar" nos últimos anos.


 


Há uns anos, meia dúzia de externatos, em Lisboa, ficavam lotados no então designado ensino complementar - 10.º, 11.º e 12.º anos. Desenganem-se os que pensam que as razões se prendiam com a qualidade do ensino ou dos docentes. Bem pelo contrário. Os ditos externatos ofereciam notas altas, muito altas, o que permitia subir a média de acesso às faculdades, usualmente dos alunos que, até então, não tinham conseguido obter classificações satisfatórias que lhes permitisse o ingresso nas melhores faculdades.


 


Pois bem, a fórmula é fácil e barata e o governo decidiu aplicá-la no grau de (in)exigência dos exames. Desta forma, mata 2 coelhos com uma só cajadada: melhora os números do sucesso escolar e, ao mesmo tempo, poupa dinheiro com a diminuição de chumbos.


 


Do ponto de vista estatístico e economicista, a estratégia é, a curto prazo, infalível. Se, por outro lado, formos picuinhas ao ponto de pensar que o objectivo de um governo, nomeadamente do seu ministério da educação, passa por garantir uma educação de qualidade e capaz, não podemos deixar de concluir que a política de educação do actual governo foi um rotundo insucesso.


 


(publicado originalmente aqui)


 

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