Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Tomás Belchior

Ainda sobre este tema, foi publicado no final de 2008 um livro chamado "Sustainable Energy - Without the Hot Air" que vale a pena ser lido. Escrito por um professor de física da Universidade de Cambridge, o livro analisa a independência energética de um ponto de vista original: os limites físicos e técnicos das tecnologias existentes.


 


Partindo do simples pressuposto de que, para um país se tornar independente em termos de energia o seu consumo tem de ser igual à sua produção, o autor analisa a viabilidade física (sem considerar custos) desse propósito. A conclusão a que chega, no caso Europeu, é esta: "Let’s be realistic. Just like Britain, Europe can’t live on its own renewables. So if the aim is to get off fossil fuels, Europe needs nuclear power, or solar power in other people’s deserts, or both."


 


Ou seja, com a tecnologia actual, a independência energética é impossível. Isto significa que , também neste campo, o esforço devia ser dirigido para a inovação, uma área em que os governos manifestamente não têm qualificações para actuar.


 


Publicado em 13/8/09 às 12:30
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24 Comentários:
De AntonioCostaAmaral (AA) a 13 de Agosto de 2009 às 14:29
Não seria melhor levantar barreiras à inovação?


De Tomás Belchior a 13 de Agosto de 2009 às 14:47
Exactamente. Quando digo o esforço digo o esforço privado. O governo com os seus esforços dirigistas faz mais para atrasar o que é essencial (a inovação) do que outra coisa.


De AntonioCostaAmaral (AA) a 13 de Agosto de 2009 às 16:10
Quero só acrescentar que as universidades bem podiam ajudar nesse esforço, mas a sua independência económica garantida pelo Estado é quase um garante que não precisam de sujar as mãos com investigação relevante para o mundo exterior....


De Tomás Belchior a 13 de Agosto de 2009 às 16:30
Exactamente. A questão do financiamento das universidades também era outras das questões que merecia ser debatida.


De Bernardo Campos Pereira a 13 de Agosto de 2009 às 14:53
Conforme esta tese, e parece ter bom fundamento, a independência energética não é possível ou viável para Portugal. Não obstante, o caminho da autonomia energética parcial dos edifícios e dos transportes em modo suave (peões e bicicletas), conseguida através do "mix" de fontes, autoprodução nos edifícios e um plano energético nacional parece-me necessário para o país. No caso concreto dos edifícios , que consomem mais o menos 1/3 da energia disponível há maneira de reduzir muito o consumo, e aí o papel do Estado será mais de dar o exemplo e fiscalizar (ser útil) do que tomar as rédeas de sectores inteiros da economia relacionados com as renováveis (à PS).
No caso dos transportes, também será através do papel incentivador e criador de bases para que as autarquias implementem planos directores, planos pormenor e planos de mobilidade integrados. Neste aspecto o Estado deverá tomar a iniciativa e pouco fez nesta ultima legislatura; Que eu saiba nem há um plano de sustentabilidade energática.


De Tomás Belchior a 13 de Agosto de 2009 às 16:06
Ou seja, por um lado devia haver uma diversificação de fontes de energia, quando isso fizer sentido e por outro devia haver uma verdadeira vontade política de reduzir o consumo de energia (que passaria muito pelo aumento do preço da electricidade). O problema é que isso também implica custos políticos e o governo não está preparado para os suportar.


De AntonioCostaAmaral (AA) a 13 de Agosto de 2009 às 16:08
Bernardo,

É tudo muito bonito mas os princípios não mudam. No caso de edifício, e ao longo da vida útil do edifício, se é mais caro construir com "eficiência energética" ou instalar e operar mecanismos de suficiência energética, do que comprar fora, então as boas vontades produzem um opção económica errada e destruidora de valor.


Ora, o Estado não tem qualquer papel na promoção da deseducação económica ou na destruição de valor económico. Nem tão pouco na fiscalização desse processo (ou seja, nem promovendo, nem impedido que os promotores façam más escolhas). De resto, até parece que a eficiência energética dos edifícios tem algo de científico. A não ser alguns investigadores, professores e reguladores, não há quem não ache o RCCTE uma fraude intelectual.


