Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Margarida Furtado de Mendonça

Porque há cada vez mais pessoas a pensar como nós. É um facto.

Porque há cada vez mais pessoas que acreditam em quem trabalha e não baralha. Ainda não suficientes, mas são cada vez mais. Que devolveram ao CDS um resultado histórico.

É este o caminho, e é...é demorado.


Estou contente por ter aqui passado, por saber que a Rua Direita segue cada vez mais a direito, porque os portugueses quiseram. Há becos à esquerda, e não são pequenos mas, becos que são, não têm saída e por si hão-de acabar.


É preciso acreditar. É preciso trabalhar.

Parabéns ao CDS, a todos os que se esforçaram e conquistaram cada voto. Parabéns e obrigada.


 


Publicado em 28/9/09 às 20:21
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Margarida Furtado de Mendonça

Não acredito em sondagens. Preocupa-me que haja quem acredite e que se deixe ir. Preocupa-me que haja quem pense que não vale a pena que um voto não faz diferença. FAZ. Faz toda a diferença, um voto é um voto, é um, é o único que cada cidadão pode e deve dar, não há outro.


 


Não acredito. A mim as sondagens não influenciam, só me espantam. Mas vamos ver que o resultado das sondagens nada tem a ver com os resultados de domingo.


 


Não votar PS no dia 27, é um princípio. Votar CDS é a solução.


Publicado em 25/9/09 às 16:11
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Margarida Furtado de Mendonça

Encontrei uma explicação de b-a-ba maravilhosa. Tira dúvidas básicas. Não é preciso ser mestre em nada para perceber.

é de pequenino...




 


Publicado em 25/9/09 às 16:00
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Rui Castro

Ide ler o que escreveu o Pedro Pestana Bastos


Publicado em 25/9/09 às 15:52
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Rui Castro

Passados 4 anos: há o mesmo número de pobres, há mais desempregados, a justiça está mais lenta, a saúde e a educação estão na mesma, os índices económicos pioraram, a comunicação social nunca esteve tão controlada, a contestação social aumentou e a confiança nas instituições diminuiu. Este é o país que os socialistas nos deixam. Quando votarmos dia 27 é bom que não nos esqueçamos. Sócrates, ao contrário do que nos tentaram impingir, é um falso competente que vive única e exclusivamente da imagem. É muito pouco para ser primeiro-ministro.


Publicado em 25/9/09 às 12:21
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Margarida Furtado de Mendonça

Porque alguém, curiosamente, no seu perfeito juízo, me pediu que aqui passasse (até agora não foi grande aposta..). Para vir dar uma mão a calcetar, plantar árvores, criar estacionamento e evitar passeios largos e esquinados bons para furar pneus e complicar o trânsito.


A minha escolha é básica, tenho por princípio a escolha de um caminho que é preciso, depois de escolher, percorrer. Não basta uma cruz a ver no que dá. Mais que não seja porque não “dá” em nada.


Sou de direita, sempre votei CDS, identifico-me com o que por aqui se escreve e quero acentuar duas coisas:


Uma é a do voto útil, é verdade que é cansativo, mas também é verdade que é verdade. É útil dar voz ao CDS. É preciso. É estatístico. É decisivo. O voto é um dever e todos os votos contam.


A outra, é o descontentamento e o cansaço do e pelo sistema, os políticos e a política, que entendo que exista, mas quero que acabe. Há coisas básicas que nos fazem desacreditar, como sendo um governo, que vai mudar, com toda a certeza mas, que daqui a 4 anos muda outra vez e outra vez… Só o tempo que demoram a sentar-se nas cadeiras e a nomear assessores, secretários e motoristas é demasiado. Demoram demais a tornar-se importantes. Depois, é preciso, e leva mais tempo, endireitar o que foi deixado de pernas para o ar, por de pé o que foi deixado cair, e convencer as pessoas que durante esse tempo está a ser feito trabalho à séria, de melhoramento, de desenvolvimento, de crescimento, de educação, de evolução pelo nosso país e pelas nossas pessoas, todas sem excepção, mas que muita coisa não se vê ou vem parar às nossas casas, como o Magalhães.


Acredito e sei que é assim que se faz, tem de haver um princípio que é longo. De ideias novas está o país cheio. É como o inferno e as boas intenções. Só com perseverança o trabalho pode dar frutos que depois queremos comer maduros. Mas temos de escolher e percorrer o caminho certo. É demorado. Mas com bom piso, boas estruturas, boas intenções e bons valores é meio caminho andado.


A conversa sobre o voto é frequente e é com desagrado que, com frequência, oiço “não sei onde vou votar”, costumo responder que acho importante manter a convicção que não duvido do meu voto e que é CDS e que agora mais que nunca é preciso manter e é importante com esse voto “Dizer que sei quem ainda pensa como eu”. Ouvem-me e não me contrariam.


Não quero que este governo, ou outro como este, continue a desfazer o país e a rir à nossa custa, a mentir, roubar e enganar os portugueses. Não posso ver um primeiro-ministro dizer agora, que vai fazer o que não fez enquanto foi o seu dever.


Quero uma rua direita, limpa, iluminada, sem buracos e sem esquinas, quero seguir sempre a direito, sem rotundas ao centro ou becos à esquerda.


