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Arquivo Rua Direita

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31
Jul09

Quem Tudo Quer, Tudo Perde

João Ferreira Rebelo

Ler o Programa de Governo do Partido Socialista é uma tarefa deveras deprimente.


 


Alguém devia explicar aos Senhores Socialistas que em política têm de se fazer escolhas. É necessário definir prioridades e, a meu ver, essas prioridades são bastante claras (economia, educação, saúde e justiça).


 


Num cenário como o que assistimos em Portugal, como pode o PS querer tudo? Espero bem que neste caso em particular o velho ditado, “quem tudo quer, tudo perde”, tenha aplicação prática…


 

30
Jul09

Aposto que no Uganda também (menos modernizar Portugal)

Rua Direita
30
Jul09

Criar Condições para o Crescimento II

Tomás Belchior

Qualquer governo verdadeiramente interessado em fazer o país crescer devia fazer uma coisa muito simples: sair da frente. Criar condições para a inovação significa tomar medidas a montante desta, não a jusante. Significa garantir direitos de propriedade e o primado da lei, significa implementar políticas macroeconómicas que visem a estabilidade, significa assegurar mercados concorrenciais, significa abrir o país ao comércio e ao investimento externo, significa desenvolver uma cultura de empreendedorismo. Em qualquer um destes domínios há muito por fazer em Portugal.  O resto, como diz o Adolfo, é apenas estatismo. A inovação, quando e se acontecer, não aterrará de avião em Alcochete, nem chegará pela rede europeia de alta velocidade. Nas palavras imortais do Gill Scott-Heron, the revolution will not be televised.


 


Relacionado: Criar Condições para o Crescimento

30
Jul09

Criar Condições para o Crescimento

Tomás Belchior

 (imagem daqui)

 

O novo programa do PS é um panfleto a um certo consenso quanto à necessidade dos governos "criarem condições". Mas o que significa exactamente "criar condições"?

A base de qualquer política pública devia ser o crescimento. Sem dinheiro não se faz nada. Logo, as únicas condições que os governos deviam criar seriam precisamente as que permitem ao país crescer. O problema do crescimento é a sua natureza esquiva. Todos os factores que tradicionalmente se julgam suficientes para o seu aparecimento são falíveis (ex: infra-estruturas) ou pura e simplesmente não chegam para o garantir (ex: educação). A única base sustentável para o crescimento é a inovação.

No entanto, a inovação coloca um problema aos políticos que pretendem "modernizar o país" criando as tais condições para o seu desenvolvimento. A inovação é, por definição, imprevisível. Não se pode planear. Não se podendo planear, estar a projectar investimentos públicos a contar com a sua descida à Terra, sem saber quando esta vai acontecer, nem em que moldes, é um discurso que entra no domínio da burla. Isto não é progressismo, é um tiro na água.

30
Jul09

Promessas

Rui Castro

Não sei se já repararam, mas o PS apresenta-se ao eleitorado como se nos últimos 4 anos tivesse estado na oposição. Ainda me lembro do primeiro-ministro, logo após a vitória nas eleições de 2005, afirmar que o seu governo seria diferente e que não passaria o tempo todo a acusar os seus adversários por erros do passado. Está visto que se esqueceu. Deve ser da crise.

29
Jul09

Agora é que é

Rua Direita

Tradicionalmente, um primeiro-ministro que vai a votos tem como programa de governo continuar a obra, e como testemunha abonatória a obra feita. Este governo, todos os dias faz uma promessa para os próximos 4 anos. Como se nunca tivesse governado, como se tudo começasse do zero a partir de Setembro. Não se trata de mais Simplex, o que querem são Novas Oportunidades. O que equivale a assumir o falhanço.   

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