Quanto aos transportes, também os princípios não mudam. Porquê promover bicicletas se é mais rápido, confortável, seguro e económico viajar de carro? Só por preconceito anti-burguês. 


A malta do desenvolvimento regional e urbano bem se empenha em planear centralmente os usos e a paisagem, mas décadas dessa engenharia falharam e continuarão a falhar porque... é socialismo. Sobre este tema recomendo a intervenção de Randal O'Toole na Cato University (desculpem a trollice, está no AADF <A HREF=http://aartedafuga.blogspot.com/2009/08/randal-otoole-assaults-myths-of.html>aqui</A>)


De Bernardo Campos Pereira a 14 de Agosto de 2009 às 10:29
Caro António,

(Estou no estrangeiro -de férias- e com um teclado sem todos os nossos acentos...)
Apanhas aí uma série de pontos que considero discutíveis, como por exemplo em relaçao ao RCCTE, que baseia-se em directivas Europeias e pretende melhorar o desempenho térmico dos nossos edifícios, ou em realçao aos pontos que levantas (e discordo) sobre o urbanismo.

Especificamente em relaçao ao automóvel, a alternativa da bicicleta nao é uma opçao anti-burguesa ou de esquerda. E nao posso concordar que o automóvel seja mais seguro ou mais rápido do que a bicicleta.
Considerando distâncias inferiores a 5kms dentro das cidades a bicicleta é mais rápida do que o automóvel, transporta-te porta a porta, exige um menor investimento em infra-estruturas dispendiosas para o carro, e ocupa muito menos espaço de estrada (aprox. 30 vezes em andamento a 50km/h) e de estacionamento (9 vezes menos). (ver A Green Vitruvius, ed. Comissao Europeia e Ordem dos Arquitectos, 2002) entre outros estudos, como da Sustrans, Reino Unido. Estou fora, mas posso fundamentar melhor quando voltar.
Em relaçao a segurança, zonas urbanas com maior uso de bicicleta como meio de transporte sao sempre mais seguras do que zonas urbanas baseadas no transporte automóvel. Neste ponto há vários ensaios, para começar sugeria o Bicycle Transportation, de John Forester. Empíricamente, compara a segurança rodoviária em Lisboa (onde a percentagem de mobilidade por bicicleta é das mais baixas da Europa) e outros locais onde o uso da bicicleta está bem implementado (incluindo as diversas cidades do centro e Norte da Europa, mas também Barcelona, Pamplona, Saragoça, para mencionar algumas aqui ao lado, e com relevo topográfico).
Esta questao nao é de esquerda ou direita, é preciso os dois pés para pedalar.


De AntonioCostaAmaral (AA) a 14 de Agosto de 2009 às 11:35
Olá Bernardo,


Suponho que nunca tenhas feito nenhumas contas pelo RCCTE? :)


E andas a bater no homem-de-palha. Repara que eu não digo que não é mais caro construir racionalmente, digo que _se_ é mais caro, considerando a vida útil do edifício, então é uma opção estúpida. Claro que é um truísmo, mas muita gente insiste nessa tecla.


Construir com a última tecnologia <em>porque sim</em. Ou, como diz o Tomás, "contribuir para a independência energética". É irracional não usar os melhores recursos à mão.


Pelo contrário, se eu como cliente e tu como promotor me mostras contas em que acredito e que dizem que vou poupar dinheiro, obrigado e dividimos o que se sobra.


Quanto às questões de mobilidade, reparo que na tua análise <em>ceteris paribus</em> não cobriste dois aspectos técnicos que mencionei:
- conforto
- distância


Quando as pessoas usam o carro, ponderam vários aspectos, não só aqueles que convêm aos planeadores centrais das urbes e dos campos :)


Dado que estamos a falar de política pública, e num blogue supostamente "de direita", suponho que não seja absurdo discutir como retirar o Estado das opções económicas das pessoas, mesmo no campo do urbanismo?


