Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

22
Set09

"Prioridades" por Bruno Gonçalves

Adolfo Mesquita Nunes

O Bruno Gonçalves (conhecido de muitos por ter colaborado com a Revista Atlântico e com o blogue do mesmo nome) vai votar pela primeira vez no CDS . Aqui fica a sua declaração de voto, com evidente autorização do próprio para o efeito.


 


Prioridades


 


Passados 4 anos e meio de governação socialista, é deveras impressionante a forma como José Sócrates conseguiu cultivar no país uma bipolarização em relação à sua pessoa. O país divide-se, em primeiro lugar, nos que defendem o Primeiro-Ministro e naqueles que o querem derrubar a qualquer custo. Apenas em segundo lugar, para estes últimos, se discutem as alternativas políticas a José Sócrates.


 


Foi apenas há 4 anos que o PS fez história com a sua primeira maioria absoluta. Vaticinava-se então uma travessia no deserto para o PSD, que com o passar dos meses apenas parecia ficar mais negra, dados os sucessivos congressos e as intermináveis disputas internas. Até há cerca de um ano, falar num cenário que envolvesse a vitória do PSD nas legislativas era no mínimo impensável. A questão era sobretudo se José Sócrates renovava ou não a maioria absoluta e quem seria o líder que reconstruiria o PSD após as eleições. Tudo mudou.


 


Hoje é evidente na sociedade que é vital para o país derrubar este governo e com ele, José Sócrates. Nunca na nossa história democrática tivemos um executivo que lidou tão mal com o conceito de liberdade. A censura socialista no caso TVI, condenada de forma unânime por todos os partidos da oposição, foi apenas o culminar de uma evolução da máquina socialista. O padrão construiu-se ao longo de 4 anos. As pressões a jornalistas e os sucessivos ataques do PM à comunicação social, que mais não fez que o seu serviço no caso Independente e Freeport, mostram um PM incomodado e que convive mal com opiniões que não as suas.


 


Os fracassos e os erros abrangeram várias áreas da governação, com particular destaque na educação. Foi este o governo que declarou uma guerra aberta aos professores, que promoveu o facilitismo nos exames de modo a colher estatísticas mais favoráveis, foi este o governo que deu cobertura a personagens como Margarida Moreira e os seus tiques autoritários e que sem ter realizado uma única reforma de fundo no sector da educação, se vangloria de um alegado choque tecnológico na educação através da boa publicidade do computador Magalhães.


 


Este é um PM que fala em ter colocado as contas públicas em ordem com um défice de 7% e uma dívida pública de 80%. Que aumentou a já pesada carga fiscal dos portugueses e que ainda nos fala em investir milhões e milhões em grandes obras públicas sob pena de não sermos “modernos”. É preciso dizer basta. Enough is enough.


 


Face às desastrosas políticas socialistas, a alternativa seria obviamente um PSD forte, ambicioso, agregador e com um programa reformista. Embora tenha simpatia por Manuela Ferreira Leite e tenha o programa do PSD em boa consideração (embora muito longe de perfeito), como eleitor em Lisboa não posso de alguma forma votar naquela lista de deputados. Embora não tenha grande simpatia pelo CDS, admito que é a única alternativa com sentido para mim. Desta forma, para além de votar num partido que tem defendido boas ideias para certas áreas prioritárias, como a segurança e a educação, sempre fico de consciência tranquila que não vou contribuir para que o meu partido, o PSD, ceda às pressões para constituir um governo de bloco central, ajudando a perpetuar este executivo e as políticas nocivas que prometeram derrubar. Porque acima de tudo importa relembrar que a prioridade dia 27 é derrubar José Sócrates.


 


Bruno Gonçalves

22
Set09

A procissão e o adro

Adolfo Mesquita Nunes

É evidente, para qualquer pessoa que não tenha como objectivo imolar José Sócrates, que o caso das suspeitas de Belém não acabou ontem com o afastamento de Fernando Lima, como se todo este caso não durasse há mais de um ano. Só no fim poderemos tirar conclusões acertadas sobre o que aconteceu ou o que moveu os protagonistas deste episódio. Em qualquer um dos casos, o Estado Português sai muito desrespeitado. Não é coisa para festejar.

21
Set09

As mentiras de Marcelo (2)

Adolfo Mesquita Nunes

No mesmo programa da RTP, Marcelo Rebelo de Sousa jurou que o PSD precisava dos votos do CDS para ganhar as eleições. Mas se isto fosse verdade, o PSD não teria ganho as eleições em 2002, já que actualmente as sondagens apontam para cerca de 7% de votantes no CDS, e 8% foi a votação que o partido teve em 2002.


 


O que Marcelo Rebelo de Sousa procura são os votos que permitam esconder a incapacidade de o PSD ir roubar votos ao PS e ao centrão, onde sempre se ganharam e perderam as eleições em Portugal. E quer fazê-lo às custas do partido que mais e melhor fez oposição durante os quatro anos e meio em que o PSD demonstrou o notável sentido de responsabilidade de andar a brincar aos líderes.


 


Se o PSD quer ganhar as eleições, deve esmerar-se pelos votos do centro, que precisam de ser convencidos da mudança. Os votos à direita, convencidos que já estão de que Sócrates tem de sair,  estão bem onde estão.

21
Set09

As mentiras de Marcelo

Adolfo Mesquita Nunes

Ontem à noite na RTP, na sua mista versão de comentador apoiante do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, esquecendo a sua versão Professor de Direito, mentiu aos portugueses assegurando que a Constituição manda que o Presidente da República convide o presidente do partido mais votado para ser Primeiro-Ministro.