Publicado em 23/9/09 às 01:50
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Rui Castro

Transcrevo aqui parte do artigo de opinião que Miguel Anacoreta Correia - militante do CDS desde a primeira hora - escreveu hoje no "i" e que eu próprio gostaria de ter escrito. Peço desculpa ao autor pela reprodução quase integral do texto:


 


"(...) Votarei, fundamentalmente, porque continuo a conhecer no CDS os valores essenciais que podem unir os democrata-cristãos, os conservadores e certos liberais pela matriz personalista da política. Votarei CDS também porque estando em divergência com o dr. Paulo Portas em questões da vida interna do partido, não se devem confundir as coisas. Não é de questões de família que agora se trata. Esta é a hora de reforçar o peso da nossa força política. Acrescem razões que não posso deixar de referir. Também muito importantes. Paulo Portas foi, de longe, o candidato que se apresentou mais bem preparado nos debates. As suas intervenções e propostas foram moderadas. Não entram no domínio dos choques pessoais. Tem conseguido elevação na campanha. Apenas uma nota: acho que deve limar o seu oportuno discurso sobre as prestações sociais corruptoras de consciências. A posição deve ser inequívoca e repetida para que não restem dúvidas de que não são as prestações sociais em si, é o princípio, que está em causa. O que está errado é que, na aplicação governamental, a componente assistencial apaga e dilui a da reinserção (para nós a fundamental) e o que nós queremos é que deixe de haver pobres e não apenas pobres assistidos, inertes, sem perspectiva mas votantes. Queremos mais do que o mero assistencialismo. E essa mensagem não chegou clara e as cenas de rua (algumas bem ensaiadas) provam-no... Diariamente assistimos a novos episódios de uma luta política, em que os casos ultrapassaram as ideias e as soluções. A ausência da política feita pelos políticos está a dar lugar à política dos assessores. É mau. Por isso, repito, votarei em quem se apresentou mais bem preparado e estudou com realismo as suas propostas."


Publicado em 22/9/09 às 08:55
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
João Ferreira Rebelo

Há um aspecto claro que tem marcado esta campanha e que merece atenção. A identificação popular.


 


Talvez por estarmos num momento de descrédito em relação ao sistema político e aos governantes, sinto que nestas eleições os Portugueses estão mais receptivos a determinados discursos, nomeadamente a discursos claros e objectivos.


 


Claramente neste ponto o CDS tem marcado posição e o eleitorado tem apreciado essa conduta. O CDS e a sua máquina têm falado claro, quer nos debates quer nas iniciativas de rua e o resultado tem sido também ele claro.


 


O eleitorado finalmente percebe o que um partido tem para dizer. O eleitorado identifica-se, finalmente, com aquilo que um dirigente político afirma. De facto, nos km que o CDS tem percorrido nota-se, dia após dia, um aproximar dos cidadãos, o seu interesse por aquilo que se diz. Quer se concorde quer não, a verdade é que as medidas do CDS para a economia/finanças, segurança social, saúde, entre outras, têm sido apreendidas e objecto de reflexão.


 


Afinal, falar claro ainda compensa. Veremos!


Publicado em 17/9/09 às 10:21
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Maria Domingas Carvalhosa

O PSD tem actualmente todas as condições para, no próximo dia 27 de Setembro, virar a página de Sócrates. Como dizia com graça, Pedro Marques Lopes, na Sic Notícias, ‘nestas eleições até o Rato Mikey ganhava as eleições a José Sócrates’. A insatisfação dos portugueses é visível e há muito eleitor de centro que vai acabar por dar o seu voto a Manuela Ferreira Leite.


Agora, as sondagens mostram claramente que os portugueses não querem dar maioria absoluta a nenhum dos dois partidos do ‘centrão’. Sem maioria absoluta, MFL só terá três alternativas:


1. Avançar para um governo minoritário, que não usufruirá das condições necessárias para governar com eficácia este país em crise;


2. Aliar-se ao PS e criar um governo Bloco Central. Nada que repugne a alguns importantes responsáveis do PSD;


3. Constituir governo com o CDS. Esta terceira alternativa, que me parece a mais sensata, só será possível se o CDS obtiver um bom resultado eleitoral.


 


Digam-me agora, com o panorama eleitoral actual, qual é o voto mais útil?


Publicado em 15/9/09 às 12:42
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Afonso Arnaldo

O Henrique Burnay deixou hoje aqui um post com uma fantástica frase de Edmund Burke.


 


Uma frase que sintetiza bem uma das principais ideias que justificam o nosso voto no CDS.


 


Em tempos de crise a tentação de muitos governos é a de açambarcar mais poder através de maior intervenção na sociedade (justificada, segundo muitos, pela própria crise). Não acredito nisso!


 


Deixo-vos uma frase de Thomas Jefferson para ajudar à compreensão: A Government big enough to give you everything you want is strong enough to take everything you have.

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Publicado em 4/9/09 às 17:27
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Diogo Duarte Campos

Sócrates finge apontar o dedo ao passado. Uma táctica para esconder que ele é o passado, o pior passado, o passado que ainda nos pesa.


 


José Ribeiro e Castro


 


Publicado em 4/9/09 às 16:04
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
João Lamy da Fontoura

Paulo Portas foi entrevistado hoje pelo I. A entrevista encontra-se disponível aqui.


Publicado em 1/9/09 às 21:23
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Domingo, 30 de Agosto de 2009
Rui Castro

"O programa do CDS não é curto nem longo: procura ser completo. Não é simplista nem tecnocrático: procura ser focado (...) Procura ser claro e directo. Não nos limitamos a enunciar princípios, indicamos um novo modo de governar, sector a sector."


Publicado em 30/8/09 às 19:35
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Sábado, 29 de Agosto de 2009
Diogo Duarte Campos

Ali em baixo, muito se discutiu a entrevista de Francisco Louçã ao Jornal de Negócios.


 


Achei, em particular, curioso o tempo dispendido a explicar os inconvenientes da nacionalização da Galp, da EDP e da banca em geral, a qual, aliás, Louçã não tem qualquer ideia de como irá fazer.


 


Percebemos assim como uma frente de esquerda funcionaria: Louçã proporia a nacionalização do BCP, BES, BPI, BANIF, FINIBANCO (com um nome destes suponho que fosse o primeiro), EDP, EDP Renováveis (porventura da Martifer que também actua no sector da energias) e da GALP; em contrapartida, espero eu, o PS explicaria que tal não seria possível ou minimamente desejável. Designadamente, o PS explicaria que não se poderia nacionalizar sem pagar aos accionistas uma justa indemnização.


 


E assim se passariam os Conselhos de Ministros.


 


Será este o caminho que queremos?


 


Embora o programa do CDS só seja apresentado amanhã e não tenha nenhuma inside information sobre o assunto, queria tranquilizar os Portugueses que num Governo CDS este tema não fará os governantes perder um minuto.