Ou mantemos a mentalidade que alguns sabem melhor que outros como os outros devem viver, e a prática estalinista de planear tudo com décadas de antecedência, e garantir que a inovação não estraga o glorioso plano? :)


De Bernardo Campos Pereira a 14 de Agosto de 2009 às 16:20
António, a respeito da tua pergunta: "Suponho que nunca tenhas feito nenhumas contas pelo RCCTE ?"
Faço com os projectos que desenvolvo, podes ver o comentário com as contas feitas de modo simplificado para efeitos de ilustração ; Verás que bem feitas as coisas, compensa.

Em relação à mobilidade os dois aspectos que apesentas são válidos (conforto e distância), mas terás que olhar para as causas.

Conforto: Contrariar cidades desenvolvidas para o automóvel não é o que se fáz agora, com alguns PDMs mal projectados que impoem larguras de faixas excessivas, excesso de espaço de estacionamento e consequentemente avultados investimentos públicos e privados para uso do carro. O estado e algumas autarquias não estão a ser intervencionistas aqui? Até este código de estrada do PS apresenta algumas propostas muito dúvidosas...

O actual sistema de mobilidade, e muito de acordo com as tendencias do engº Socrates não nos deixa alternativa viável de mobilidade, como a bicicleta, ou o transporte público dentro das cidades (não necessáriamente uma opção de esquerda - veja-se exemplos actuais como Toronto, Montreal, S. Francisco, Londres, Nova Iorque, Roma e as cidades espanholas que mencionei antes - Pamplona e Saragoça governadas pela direita). O carro deve ser uma opção, não uma imposição quer nos impostos que pagamos para manter a brutal infra-estrutura que requerem, quer nas opçoes urbanas de onde vivemos. Aqui o governo do eng.º Socrates tem falhado redondamente

Distancia: Já referi que até 5kms a bicicleta é mais rápida para transporte e até 8kms é competitiva, evitando investimentos públicos em transportes pesados. Quando grandes fatias do orçamento público são investidas unicamente para o acomodar o automóvel, elementos geradores de transito (p.ex. auto-estradas para as zonas periféricas das grandes cidades) as pessoas dispersam-se dos centros, a cidade fica "difusa" como as áreas metropolitanas de Lisboa ou do Porto, mas também o Algarve; nestes casos acabamos por ficar sem alternativas ao automóvel porque ocupamos maiores áreas do território e a habitação é mais barata na periferia. É um circulo vicioso que promove maior dependência no carro, com todos os problemas que isto tras (insegurança, desperdício de energia, de território, etc.). Mais uma vez, esta é a política do eng.º Socrates, onde o estado fica o nosso garante da mobilidade através das estradas pagas com os nossos impostos. Qual é a política mais à "direita"?

Nestes aspectos um dos problemas actuais em Portugal é que não se opta por alternativas de mobilidade, e mais de 40 mil milhoes de euros em mais auto-estradas (já querem uma 3ª para o Lx-Porto) e a linha TGV para Madrid, não ajudam na resolução do problema. Aumentam a dívida do estado e os impostos do contribuinte.
As alternativas de transporte, e as alternativas energéticas (especialmente as autonomas, como são a bicicleta e a auto-produçao energética nos edifícios) libertam-nos da dependencia de um Estado que está a gastar demasiado em infra-estruturas pesadas. Com as políticas do eng.º Socrates, o Estado não está a ser útil e não está a apontar caminhos, está a intervir mal e cegamente.

Um plano energético integrado pode ser um bom começo, com o Estado a apontar possíveis caminhos sem ser directamente interventivo.


De AntónioCostaAmaral (AA) a 22 de Agosto de 2009 às 10:55
Olá Bernardo, desculpa pela demora (férias) e desde já desculpas pela linha argumentativa que eu estava a tomar, que era muito reles.


Como arquitecto suponho que não tenhas os conhecimentos de termodinâmica, do comportamento térmico dos materiais, modelação matemática e da teoria e prática da experimentação que te permitem avaliar a qualidade do RCCTE.


Isto não quer dizer que eu esteja certo por saber do que falo, que falar barato é muito fácil, é que há que ter uma atitude céptica. Malta conscienciosa regra geral sabe que nestas coisas é trash-in-trash-out, mas faz parte da natureza humana descontar o facto das ferramentas por si só transformarem dados legítimos em lixo. [um pouco como a "ciência" do aquecimento global]


Se eu estiver errado, diz, que eu mantenho a minha tese que aquilo é uma fraude intelectual, desenhada [ou o resultado foi o mesmo] para enganar muito boa gente a julgar que aquele emaranhado indigesto de contas representa alguma coisa que não seja uma ficção vagamente relacionada com a realidade.


