Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Frederico Pinheiro

Atendendo a muitas das propostas já apresentadas para as próximas eleições, nunca é demais recordar Winston Leonard Spencer Churchill quando questionado sobre quais qualidades que a um político são requeridas: "The ability to foretell what is going to happen tomorrow, next week, next month, and next year. And to have the ability afterwards to explain why it didn't happen."


Publicado em 20/8/09 às 22:47
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Francisco Mendes da Silva

Chamaram?


 


(Já volto)


Publicado em 3/8/09 às 11:45
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Domingo, 2 de Agosto de 2009
Nuno Miguel Guedes

O João Galamba escreveu há alguns dias, a propósito deste post, sobre a sua concepção de conservadorismo e em particular a devoção que os conservadores alegadamente têm a Michael Oakeshott: «Os conservadores adoram Oakeshott - adoram a sua elegância e depuração estilística, a sua moderação, o seu anti-aventureirismo.», concluiu a partir de uma citação que fiz no referido post e que para poupar trabalho, repito:« «I am a  member of no political party. I vote – if I have to vote – for the party which is likely to do the least harm.». O que eu deveria ter feito seria completar a citação, que termina assim:«To that extent, I am a Tory».


 


Ora esta é apenas uma das sérias ironias que Oakeshott adorava fazer e que terá sido responsável pelo filósofo nunca ter sido aceite pelo establishment académico e político. Não lhe chamavam o Tory Dandy por nada. Mas isto não terá importância. São as conclusões que o João retira que me parecem simplistas e, o que é pior, erradas.


 


Os conservadores não adoram Oakeshott: este conservador e outros certamente: por tudo o que o João enumerou,  pela sua heterodoxia, pelo combate ao racionalismo na política - que levou aos desastres totalitários que conhecemos e que o marxismo, esse fatalismo positivista, é só um dos lados - e sim, por algum cepticismo. Mas outros conservadores preferirão Leo Strauss, Berlin ou Hayek, longe de Oakeshott (sobretudo o primeiro).


 


Não me parece que não defender a mudança como valor em si - que é o que aqui se trata - seja uma desvalorização da realidade; nem que o conservador, no seu casulo céptico, pratique uma não-acção desfasada com a realidade. Muitos foram os conservadores que ficaram na História pela capacidade de medir riscos e evitar a mudança pela mudança, agindo. Churchill é um caso óbvio.


 


Há de facto uma diferença de visão do mundo, e isso já todos percebemos. O que não se pode acusar um conservador é de não viver intensamente o dia de hoje, aproveitando-o e filtrando o que nele há-de bom, em detrimento de  algo que provavelmente será melhor. Para isso é preciso viver, que é como quem diz, estar imerso na realidade social e humana sem a ambição de a dirigir para cenários mírificos que nos aguardam mesmo ali à esquina. E, como o próprio Oakeshott defendia, saber que se é capaz de se ser conservador em relação à forma de governo e radical em todas as outras actividades.


Publicado em 2/8/09 às 23:31
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Tiago Loureiro

A propósito deste post, e perante a generalidade de opiniões semelhantes que vou encontrando de tempos a tempos na blogosfera, levanto a dúvida: serão o conservadorismo e o liberalismo opostos? Há uma ideia muito em voga que os descreve como tal, e que leva muita gente a não perceber a viabilidade do espírito ideológico que o CDS pretende ter. No entanto, tal consideração parece-me errada. Desde logo porque ambos os termos descrevem coisas um pouco diferentes. Se encontro no liberalismo uma determinada forma de ideologia bem definida, não consigo fazer o mesmo relativamente ao conservadorismo – que entendo mais como uma espécie de postura saída da personalidade de cada um, e que encontra aplicações nas suas próprias avaliação e argumentação políticas. Logo, somar uma com a outra não resulta em contradição.


 


As bases para esta confusão derivam essencialmente da divisão redutora que se faz, na hora de encontrar um padrão ideológico aos partidos, entre “questões económicas” e “questões sociais” (não passando estas últimas, nessa lógica simplista, muito para além das tão famosas questões fracturantes). A generalidade das pessoas tende a considerar que o CDS é liberal nas primeiras e conservador nas segundas – e bem. O problema acontece quando, por oposição, consideram que a esquerda, nas tais “questões sociais”, é liberal quando, a meu ver, é progressista – esse sim, o oposto mais adequado para conservadorismo.


 


Portanto, entendo que, dentro desta lógica, ao definirmos opostos, devemos considerar o liberalismo oposto do socialismo (nas suas diversas correntes) e o conservadorismo oposto do progressismo – e nunca um do outro. Por isso, entendo como normal a existência de quem se diga liberal e conservador. Da mesma forma que não me choca quem se ache a) liberal e progressista, b) socialista e progressista, c) socialista e conservador.


 


Sendo pragmático e olhando para a nossa realidade, mexendo nestas rotulagens ideológicas sempre incompletas e subjectivas, esta parece-me ser a perspectiva mais correcta.


Publicado em 28/7/09 às 20:53
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João Távora

Um conservador que se preze anseia pela evolução do seu país tanto quanto o mais generoso progressista. A diferença fundamental é que o primeiro duvida dum progresso exterior às pessoas, digamos... ortopédico. Há demasiado tempo que Portugal anda “na crista da onda”, sem que nada mude verdadeiramente. 


Publicado em 28/7/09 às 00:56
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