 


Publicado em 29/8/09 às 21:33
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Rui Castro

O Rogério Pereira será especialista em muitas matérias, mas do que ele sabe mesmo mesmo é de Justiça. Vai daí e, treslendo o que eu escrevi, sacou desta pérola, que publicou igualmente aqui. Por vezes a arrogância intelectual embota os espíritos mais argutos. Convido-o, por isso, a ler mais pausadamente e com respeito da pontuação o que os outros escrevem. Vá, vamos a isso.


 


Eu ajudo: “não fará sentido que os Tribunais se encontrem, na prática, fechados em Agosto.” Pode ser que, com o sublinhado, o Rogério Pereira consiga mais facilmente entender o que pretendi dizer. Quanto ao mais, vou tentar responder ponto por ponto, admitindo que o Rogério Pereira esteja, de facto, disponível para discutir a matéria, prescindindo de uma retórica que reputo pouco elevada e de desconsiderações gratuitas que mais atingem o autor delas do que o visado.


 


Mas o Rui parece não saber disto e, nesse pressuposto - errado -, avança com medidas para resolver um problema que não existe. Diz o Rui que se deve garantir que as férias dos funcionários e magistrados devem ser gozadas “de forma a garantir que os Tribunais estejam abertos 12 meses por ano”. Curioso que sou, e embora os tribunais já estejam abertos 12 meses por ano, continuei a leitura para ver o que propunha o homem. E eis que - pasmei - o que o Rui propõe é que os tribunais estejam abertos - já estão - para permitir a "consulta de processos judiciais, (...) a prolação de despachos, sentenças e, bem assim, realização de diligências que não impliquem a presença das partes e/ou respectivos mandatários, como sejam as notificações ou algumas perícias". Devo trabalhar em comarcas de excepção, Rui, porque já esta semana – e aqui também ainda é Agosto – já consultei e fotocopiei processos em duas comarcas diferentes; recebi, só hoje, três notificações de duas comarcas distintas, as quais vinham acompanhadas dos respectivos despachos. E, veja lá, um dos despachos até ordenava a realização de uma perícia – e nada impediria o laboratório solicitado de a realizar durante o mês de Agosto.


 


No que à consulta de processos respeita, posso dizer-lhe que, na prática, nos vimos muitas vezes impedidos de o fazer, na medida em que, se por exemplo, o processo estiver concluso – ou seja fechado no gabinete do juiz – o funcionário se recusa a ir buscá-lo, alegando que o mesmo está de férias e que não tem autorização para entrar no respectivo gabinete. Aconteceu-me hoje mesmo nos juízos criminais de Lisboa (tribunal em que os advogados, como eu, nunca foram, claro).


 


Por outro lado, ontem, nas Varas Cíveis, um funcionário recusou a confiança de um processo, alegando que o mesmo tinha de ser autorizado pelo Juiz (ausente em férias). Expliquei-lhe que não era assim, mas o funcionário mostrou-se relutante, afirmando que não me entregaria o processo sem falar com o Escrivão (também ausente em férias). Adiante. (Note-se que os advogados, como eu, nunca foram, claro está, às ditas Varas)


 


No que às perícias diz respeito, presumo que o caso do Instituto de Medicina Legal, em Lisboa e no Porto, não seja suficiente para o Rogério Pereira ficar convencido de que a Justiça em Agosto, na prática, encerra para férias, não assegurando muitas vezes os serviços mínimos.


 


Relativamente às notificações, fui fazer uma conta simples, para tentar, mais uma vez, explicar ao Rogério Pereira o que eu quis dizer com o meu texto. Pois bem, em Agosto de 2009 (até hoje) recebi cerca de 10% das notificações que, em média, recebi nos restantes 11 meses do ano. Admito que o défice de produtividade dê jeito ao Rogério, mas suspeito que a maioria dos clientes prefira que a Justiça continue a trabalhar a 100%.


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Publicado em 28/8/09 às 19:10
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Diogo Duarte Campos

- Olha lá, o teu partido vai ter um excelente resultado!


- Ai sim?


- Vê lá tu que a minha que não votava CDS desde o Freitas, este ano vai votar e o meu irmão que vota pela primeira vez também.

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Publicado em 27/8/09 às 15:47
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Rui Castro

 


Publicado em 24/8/09 às 22:56
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Rui Castro

"(...) Mas se em termos eleitorais a passagem a terceira força parece ao alcance do CDS, em termos políticos tal resultado não é indiferente. Num momento em que já ninguém acredita que PS ou PSD tenham uma maioria absoluta e em que mesmo MFL admite que terão de existir condições para governar em minoria, é muito importante o papel da terceira força no Parlamento. Dos três candidatos a terceira força só o CDS pode oferecer estabilidade e serviço, trabalho e credibilidade, alternativa e responsabilidade." - Pedro Pestana Bastos


 

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Publicado em 24/8/09 às 21:09
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Adolfo Mesquita Nunes

O voto num dos partidos do bloco central é sempre encarado com naturalidade. Não é sequer exigido ao eleitor que concorde com tudo o que é dito pelo partido em que vai votar, ou que se demarque de alguma coisa. Aceita-se o voto e já está. Ao contrário, o anúncio de um voto no CDS, como aliás de um voto no PCP ou no Bloco, é quase sempre seguido de um pedido de explicações, como que exigindo-se que o eleitor concorde com tudo o que é dito pela direcção vigente do partido.


 


Esta diferença de atitude, nem sempre subtil, é uma prática demonstração da cultura do centrão imposta aos eleitores (como aliás o é a proposta de Sócrates relativamente aos debates). Votar no PS ou no PSD é sempre aceitável e tem um propósito. Votar nos restantes partidos apenas é aceitável quando se concorda com a integralidade do discurso.


 


Esta cultura do centrão tem prejudicado essencialmente o CDS, uma vez que a esquerda tem uma batalha cultural já travada -- e ganha -- que lhe permite resistir aos complexos no voto.