Aliás, um dos meus primeiros trabalhos foi aplicar o regulamento à minha própria casa, comparar como comparava com a realidade, tentando recalibrar, etc. Nem mesmo com hindsight aquilo modela algo parecido com a complexidade real.


Dito isto, se eu tivesse de fazer uma casa para mim, seguramente não utilizaria aquilo. Se isto é presunção, imagina que um médico te recomenda um tratamento regulamentar e depois diz "para mim? nem morto!" :)


Abraço!


De AntónioCostaAmaral (AA) a 22 de Agosto de 2009 às 11:12
Olá Bernardo,


Quando perguntas "qual é a política mais à direita" não é difícil responder "não é essa".


De resto, lá porque alguns governos locais são nominalmente "de direita" não quer dizer que não dêem hosanas aos preceitos esquerdistas - que dominam a disciplina do _Planeamento_ Regional e Urbano.


[o meu prof era um dos gurus do Bloco de Esquerda, contribuiu para a minha aversão à falta de escrúpulo e arrogância com que os planeadores entendem que as pessoas devem viver]


Para já a coisa não se põe a nível de "eficiência energética". Se isso existe, é algo que cada agregado familiar tem de aferir de acordo com as suas preferências e possibilidades - e não gerido ou planeado centralmente.


Princípio básico, os custos devem recair sobre os utilizadores. Quem quer viver para o subúrbio tem de pagar a estrada ou a ponte. Analogamente, não tem de pagar para a exuberância da cidade. Uma política urbanística de direita tem de defender a descentralização administrativa e fiscal numa perspectiva de subsidiariedade.


Uma política de direita tentará ao máximo não hipotecar as hipóteses das gerações futuras - por exemplo com meios de transporte que exijam vias ou infra-estruturas dedicadas. Isto vale para os megaaeroportos como para o mass-transit ferroviário (o santo graal do socialismo urbanístico, muito gostam eles de arrebanhar gente para o bem da sociedade).


A nível urbano, e já que referes as bicicletas, os princípios são os mesmo.


Vivi dois anos em Barcelona, ainda tenho o meu cartão bicing, e posso dizer-te que aquilo seria um fracasso se as bicicletas só ficassem pelas ciclovias. O last mile não estaria lá. Aquilo funciona porque vão pelas ciclovias, a meio da estrada e pelos passeios. [infraestruturas super-flexíveis - não dedicação]


Operacionalmente é um caos (trabalhei com os consultores de operações que estavam a ver como "optimizavam" aquilo) - o que com um pouco de humildade dá para perceber se hoje não sabem gerir a coisa sem problemas imensos, como será possível planear com 20 anos de antecedência. [planear dia-a-dia, nada de utopias livrescas]


De resto, também é um buraco financeiro - mas é suportado pela Generalitat, menos mal. [subsidiariedade]


De resto viste o vid? :)


Abraço!


De Bernardo Campos Pereira a 15 de Setembro de 2009 às 17:25
Caro AA, muito bem. Só agora é que reparei nas tuas respostas à discussão.
Não concordo que o RCCTE seja um atentado ao intelecto, apesar de concordar que os procedimentos de licenciamento (e a sua aplicação em algumas câmaras) está longe de ser exemplar. O PS é perito em complicar os procedimentos.
Em relação à bicicleta sugeria que entrasses no artigo sobre a Mobilidade - Onde Começar. Aí podemos discutir.
A bicicleta não é de esquerda ou de direita. A opção de Barcelona não me parece ser exemplar por razões diversas.

abraço,

bcp


De AntonioCostaAmaral (AA) a 16 de Setembro de 2009 às 14:35
Olá Bernardo


Então não concordas, porquê? A minha argumentação é que os dados produzidos pelo regulamento são teoricamente, laboratorialmente e praticamente errados. Não estou a tentar provar-te que concordas :)


Quanto à bicicleta, convinha-me um link - e se queremos recentrar a discussão, uma política de direita diria "não cabe ao Governo da República decidir políticas da bicicleta, isso é da exclusiva competência das autarquias".