 


É mentira, claro que é. Manda a CRP que o Presidente da República nomeie o Primeiro-Ministro, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República, e tendo em conta os resultados eleitorais. Se os resultados eleitorais determinarem uma vitória socialista embora com maioria PSD/CDS, nada imepdirá o Presidente da República de ler nos resultados eleitorais uma incapacidade socialista de gerar uma maioria.

18
Set09

"O Centrão de Portas" (3)

Adolfo Mesquita Nunes

Continuando com a tentativa de Pacheco Pereira convencer as pessoas que é o CDS e não o PSD o aliado natural do PS, importa agora -- porque é de factos que a vida é feita e não de suposições -- dar uma vista de olhos às alegadas cumplicidades parlamentares de CDS e PSD com o PS e o Governo nos últimos quatro anos e meio.


 


Onde está a cumplicidade parlamentar do CDS com o PS quando comparada com a cumplicidade do PSD?


 


VOTAÇÕES NOS PJL DO PS





FAVOR



CONTRA



ABSTENÇÃO



CDS



PSD



CDS



PSD



CDS



PSD



48



57



16



12



11



6




VOTAÇÕES NOS PJR DO PS




FAVOR



CONTRA



ABSTENÇÃO



CDS



PSD



CDS



PSD



CDS



PSD



17



19



5



4



8



7



VOTAÇÕES NOS PPL DO GOVERNO




FAVOR



CONTRA



ABSTENÇÃO



CDS



PSD



CDS



PSD



CDS



PSD



111



141



65



60



77



52



17
Set09

Opções

Adolfo Mesquita Nunes

O Público pergunta hoje, aos vários partidos, quais consideram serem as condições mínimas para ponderar uma baixa de impostos?


 


E à direita do PS as respostas são esclarecedoras. Ou melhor, uma das respostas é esclarecedora porque explica e se compromete, a do CDS, e outra é esclarecedora porque foge a dar uma resposta. Vejamos, com sublinhados meus:


 


CDS


O CDS propõe um novo contrato fiscal que se destina a minorar as origens da falta de competitividade da economia nacional, da dificuldade na captação de capitais estrangeiros e da falta de confiança nas instituições e no funcionamento da administração tributária e assenta num sério compromisso de redução continuada da pressão fiscal sobre as famílias e as empresas, cujas medidas iniciais permitam, no imediato, devolver poder de compra às primeiras e liquidez às segundas. Propomos por isso i) uma reforma do IRS com a redução dos escalões de tributação a um máximo de quatro ii) uma gradual diminuição da taxa efectiva que incide sobre as classes médias iii) um aumento do rendimento disponível das famílias e a mobilidade social iv) uma simplificação da multiplicidade incoerente de excepções, excepções às excepções, deduções e abatimentos v) introdução no IRS do desconto fiscal por filho (quociente familiar). Será faseado, tendo como objectivo atingir um quociente de 0,5 no final da legislatura.


 


PSD: No programa do PSD é assumido um compromisso com os portugueses: não será feito qualquer aumento de impostos. O Governo socialista aumentou todos os impostos, agravando drasticamente o peso do Estado na economia. Assim, as condições mínimas para reduzir os impostos passam pelo combate aos grandes desperdícios nas despesas do Estado e pela suspensão de obras públicas que não sejam prioritárias. Tal como o PSD defende, é necessário um novo modelo económico para o país assente nas exportações e no investimento e onde o principal papel do Estado está na criação de condições ao bom desempenho das PME. É nestas que está a criação de emprego e é também nas PME que está uma das principais fontes de receita fiscal do Estado. O sucesso destas políticas levará à redução da despesa do Estado e a um maior crescimento económico. Com menos despesa pública e menos desemprego é possível descer os impostos sem pôr em causa o financiamento dos apoios sociais.

16
Set09

Está bonito isto, está

Adolfo Mesquita Nunes
16
Set09

TGV

Adolfo Mesquita Nunes

Uma campanha eleitoral que vive, desde há dias, em torno de algo que a esmagadora maioria dos portugueses não vai usar e sobre a qual não tem qualquer interesse em opinar é algo que não pode deixar de nos espantar.

16
Set09

"O Centrão de Portas" (2)

Adolfo Mesquita Nunes

Para apelar ao voto útil e para acusar o CDS de amiguismo com o PS, Pacheco Pereira tem de fingir que não conhece os quatro anos e meio de oposição do PSD, sobretudo quando comparados com os quatro anos e meio de oposição do CDS.


 


Só fingindo não conhecer o que foram estes anos pode tentar esconder o braço dado do PSD ao PS no Tratado Europeu, no Pacto da Justiça, nas leis penais e da imigração ou na tentativa de revisão da lei autárquica. E só fingindo não conhecer pode esconder as pretensões conjuntas dos dois partidos de alteração do sistema eleitoral para um sistema que, ora bem, procura bipolarizar o parlamento.


 


Só fingindo não conhecer o que foram estes anos pode tentar esconder que enquanto o PSD se entretinha nas questões internas e vivia para elas, o CDS, também ele envolvido em questões internas note-se, liderava a oposição à direita. Basta comparar a produção parlamentar dos 11 deputados do CDS com os 75 do PSD.


 


Neste caso, ao contrário do que diz Pacheco Pereira, é o PSD que quer ficar com o proveito da oposição feita pelo CDS.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Contacto

ruadireitablog [at] gmail.com

Arquivo

  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2010
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2009
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D