 


A Rua Direita nasceu também por isso. Agregando pessoas que, por diversos motivos, nem sempre coincidentes, entendem que o CDS deve aumentar o seu peso eleitoral, procura demonstrar que existe um utilidade, ou várias utilidades, neste voto. Esta Rua Direita nasceu precisamente para cortar  a direito com o estranho complexo do centrão que parece querer acreditar que a utilidade e o sentido do voto se quedam pelas fronteiras da social democracia.


Publicado em 24/8/09 às 15:17
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Rui Castro

Ainda a propósito do ovo de Colombo do João Galamba, importa esclarecer que o facto de aqui estarmos não implica que apoiemos acriticamente o CDS e as suas propostas. Antes pelo contrário. Aquilo que para o João Galamba é, ao que parece, contradição, por aqui apelidamos de liberdade.


Publicado em 24/8/09 às 15:15
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Diogo Duarte Campos

O que o João Galamba não diz, mas quer dizer é que entre os membros do Rua Direita e o CDS/PP há incongruências.


 


No caso concreto, o Tomás Belchior e o Carlos Martins teriam sido – supostamente – desautorizados por Paulo Portas. Ora, o primeiro problema é que estes não pedem autorização a Paulo Portas para pensarem, pelo que a tese da desautorização não tem qualquer sustentabilidade ontológica.


 


Fica a suposta incongruência. Devo admitir que tenho alguma dificuldade em escrever sobre o tema, uma vez que não estive em Aveiro nem ouvi o discurso de Paulo Portas na reentre (que, seguramente, dará mais um post ao estilo “membros da Rua Direita não ouvem o líder"…), mas em todo o caso julgo que a questão não pode ser vista da forma simples como o João a apresenta.


 


Com efeito, também eu acho que, em abstracto, é desejável substituir importações. A questão – como o Tomás veio sublinhar - é saber como: se for com ajudas públicas ineficientes, não; mas se for mediante a criação de condições para empresas portuguesas mais competitivas, muito bem. Outro tanto se tal substituição se realizar mediante o maior consumo de produtos nacionais (em total liberdade, perceba-se) pelos consumidores.


 


Sem prejuízo, deixo já claro que há diferenças entre o discurso oficial do CDS/PP e o que cada um dos habitantes desta rua pensa. Por exemplo, pessoalmente sou a favor do nuclear. E depois? Vem mal ao mundo? Assim não fosse e apenas poderia votar no partido do Diogo!


 


Essa, digo eu, será até uma das nossas virtudes: unidos no essencial, mas com várias visões, não representasse o CDS várias direitas.


 


Aliás, diga-nos lá João: concorda com tudo o que Sócrates diz e faz?


 


Publicado em 24/8/09 às 14:46
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Rui Castro

"(...) O mesmo PS recusou todas as propostas de introdução do coeficiente familiar no IRS - com deduções ou abatimentos maiores para quem tenha mais filhos e principalmente no susbsidío de desemprego, criando majorações pelo nº de filhos ou em situações em que ambos os membros do casal estejam desempregados (...)" - Manuel Castelo-Branco


Publicado em 24/8/09 às 13:40
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Domingo, 23 de Agosto de 2009
Tomás Belchior

O João Galamba descobriu-nos a careca: no Rua Direita há quem não se limite a papaguear o discurso da direcção do CDS. No meu caso, nem é bem verdade porque também andei a defender a substituição de importações por exportações. É certo que o fiz dizendo que precisamos de empresas mais competitivas, e que a maneira de o conseguirmos é com mais concorrência, não com subsídios, mas espero que seja o suficiente para dar provas da minha obediência.


 


Confesso que, por uma vez, não consultei o presidente do CDS antes de escrever os posts mas espero que os nossos pontos de vista coincidam, caso contrário posso ter o futuro comprometido. Já suspeitava que não ia ser fácil afirmar-me como aparatchik depois de ter recorrido a especialistas e de ter ficado a saber que só me identifico em 73% com o partido. Agir com naturalidade, carregando uma quarta parte de hipocrisia, só está ao alcance de um grupo selecto de tarefeiros.


 


Publicado em 23/8/09 às 22:56
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Sábado, 22 de Agosto de 2009
Rui Castro

Muitas destas ideias 'velhinhas' foram já plagiadas como promessas de um novo PS. Muitas outras serão vendidas como autênticas novidades pela boca de Manuela Ferreira Leite. O CDS trabalhou durante 4 anos em prol de um projecto para o País. Muitos concordam com ele. Está na altura de lhe darem o voto que merece - João Moreira Pinto

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Publicado em 22/8/09 às 23:40
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João Lamy da Fontoura

A frase é de Paulo Portas e foi dita, há pouco, no fim do discurso de rentrée em Aveiro. Resume um ponto que foi destacado nessa mesma comunicação: o do trabalho como forma de progresso individual; o da necessidade de os portugueses – pelo seu esforço e pela sua iniciativa – terem condições para uma mobilidade social, sem espartilhos artificiais. E marca um mundo de diferença relativamente a outros discursos…


 

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Publicado em 22/8/09 às 21:27
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
Rua Direita

- A minha mãe vai votar no CDS.


- Mas o CDS é pequenino, não vai ganhar.


- Mas a minha mãe diz que como o CDS é o partido que tem razão os outros partidos vão precisar do CDS para fazerem as coisas. Eles são os mais espertos, percebes?  


Publicado em 21/8/09 às 12:37
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Diogo Duarte Campos

jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx


 


Publicado em 19/8/09 às 19:48
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Tomás Belchior

Se há crítica que eu faço ao discurso do CDS, não é tanto ao seu conteúdo, mas à sua falta de ambição. É um discurso que, na minha opinião, comete o erro táctico de tentar manter uma base de apoio cada vez mais diminuta quando devia ir à procura dos que foram esquecidos pelo socialismo. Se o objectivo é realmente moralizar a maneira como as políticas públicas tratam as pessoas, o discurso do CDS devia focar-se, por exemplo, na  Lei do Arrendamento ou no Código do Trabalho, áreas em que o facilitismo do discurso de esquerda impede há demasiado tempo que "Portugal avance".



