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Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

30
Jul09

Duas formas de encarar a natalidade

Adolfo Mesquita Nunes

O CDS quererá mais, mas, aparentemente, não quer diferente do que é feito pelo Governo PS, diz o João Galamba no Simplex a propósito das políticas de incentivo à natalidade. Mas a verdade é que o próprio post do João contém as pistas que contradizem essa conclusão.


 

É que não basta descartar, por eleitoralista, a proposta apresentada pelo PS de dar 200 euros por cada rebento como faz o João. Na verdade, a atribuição dos 200 euros configura uma forma socialista (e é natural que assim seja, já que o partido é socialista) de encarar as soluções para o problema da natalidade. E isso não é um pequeno pormenor que possa ser arrumado na gaveta das medidas eleitoralistas. É eleitoralista sim. E é socialista também.

 

Esta diferença de concepções oferece duas alternativas distintas. De um lado, as medidas de apoio directo à natalidade como veículo privilegiado de acção, que é o lado socialista. De outro, eliminação de todas as discriminações negativas que afectam a família e que a impedem de, em liberdade, escolher ter um filho ou não, que é o nosso lado. E que por isso nos oferecem diferentes concepções do que deve ser a intervenção estadual neste campo. E aí estamos em lugar distinto do lugar do PS.

 

Nesta Rua mora uma verdadeira alternativa à forma socialista de encarar esta questão, com que pode ou não concordar-se. Mas nenhum dos autores da Rua Direita parece interessado em inscrever-se num qualquer bloco central em que discursos diferentes servem para dizer a mesma coisa. E quando concordamos com o PS, dizemos sem complexos.
30
Jul09

Estudos de Tráfego

Adolfo Mesquita Nunes

Como ontem se percebeu, o Rua Direita dedicou parte da sua atenção à proposta do PS de oferecer 200 euros em conta poupança por cada nascimento; dinheiro que só poderá ser levantado quando a criança tiver 18 anos.


 


A proposta foi devidamente analisada e criticada mas foram igualmente apresentadas alternativas políticas para o problema da natalidade, sempre com o contributo dos vários comentadores do Rua Direita, a quem agradecemos. O que não se fez, nem por aqui morará, foi bota-abaixo.


 


Os posts e as discussão nos comentários, que continua e deve continuar, passaram para a secção de Estudos de Tráfego, na barra lateral de links, para que possa estar sempre acessível e onde serão acrescentados todos os futuros posts sobre este assunto. É o primeiro dos temas a que dedicámos especial atenção. Outros se juntarão em breve.  

30
Jul09

Ainda a propósito dos 200 euros por rebento

Diogo Duarte Campos

Como já aqui foi largamente demonstrado, a proposta anunciada pelo PS é, pura e simplesmente ridícula.


 


Na verdade, não haverá uma alma que se sinta motivada a ter um (ou mais um) filho por causa de uns insignificantes 200 euros a 18 anos de distância: ou seja, a medida é, desde logo, ineficiente, porquanto não tem - nunca poderá ter - o efeito social desejado.


 


Assim sendo, passará não a ser uma medida social, mas simplesmente despesa.


 


Despesa sem qualquer sentido mas que, uma vez contraída, dificilmente poderia ser cortada.


 


Mas podia não ser assim.


 


A atribuição de vantagens financeiras, como aqui já se deixou sublinhado e o CDS consistentemente vem defendendo, não será sequer o principal meio de incentivo à natalidade.


 


Na verdade, porventura mais importante, será, por exemplo, a rigidez do mercado de trabalho e a paupérrima cobertura de creches.


 


Sem prejuízo, admite-se que também as vantagens económicas constituam um incentivo a ter em consideração.


 


Mas, para que assim seja, é imperioso que aquelas se vejam, tenham significado económico, ao contrário dos “desprezíveis” 200 euros a 18 anos.


