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Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

18
Ago09

A Vida é feita de Escolhas

Carlos Martins

E a política é a concretização dessas escolhas.


 


Para tudo há um trade off.


 


Manter emprego vs manter salários


 


Manter funcionários públicos vs não subir impostos


 


Aumentar despesas sociais vs criar condições de investimento


 


Aumentar impostos indiscriminadamente vs incentivar crescimento da economia


 


Manter status quo dos boys vs Ganhos de eficiência via diminuição de burocracia e corrupção


 


por fim...


 


Manter voto no "Centrão" e deixar tudo na mesma vs arriscar votar em quem tem realmente ideias diferentes e não está comprometido.

14
Ago09

Energia Renovável e o Défice Externo (2)

Tomás Belchior

No Simplex acharam risível a minha comparação das políticas que visam "reduzir a nossa dependência energética" com a ideia de autarcia que era muito apreciada por uma série de regimes pouco recomendáveis. O que vale é que essa escola de pensamento produziu outros exemplos históricos que servem para ilustrar o efeito desta forma de reduzir o nosso défice externo. Um desses exemplos até tinha um nome apropriado: política de substituição das importações.


 


Mais uma vez, tal como o conceito de autarcia, a substituição de importações foi uma ideia peregrina que esteve muito em voga no século passado em sítios que hoje em dia são um exemplo para qualquer país que se queira desenvolver como, por exemplo, a América Latina e África.



Estas políticas supostamente tinham dois grandes objectivos: desenvolver a indústria local de modo a que não ficassem dependentes das exportações de matérias-primas e impedir que a concorrência de bens importados impedisse o processo de aprendizagem necessário a esse desenvolvimento local. Ou seja, numa palavra, proteccionismo. É assim que o Eng.º Sócrates quer reduzir o nosso défice externo. 


 

13
Ago09

Energia Renovável e o Défice Externo

Tomás Belchior

A propósito dos meus posts sobre a independência energética fui mimoseado no Simplex com um paternalismo que considero tocante mas que, como resposta, é pobrezinho. Além do paternalismo, responderam-me com o défice externo. A tese parece ser a  de que temos uma conta para pagar ao estrangeiro e essa conta é culpa da importação de energia, logo, precisamos de produzir energia localmente. Vamos então olhar para a questão do défice externo.



O défice externo existe porque a economia portuguesa não é competitiva, logo, para reduzir o défice externo é preciso tornar a economia competitiva. Isto é óbvio. O que não é óbvio é que a produção de energia renovável seja competitiva, muito menos sem subsídios públicos. Ou seja, o governo resolveu investir directamente o dinheiro dos nossos impostos num sector específico da economia e vai forçá-lo a ser competitivo. Como? Com mais dinheiro dos nossos impostos. Porquê? Porque isso é progresso.


 

13
Ago09

O Paradoxo dos Subsídios Energéticos

Tomás Belchior

Partindo do princípio (discutível) de que os impostos deviam servir fins políticos e não apenas para angariar fundos injustificadamente, a fiscalidade portuguesa relacionada com o ambiente é outro exemplo da propaganda do Eng.º Sócrates.



Uma das razões que têm impedido a adopção generalizada das energias renováveis é a sua relativa ineficiência. Ou seja, comparativamente com as energias "sujas", as energias "limpas" são caras. Aqui entram os subsídios à produção e ao consumo de energia "limpa" que deviam baixar artificialmente o preço relativo dessas mesmas energias e facilitar a sua propagação. Até aqui estamos no domínio das opções políticas. Concordando-se ou não com a transferência pela via fiscal de dinheiro dos contribuintes para as empresas do sector energético "limpo" e com as políticas de controlo de preços por parte do Estado, pelo menos estamos no domínio da coerência.



O que já não é coerente é, simultaneamente com os subsídios "limpos", estarmos a subsidiar igualmente a energia "suja" através da figura caricata do défice tarifário. Para que serve um défice tarifário? Para baixar artificialmente o preço ao consumidor, diluindo no tempo (ou seja, em impostos) o verdadeiro custo da energia. Do que me lembro da lei da oferta e da procura, se tudo o resto se mantiver constante, para reduzir a procura de um determinado bem, basta aumentar o seu preço. No entanto, em Portugal parece que, das duas uma, ou a lei da oferta e da procura não se aplica, ou o governo não está verdadeiramente interessado em diminuir a procura de energia "suja" e  o custo relativo das energias renováveis.


 

13
Ago09

O Mito da Independência Energética (3)

Tomás Belchior

Ainda sobre este tema, foi publicado no final de 2008 um livro chamado "Sustainable Energy - Without the Hot Air" que vale a pena ser lido. Escrito por um professor de física da Universidade de Cambridge, o livro analisa a independência energética de um ponto de vista original: os limites físicos e técnicos das tecnologias existentes.


 


Partindo do simples pressuposto de que, para um país se tornar independente em termos de energia o seu consumo tem de ser igual à sua produção, o autor analisa a viabilidade física (sem considerar custos) desse propósito. A conclusão a que chega, no caso Europeu, é esta: "Let’s be realistic. Just like Britain, Europe can’t live on its own renewables. So if the aim is to get off fossil fuels, Europe needs nuclear power, or solar power in other people’s deserts, or both."


 


Ou seja, com a tecnologia actual, a independência energética é impossível. Isto significa que , também neste campo, o esforço devia ser dirigido para a inovação, uma área em que os governos manifestamente não têm qualificações para actuar.


 

13
Ago09

O Mito da Independência Energética (2)

Tomás Belchior

Se a ideia de independência energética fizesse sentido, levar-nos-ia bem mais longe do que as energias renováveis. Com base na mesma argumentação, teríamos de lutar pela independência alimentar, pela independência têxtil ou até pela independência automóvel porque, como a história nos ensinou, os alemães e os japoneses não são de fiar.