Deixando o Código do Trabalho para outra altura, no caso do arrendamento o CDS devia defender muito simplesmente ou que o Estado exproprie de facto os proprietários (já que o fez na prática há décadas), pagando-lhes o valor de mercado dos seus imóveis, ou que liberalize totalmente os contratos de arrendamento anteriores a 1990, sem outras restrições para além das que estão na lei que se aplica aos contratos novos, e ajude as pessoas que eventualmente não possam suportar as novas rendas. Este sim é um subsistema que devia acabar de uma vez por todas. Isto sim seria moralizar.


 


Publicado em 10/8/09 às 17:23
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Tomás Belchior

Não me revendo, por motivos óbvios, em boa parte do tal discurso estafado do CDS, é importante reconhecer que este se rege por um princípio louvável e consistente, que vai bem para além dos cartazes: o da reposição da moralidade na forma como o Estado se relaciona com os cidadãos. Esta linha é visível na posição do CDS a respeito da ASAE, da nacionalização do BPN, da defesa dos contribuintes face aos abusos do Fisco, dos incumprimentos do Ministério da Agricultura, dos múltiplos problemas do SNS, etc. Por isso, quando me vêm falar de cartazes, aceito parcialmente a crítica, mas o tema é completamente acessório. Que me desculpem os críticos, mas cartazes não são política, são circo.


 


Publicado em 10/8/09 às 17:15
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Tomás Belchior

A propósito do tema das cartazes do CDS, gostaria de começar por um ponto prévio: todos os cartazes de campanha são populistas. Os bons são algo mais do que populistas, os maus são apenas populistas. Há ainda uma terceira espécie que pretende ser populista mas pela via lírica, o que apenas resulta num vazio total (ex: "Avançar Portugal"). Acusar um partido de fazer cartazes populistas faz tanto sentido como acusar uma revista de ter publicidade.



Dito isto, os cartazes do CDS são maus? São. Têm por base algo mais do que populismo? Têm, mas reconheço que isso não é particularmente relevante. O que é relevante é o facto do CDS não se esgotar nestes cartazes. Aliás, presumo que o mesmo possa ser dito dos outros partidos, mesmo tendo em conta a sua propaganda
igualmente populista.


 


Mostrar que o CDS não se resume ao discurso estafado mas importante dos antigos combatentes, dos pensionistas, da segurança, da agricultura, etc., foi uma das principais motivações da criação do Rua Direita. É certo que escolhemos uma via algo limitada para o fazer mas, caro Tiago, cá estamos "a aparecer em nome do partido". Não para fazer a revolução mas para mostrar que o CDS é, como sempre foi, mais do que um estereótipo.


 


Publicado em 10/8/09 às 11:43
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Rua Direita

"O que eu reparo finalizadas as listas: é que o PS não incluirá Manuel Alegre, reparo que o PSD não incluirá Passos Coelho e reparo que o próprio Bloco de Esquerda, apesar de falar muito de Joana Amaral Dias, creio que não a convidou para as suas listas. Noto, no entanto, que no CDS-PP, foi possível eu convidar o Dr. José Ribeiro e Castro e ele aceitar".


Paulo Portas


 


e mai nada


 


Publicado em 6/8/09 às 11:34
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Tomás Belchior

Em 1988, o Chris Matthews, hoje em dia apresentador do programa Hardball na MSNBC, publicou um livro com o mesmo nome onde resumia nalgumas regras o que tinha aprendido na sua passagem por diversos cargos políticos de bastidores, de maior ou menor relevo. Nas suas palavras, tratava-se de um livro que tentava explicar como a política é "jogada" escrito por alguém que conhecia "o jogo". Uma obra algo rasteira mas apenas na exacta medida das manobras que descrevia.


 


Na secção sobre inimigos, uma das regras que o senhor preconizava era a seguinte: "Don't get mad; don't get even; get ahead". Lembrei-me dela a propósito disto. Para além de me parecer um absurdo táctico por parte do PSD, tem a grande virtude de enaltecer a postura do Dr. Ribeiro e Castro e da actual direcção do CDS. Por muito indigesto que seja, engolir sapos confere uma certa dignidade.


Publicado em 5/8/09 às 11:07
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Domingo, 2 de Agosto de 2009
Rua Direita

Com a resposta do Tribunal Constitucional a 11 normas do Estatuto Administrativo dos Açores, concordando com a posição do Presidente da República, o porta-voz do PS veio acusar aquele de ter «caído na vulgaridade desprestigiante» pela forma como a notícia foi tornada pública e alertou para a coincidência de opinião do PR com a líder do PSD. Mas porque razão não podem titulares de órgãos de soberania, personalidades da vida pública concordar em qualquer matéria, tanto mais quando se tratam normas cuja análise é, sobretudo, de cariz constitucional? À falta de melhor explicação, e perante uma derrota óbvia, resolveu o partido do Largo do Rato apontar baterias ao TC. Este foi ainda acusado de ser "centralista". A acusação é tão absurda que só pode ter resposta com a mesma carga se virmos as pretensões do PS nesta matéria como "independentistas". Seria um rude golpe na nossa soberania que felizmente foi travado a tempo.


 


Contudo, penso que a gravidade e a falta de respeito para com o TC foi longe demais quando diz Ricardo Rodrigues que é "tem sido mais um órgão de orientação política do que jurídica". 


 


Será que o PS não está a descer o nível do debate político para a brejeirice institucional?

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Publicado em 2/8/09 às 22:57
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Ana Castro

"Católicos em Portugal abaixo dos 90% - Dados estatísticos da Igreja no país e no mundo. Os últimos dados publicados pelo Vaticano, relativamente aos números da Igreja no mundo, revelam um aumento de 342 milhões de fiéis desde 1978, mas uma ligeira quebra na proporção de católicos relativamente ao total da população mundial.


Em Portugal, a percentagem de católicos é agora de 89,8% - 9,38 milhões de católicos para uma população de quase 10,5 milhões de pessoas." (informação retirada daqui


 


E se uma parte significativa destes católicos votasse coerentemente no único partido que defende os seus valores?