 


Assim, a proposta apresentada, caso previsse um montante razoável (por exemplo 5.000 euros) poderia ser apenas parcial, mal estudada, ad-hoc ou mal estruturada, mas não seria ridícula.


 


Porém, para que o Estado pudesse contribuir com 5.000 euros, ao contrário dos propostos 200 euros, seria necessário quebrar com o espartilho do princípio da igualdade.


 


Este sim é o verdadeiro problema das prestações sociais: como por meras razões ideológicas a prestação seria atribuída a toda a gente, naturalmente apenas caberia uma migalha a cada um.


 


Se, pelo contrário, o Estado não tivesse medo da diferença seguramente conseguiria incentivar, assim, só conseguirá gastar.


 


Esta é diferença fundamental que nos separa dos que estão à nossa esquerda.

29
Jul09

Mealheiro Rosa

Adolfo Mesquita Nunes
29
Jul09

Um pequeno chocolate para acompanhar o café...

Manuel Salema Garção

Foi com grande surpresa, que recebi a boa nova dos 200€ em conta poupança por cada nascimento, para incentivar a taxa de natalidade em Portugal. Sinceramente, e para muitas famílias, é sem dúvida um excelente incentivo, ou… não será mais que um agradável incentivo.


 


Peguei nestes 200€ “oferecidos” pelo estado e para poupar ainda mais, “fui às compras” a uma grande superfície comercial, até porque com “tanto novo emprego”, convém mesmo não gastar mais que aquilo que podemos… ora aqui vai uma simulação das minhas modestas compras:


 


Leite em Pó 900g (4 unidades) = 67.16 €


 


Biberão (2 unidades) = 6.98 €


 


Chupetas de Borracha (3 unidades) = 8.97 €


 


Anéis de Dentição (1 unidade) = 4.99 €


 


Fraldas Primeiros meses ( 4 unidades) = 49.46 €


 


Toalhitas (Pack 3 unidade) = 3.99 €


 


Gel de Banho (2 unidades) = 8.38 €


 


TOTAL = 149.93 €


 


Fantástico, não é? Assim, até me sobra 50 € para as compras do mês que vem! Provavelmente com vacinas, consultas de pediatria e outros pequenos gastos essenciais, os 200€ não seriam mais que um “um pequeno chocolate para acompanhar o café”.


 


Mas, como nem tudo é mau, as famílias poderão ficar ainda mais descansadas, tudo porque este dinheiro só pode ser levantado quando a criança completar os 18 anos…


 


Sinceramente, vejam isto como um investimento que valerá então 500€, provavelmente 100€ na moeda corrente, ou seja metade das compras que eu fiz não podem ser feitas no futuro, assim sendo e com sorte compro umas fraldas e pouco mais.


 


Como o “meu filho” nessa altura já fará a barba e dedica-se ao desporto, talvez com esses 500€ lhe possa oferecer aquela pequena máquina de barbear que ele sempre quis e aí vou cair em mim e agradecer ao actual governo o momento feliz que lhe proporcionou.


 


Um Governo, Socialista e vizinho, para não fazer figuras como esta, oferece um incentivo na ordem dos 2500€.


 


Eu pergunto-me: “o povo papa estes barretes?”


 


Mais uma vez, não aprovo campanhas repletas de ilusionismo como esta!

29
Jul09

A realidade do apoio à natalidade

Rua Direita

Vejamos de que forma é que o governo faz corresponder o seu esforço financeiro, com as matérias que acha importantes.


 


 


 


Custo de cada aborto para o estado, de acordo com a tabela do SNS: entre 830 € e 1.074 € (imediatos).


Incentivo para ter um bébé: 200 euros (e daqui a 18 anos).


 


Conclusão: o estado investe mais do nosso dinheiro a financiar abortos, do que no incentivo a ter bébés nascidos e vivos.


 


Tudo isto se encaixa. Socialismo no seu melhor.


 


Portugal tem de mudar!


 

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