 

13
Ago09

O Mito da Independência Energética

Tomás Belchior

Entre os múltiplos chavões que justificam a unanimidade à volta do papel do governo nas energias renováveis é a ideia de que é importante sermos independentes em termos de energia. Subjacente a este argumento estão duas linhas de pensamento: uma corrente nacionalista e uma certa ideia antiglobalização disfarçada de preocupação com a segurança nacional.



A corrente nacionalista baseia-se no reanimar da ideia de autarcia, essa sim "herdeira de uma certo espírito do salazarismo". É um conceito que fez furor em múltiplos regimes fascistas e autocráticos, que por cá ficou gravada para a posteridade na tirada  do "orgulhosamente sós". Lutar para ter um país auto-suficiente até pode parecer um objectivo louvável só que tem o pequeno problema de nos condenar à miséria.



A preocupação com a segurança nacional advém do facto de supostamente não se poder confiar nos regimes que neste momento nos fornecem energia. Basta olhar para o cenário no Médio-Oriente ou para a Rússia para arrumar a discussão. No entanto, esta argumentação parece ignorar o facto do comércio internacional ser uma relação de soma positiva. Por incrível que pareça, ambas as partes, compradores e vendedores de energia, ganham com a transacção. Deixar de fornecer gás natural seria tão mau para a Europa como para a Rússia e é precisamente por essa razão que esse dia nunca chegará.

12
Ago09

O Futuro Verde do Eng.º Sócrates

Tomás Belchior

Portugal está à frente nas energias renováveis, é isto que o PS anda a vender-nos agora. O discurso ambiental, uma das grandes bandeiras do actual governo, marca oficialmente o regresso da lógica parola do "bom aluno". Enquanto o mundo anda a fazer contas sérias no debate sobre a redução da emissões de carbono, nós por cá discutimos metas de produção.



De fora da discussão ficam, entre outras coisas, os custos dos subsídios à produção das energias renováveis, os custos económicos dos preços mais altos da energia renovável que vai passar a representar "60% do consumo de electricidade em 2020" e o absurdo das políticas fiscais que se praticam em Portugal no domínio da energia. Tudo isto é babugem quando confrontado com a "modernidade", com o "optimismo", com "ganhos futuros intangíveis".



Por incrível que pareça a sustentabilidade devia ter prioridades: primeiro a humanidade, depois o planeta. É certo que as duas estão intimamente ligadas mas a segunda só faz sentido por causa da primeira. O Eng.º Sócrates chama a isto "uma atitude paralisante, herdeira de um certo espírito do salazarismo", eu prefiro chamar-lhe decência.


 

11
Ago09

3 anos em queda? Já chega!

Manuel Salema Garção

Natalidade atingiu nível mais baixo desde 1995. No ano passado nasceram apenas 109 266 bebés em Portugal - o número mais baixo desde 1995. Pelo terceiro ano consecutivo, houve uma queda na taxa de natalidade.


 


1º - Serão os 200 euros a 18 anos numa conta poupança que vão melhorar a situação nos próximos anos?


 


2º - Não começa a situação a ficar bastante delicada?


 


3º - Hoje precisamente às 9.45 da manhã nasceu o meu quinto sobrinho… pergunto que tipo de ajuda vão ter os pais?


 


4º - A Rosarinho, já com quase duas horas de vida pergunta: “a que tenho eu direito por nascer com orgulho em Portugal Sr. Ministro? é uma alegria para os meus pais ou sou mais um aperto financeiro onde o estado não intervém?”


 


5º - Será este mais um troféu do Governo durante o seu mandato?


 


6º - Volto à velha questão do aborto, se há ajudas para se fazer um aborto, 830 € e 1.074 €, então e os pais que querem ver os seus filhos crescer, podem contar com esse mesmo valor num curto espaço de tempo?


 


Mais uma vez é ficar à espera que o Governo Socialista venha ao parlamento justificar esta situação culpabilizando a crise que se agrava em todo o mundo… Fico à espera de mais uma resposta, espero que desta vez… convincente! Eu não preciso de resposta, aquilo que tenho visto já fala por si... votar à esquerda é votar em branco no futuro das nossas crianças! Sou a favor de uma Democracia livre onde dá a oportunidade a quem vive e a quem quer viver!

10
Ago09

Os Limites da Crítica ao Populismo do CDS (2)

Tomás Belchior

Se há crítica que eu faço ao discurso do CDS, não é tanto ao seu conteúdo, mas à sua falta de ambição. É um discurso que, na minha opinião, comete o erro táctico de tentar manter uma base de apoio cada vez mais diminuta quando devia ir à procura dos que foram esquecidos pelo socialismo. Se o objectivo é realmente moralizar a maneira como as políticas públicas tratam as pessoas, o discurso do CDS devia focar-se, por exemplo, na  Lei do Arrendamento ou no Código do Trabalho, áreas em que o facilitismo do discurso de esquerda impede há demasiado tempo que "Portugal avance".



Deixando o Código do Trabalho para outra altura, no caso do arrendamento o CDS devia defender muito simplesmente ou que o Estado exproprie de facto os proprietários (já que o fez na prática há décadas), pagando-lhes o valor de mercado dos seus imóveis, ou que liberalize totalmente os contratos de arrendamento anteriores a 1990, sem outras restrições para além das que estão na lei que se aplica aos contratos novos, e ajude as pessoas que eventualmente não possam suportar as novas rendas. Este sim é um subsistema que devia acabar de uma vez por todas. Isto sim seria moralizar.


 

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