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Publicado em 31/7/09 às 15:16
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João Lamy da Fontoura

Subscrevo este post do Rui Castro, a propósito desta opinião de Eduardo Pitta. E acrescento que produtivo e esclarecedor, também em matéria de segurança, é saber quais as alternativas que se apresentam ao eleitorado. E o CDS tem a sua: veja-se o Plano policial, penal e social de combate à insegurança, disponível no sítio do CDS.


 


Também aqui se sabe com o que se pode contar da parte do CDS. Também por aqui vale a pena dar força ao CDS.


Publicado em 31/7/09 às 11:23
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Rui Castro

Ontem, no Caldas, no âmbito da preparação do programa eleitoral do CDS, realizou-se mais uma reunião de trabalho sobre o tema da Justiça. Apesar dos números avançados pelo Governo, não tenho dúvidas em afirmar que este é uma das áreas em que o PS mais falhou. Quem, como eu, trabalha diariamente com (e nos) Tribunais sabe do que falo. Tenho, por isso, esperança que o CDS possa avançar com propostas capazes de inverter esta situação. Ontem foram dadas algumas pistas. Conto, nas próximas semanas, trazer aqui algumas das ideias ontem avançadas por quem se deslocou ao Caldas.

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Publicado em 31/7/09 às 09:57
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Rua Direita

"Os discursos da esquerda não geram emprego; os empresários é que o fazem" 


Paulo Portas versus Judite de Sousa


Publicado em 31/7/09 às 01:11
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Rui Castro

À semelhança do que acontece no futebol, em que uma equipa pode perder por jogar mal e/ou porque o adversário joga melhor, também em política podemos formar as nossas convicções pela simpatia que temos relativamente a um determinado partido e/ou por não concordarmos com as propostas apresentadas pelos outros. Ao longo dos anos, em que votei maioritariamente CDS, tomei as minhas opções com base nos pressupostos enunciados, sendo certo que a identificação com os princípios programáticos do partido foi essencial nas minhas escolhas. Uma coisa é certa, nunca no passado, como acontece este ano em relação às legislativas, foi decisivo para a minha decisão em quem votar o descontentamento relativamente ao partido que está no poder. Desta feita, a certeza de que o actual Governo falhou em (quase) toda a linha é para mim um estímulo adicional para lutar contra a sua reeleição. É também por isso que aqui estou.


Publicado em 30/7/09 às 11:43
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Afonso Arnaldo

Como relembrou, e bem, o nosso Rui Castro (uns posts abaixo), há menos de 2 anos o CDS apresentou um estudo relativo à gravíssima problemática da natalidade no nosso país (ver aqui). Aí se analisa o assunto com pormenor e seriedade. Hoje o PS arremessa aos olhos dos portugueses 200€ por filho a 18 anos... Não me sinto ofendido nem irritado. Sinto-me feliz por saber que o meu voto vai para quem tem por mim consideração intelectual!!


Publicado em 29/7/09 às 14:35
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Rui Castro

Há quem insista na necessidade de reforço das competências e da intervenção da sociedade civil. Recentemente, o CDS, através de um grupo de trabalho do qual fez parte o "nosso" Nuno Pombo, elaborou um relatório com propostas concretas na área do Voluntariado. É um tema da maior relevância, habitualmente ignorado por quem tem responsabilidades governativas. Basta pensar nas centenas de instituições de solidariedade e de apoio social, nas quais milhares de voluntários dão o corpo ao manifesto, substituindo muitas vezes o Estado e as suas instituições. E desenganem-se todos aqueles que pensam que se trata unicamente de "simples" caridade. O impacto do voluntariado na economia e no emprego é muito considerável. Em 2002, este sector (o relatório apelida-o de "terceiro sector") representava quase 5% do PIB  e empregava cerca de 230.000 pessoas. Ide ler.


Publicado em 29/7/09 às 12:08
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João Ferreira Rebelo

Um conjunto de empresários de Ovar decidiram promover um almoço de homenagem ao ex-Ministro Manuel Pinho pelo seu tempo de governação. Entre muitas coisas que foram ditas, e que julgo não interessarem muito aos moradores da Rua Direita, houve uma que me chamou à atenção: afirma o ex-Ministro que é muito complicado fazer política hoje em dia.


 


Ora, aqui está um ponto em que estou inteiramente de acordo com o um ex-Ministro PS, mas decerto não pelas mesmas razões.


 


De facto, hoje o nosso panorama político é pobre e o que se discute faz-se em torno do acessório, prejudicando assim o debate das grandes questões que Portugal tem de agarrar. Assim, é efectivamente difícil governar. A verdade é que os nossos políticos, pelo menos a grande maioria que tem participado nos últimos anos na dança das cadeiras no parlamento, vivem obcecados com o fantasma do socialismo e da social-democracia (que nos termos que tem sido levada a cabo nos últimos anos em pouco ou nada difere do socialismo do PS no que a grandes medidas respeita).


 


Num cenário como o que vivemos em Portugal, é necessário pensar em reformas profundas, em alterações estruturais que modifiquem de base a forma costumeira como as medidas políticas têm sido implementadas nos últimos anos. É altura de cortar com o passado, de assumir o que está mal e de não ter receio de proclamar a mudança. Para isso, é bom que repesquemos as ideologias e os princípios base em que acreditamos e que fazem de Portugal um país de liberdade.


 


Se repararmos, essa liberdade tem sido coarctada dia após dia na nossa democracia. A liberdade que cada um de nós merece, e tem direito, tem sofrido vários golpes e todos nós temos assistido a isso, uns mais impávidos que outros. Os nossos sucessivos governos insistem em apregoar valores como a igualdade do colectivo, aprovando consecutivas medidas muitas vezes em sacrifício da liberdade individual de cada um.


 


É, portanto, a altura do CDS se afirmar como “a” alternativa liberal, reconhecendo que todos somos livres, e igualmente importantes. E a grande diferença do que é, e deve ser, a igualdade está aqui: reconhecer que todos somos igualmente importantes, embora individualmente diferentes. Deve portanto o Estado garantir a liberdade de escolha de cada um, reconhecendo-lhe no entanto igual importância.


 


Este princípio básico da democracia tem reflexo em praticamente todas as áreas da nossa sociedade, desde a educação, à saúde, à justiça, entre outras. Efectivamente, o nosso Estado insiste em continuar a escolher o que “é o melhor para nós”, forçando-nos, a título de exemplo, a ir para determinadas escolas e a recorrer a este ou aquele específico hospital, de acordo com critérios muitas vezes definidos ao acaso e sem qualquer pressuposto lógico e, quem não quer, que pague! Nós não temos liberdade de escolha na escola dos nossos filhos, não temos liberdade de escolha para o prestador de saúde que nos atende, como não temos liberdade de escolha em muitos outros aspectos. E tudo em nome da igualdade, essa igualdade que sacrifica a qualidade e o direito à diferença em prol do chamado “equilíbrio social” e que, contas feitas, se traduz na seguinte máxima que os socialistas tanto gostam: mais vale sermos igualmente maus e deixar tudo como está, do que tentarmos ser bons.


 


Não digo que seja fácil mudar, mas é possível, e o CDS estará pronto para o mostrar, ainda que isso implique suportar a horrível cruz da governação.


Publicado em 29/7/09 às 11:26
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Rui Castro

Em Novembro de 2007, o CDS apresentou o relatório Natalidade - O Desafio Português. Com a colaboração aqui da casa do Adolfo Mesquita Nunes, do Francisco Mendes da Silva e da Inês Teotónio Pereira, permitam-me que destaque o trabalho da Assunção Cristas, hoje cabeça de lista por Leiria às legislativas. Foram contactados sindicatos, associações patronais e especialistas na área da Natalidade, constituindo aquele relatório um dos estudos mais sérios sobre o tema feito em Portugal. A quem não teve ainda oportunidade de ler, fica a sugestão. Com a garantia de que algumas daquelas propostas farão seguramente parte do programa eleitoral do CDS para as próximas legislativas.


Publicado em 29/7/09 às 09:03
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Tiago Loureiro

A propósito deste post, e perante a generalidade de opiniões semelhantes que vou encontrando de tempos a tempos na blogosfera, levanto a dúvida: serão o conservadorismo e o liberalismo opostos? Há uma ideia muito em voga que os descreve como tal, e que leva muita gente a não perceber a viabilidade do espírito ideológico que o CDS pretende ter. No entanto, tal consideração parece-me errada. Desde logo porque ambos os termos descrevem coisas um pouco diferentes. Se encontro no liberalismo uma determinada forma de ideologia bem definida, não consigo fazer o mesmo relativamente ao conservadorismo – que entendo mais como uma espécie de postura saída da personalidade de cada um, e que encontra aplicações nas suas próprias avaliação e argumentação políticas. Logo, somar uma com a outra não resulta em contradição.


 


As bases para esta confusão derivam essencialmente da divisão redutora que se faz, na hora de encontrar um padrão ideológico aos partidos, entre “questões económicas” e “questões sociais” (não passando estas últimas, nessa lógica simplista, muito para além das tão famosas questões fracturantes). A generalidade das pessoas tende a considerar que o CDS é liberal nas primeiras e conservador nas segundas – e bem. O problema acontece quando, por oposição, consideram que a esquerda, nas tais “questões sociais”, é liberal quando, a meu ver, é progressista – esse sim, o oposto mais adequado para conservadorismo.


 


Portanto, entendo que, dentro desta lógica, ao definirmos opostos, devemos considerar o liberalismo oposto do socialismo (nas suas diversas correntes) e o conservadorismo oposto do progressismo – e nunca um do outro. Por isso, entendo como normal a existência de quem se diga liberal e conservador. Da mesma forma que não me choca quem se ache a) liberal e progressista, b) socialista e progressista, c) socialista e conservador.


 


Sendo pragmático e olhando para a nossa realidade, mexendo nestas rotulagens ideológicas sempre incompletas e subjectivas, esta parece-me ser a perspectiva mais correcta.


Publicado em 28/7/09 às 20:53
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Rui Castro

A melhor forma de explicar a minha militância e a razão de ser da opção pelo CDS está no Programa do Partido. Permito-me resumir o que é para mim essencial (o plural utilizado não visa vincular quem aqui escreve):


 


VALORES POLÍTICOS


Somos um partido de direita.


Uma direita de Liberdades.


Afirmamos um Estado útil.


 


VALORES ÉTICOS


Somos pela defesa da vida.


Em vez de política de cultura, defendemos uma política de património cultural.


Somos pela subordinação da política à ética.


Pretendemos a igualdade entre eleitos e eleitores.


Optamos pelo serviço público em alternativa ao carreirismo.


Respeitamos os eleitores.


 


VALORES SOCIAIS


Promovemos a solidariedade social.


Defendemos a responsabilidade social através da solidariedade.


Somos pela Liberdade de escolher.


 


VALORES ECONÓMICOS


Somos pela economia privada.


Afirmamos o direito ao lucro, ao mérito e ao risco.


Defendemos a propriedade privada e o Estado supletivo.


Combatemos o arbítrio fiscal. 


Publicado em 28/7/09 às 19:50
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Diogo Duarte Campos

Como sempre, mal se inicia uma campanha eleitoral sempre vem a história do voto útil. Parece mesmo que não podemos votar em quem queremos, mas em quem “tem que ser”. 


 

Apenas por uma vez me deixei levar pelo canto da sereia:nas últimas eleições para a Ordem dos Advogados, votei útil no Dr. Magalhães e Silva, quando queria votar no Professor Menezes Leitão. Extraordinariamente – ou não, porque para a Ordem não há verdadeiras sondagens – o Professor Menezes Leitão teve mais votos que o Dr. Magalhães e Silva....

 

Porventura, tantos como eu assim o fizeram e desesperados ficaram. Nem votaram em quem queriam, nem o seu voto teve qualquer da dita utilidade. 

 

Nunca mais me deixo enganar

 

O voto só é verdadeiramente útil, quando votamos na nossa primeira escolha, sem tibiezas, sem medo e, sobretudo, em liberdade.

 

Votarei no que acho mais útil para Portugal. Votarei no CDS.

Publicado em 28/7/09 às 16:49
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Tomás Belchior

O CDS tem um problema estratégico básico: para sobreviver tem de optar entre liderar uma alternativa de direita, e a continuidade do seu estatuto de partido charneira do regime. O problema da primeira opção é a manifesta falta de meios do CDS, a falta de "capital social". O problema da segunda é o seu parasitismo em larga medida indigno.



Este dilema estratégico remete-nos para um problema mais vasto: qual é o papel de um partido que se situa num dos extremos do espectro democrático? Resumidamente, defender ideias que o centro não pode defender. Estas, por sua vez, dividem-se em ideias que ninguém pode defender com seriedade e ideias que alguém devia defender.  É na defesa destas últimas, por muito inglório que seja, que reside a hipotética utilidade do CDS.


 


Neste quadro de análise, a vitória de um partido de direita minoritário resume-se à derrota prática da extrema-esquerda (já que a derrota teórica é indiscutível) e ao fim da inevitabilidade da "social-democracia" em que o país vive ensopado. Espero que, uma vez feito o balanço, o Rua Direita tenha contribuído para este fim.


Publicado em 28/7/09 às 16:30
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Nuno Pombo

Basta ouvir as palavras do Paulo Núncio no site do CDS para perceber as abissais diferenças entre o que é uma visão de esquerda e aquela que deve ser a visão do CDS em matéria tributária. O CDS entende, e bem, que "as famílias e as empresas portuguesas devem dispor de uma parte mais significativa do seu rendimento ganho pelo esforço e pelo trabalho". Quanto a isto, julgo, não haverá divergências aqui nesta nossa Rua. Contudo, não seria tão peremptório quanto à necessidade de se promover "um novo contrato" em matéria fiscal. Sobretudo se essa necessidade se explicar apenas pelos 20 anos passados sobre a última reforma fiscal. Se há coisa que respeito, também nestas matérias, é a estabilidade. Uma estabilidade indutora de confiança, ingrediente indispensável ao investimento. Muito mais do que estímulos avulsos.     


 


Faço a mesma pergunta que o Carlos Martins ali em baixo: alguém falou em flat taxes? No imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, sinceramente, espero que não... 


Publicado em 28/7/09 às 15:19
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Rua Direita

perguntou um dos meus disciplinados filhos, que além de "gostar" do CDS também tem um profundo respeito e preocupação por Manuela Ferreira Leite a quem trata por "a senhora". A criança ainda não sabe ler e acha que Nuno Melo é o presidente do CDS porque aparece em mais cartazes que Paulo Portas. 


 


Consciente de que o futuro das convicções políticas do rapaz de 4 anos dependia da resposta, ali mesmo, em plena manobra de estacionamento, fiz a minha declaração de voto: "Porque o CDS é o único partido que defende que quem manda nas nossas vidas somos nós e que os políticos e os governos só devem ajudar". Mas, surpreendentemente, ele revelou uma tendência ideológica para esquerda e contra-atacou: "Mas avó também manda, não manda?"


 

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Publicado em 28/7/09 às 12:36
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Rua Direita






Voto Estatístico


 


Já lá vai o tempo em que votava por entusiasmo ideológico ou espírito militante. Estou ideologicamente mais consciente (menos arrumado) e não sou militante. Mas, por isso mesmo, o meu voto é CDS. É uma questão quase estatística.


 


Sou de Direita. Prefiro a Liberdade (as liberdades) à Igualdade; acho que há Estado a mais, e excesso de dependência do Estado na economia; acredito que a imigração é uma vantagem para quem recebe imigrantes, mas que deve ser regrada, para poder ser útil e benéfica; acredito na Europa mas não duvido de Portugal; não quero facilitismo no ensino nem subsidiodependência um pouco por toda a parte. Temo os que têm um programa para refazer o País como se nunca tivesse havido passado; não confio em governos de racionalismo iluminado. É essa a minha Direita.


 


Bem ou mal, estas ideias estão associadas ao CDS. É verdade que o CDS nem sempre as defendeu, e nem sempre, podendo, as pôs em prática. Mas representa-as. E no dia das eleições quero, com o meu voto, fazer estatisticamente parte de um sinal: os que pensam assim são mais do que parece. É o lado estatístico do meu voto. Mais do que confiar no cumprimento do programa eleitoral do CDS, confio na percepção pública do meu voto.


 


Voto útil


 


A outra razão é a utilidade. Estamos à beira de um novo Bloco Central. Se PS ou PSD não tiverem maioria absoluta, a pressão para que se juntem vai ser grande. E isso é tudo aquilo de que o país não precisa. O Bloco Central não vai possibilitar as reformas que, em concorrência, PSD ou PS não poriam em prática. Pelo contrário. Vai permitir reorganizar a partilha do bolo e promover maior dependência de todos em relação ao Estado. É exactamente aquilo de que Portugal não precisa.


 


Também por isso voto CDS. Porque é o voto mais seguro para evitar o Bloco Central. Quanto mais forte for o outro partido do arco da governabilidade, mais improvável é um perverso Bloco Centrão.


 


PS (salvo seja). Já fui militante do CDS, já não sou; nem sempre votei CDS ou como o CDS me "aconselhava" a votar. Não sei se sou catalogável como independente. Dependente, não sou.


 


Publicado em 28/7/09 às 11:48
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Adolfo Mesquita Nunes

Pede-nos o Henrique Raposo que não nos dediquemos apenas a explicar porque não vamos votar PS e que concentremos algum do nosso esforço a explicar porque vamos votar CDS. Tenho a certeza de que não vamos desapontar o Henrique, já que esse é um dos pressupostos deste blogue.


 


E é precisamente por isso que, ao invés de uma legítima federação de bloggers associados ao CDS, temos nesta Rua um conjunto de novos nomes que não têm relação de militância com o CDS e que ajudarão a perceber porque é que o CDS merece o voto nestas eleições. 


 


No fim se fará o balanço, mas esta Rua Direita, como a sua declaração de princípios o afirma, não nasceu para outra coisa que não afirmar uma alternativa ao socialismo que nos tem governado. E essa tarefa não se queda pela recusa de José Sócrates.  


Publicado em 28/7/09 às 11:27
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