Abraço


De Bernardo Campos Pereira a 16 de Setembro de 2009 às 15:41
1.RCCTE: Como assim?
2.Bicicleta: A subsidariedade é uma opção, e as políticas podem partir do Governo da República sem serem necessáriamente de esquerda ou direita.
Uma coisa são as opções de investimento outra as opções administrativas da governação; Em qualquer caso uma Rede Nacional Ciclável por exemplo não é necessáriamente uma medida de qualquer base ideologica clássica.
Pessoalmente não subescrevo a nenhuma ideologia como forma em obter as respostas mais adequadas aos problemas.


De Bernardo Campos Pereira a 16 de Setembro de 2009 às 16:21
Eis o link da bicicleta (3 artigos):
http://ruadireita.blogs.sapo.pt/179683.html

,


 


De Bernardo Campos Pereira a 15 de Setembro de 2009 às 23:19
qual vid? não vi...

(voltando à bicicleta, sugeria o passeio no Domingo a partir da Praça do Município, mais em www.fpcub.pt. Eu vou, com a família toda!)


De AntonioCostaAmaral (AA) a 16 de Setembro de 2009 às 14:41
Olá Bernardo,
- obrigado pela corrida, mas estou em Luanda, e aqui é suicida andar em duas rodas;
- vid: http://www.youtube.com/watch?v=NeUzMpkKBfE (http://www.youtube.com/watch?v=NeUzMpkKBfE)
Abraço


De Bernardo Campos Pereira a 16 de Setembro de 2009 às 19:33
Nice shirt ?! Depressing speach : Suburbia as the ultimate aim in life ...
Talvez aplique-se bem a um país com os recursos e território dos States , mas não com os nossos 11 000 000 hab ./92 000 km2.
Prefiro a bicicleta ou ir a pé numa cidade a estar parado num carro no meio de qualquer auto-estrada na periferia das cidades.


De Bernardo Campos Pereira a 14 de Agosto de 2009 às 10:39
Em realaçao â construçao ser mais cara para cumprir com o RCCTE, ou o RCESE, é verdade que o investimento inicial será superior, mas os custos de vida útil (life-cycle costs) deverao ser contabilizados, e aí serao seguramente inferiores.
Por exemplo, com colectores solares fazes um pre-aquecimento da água que reduz o aquecimento por gás natural ou electricidade entre 70 - 100% nas águas quentes da casa.
É necessário prever o custo da construçao nao a curto, mas a médio e longo prazo. Isto acaba por ter poupanças para o investidor / utilizador do edifício, mas também diversifica as fontes e poupa a dependência energética em energias fósseis importadas. No caso de uma moradia de 200m2 e 240 000€, exemplo grosso modo estamos a falar num acrescimo inicial na ordem dos 3600€ (1,5%) para poupanças na factura de gás na ordem dos 20-40% porque ainda é nec. gás ou electricidade para outros consumos. Mesmo assim o investimento compensa e tem efeitos ambientais e sociais positivos.
Faz as contas, nao posso concordar com o raciocinio relativo ao RCCTE que apresentas.


De AntonioCostaAmaral (AA) a 16 de Setembro de 2009 às 14:38
Bernardo, enfim peço que concedas que percebo o básico de engenharia e o básico de investimentos. Estamos a discutir se o regulamento é bom (e não o é), e se o Estado deve impor normas aos privados (socialismo).


De Bernardo Campos Pereira a 16 de Setembro de 2009 às 19:38
António, não gosto do excesso de imposições do Estado sobre as pessoas, mas em relação ao RCCTE (bem como os planos de ord . do território no vid. do tipo com a camisa maluca) há normas que são necessárias. O RCCTE não é perfeito, mas até à data é o melhor regulamento de comp . térmico que temos tido (o anterior era absurdo).
Há que reconhecer quando as coisas são boas, mas pode-se melhorar alguns aspectos. Suspeito que o que pretendes é deitá-lo fora, mas o RCCTE está baseado na transposição de uma Directiva Europeia. Onde ficamos?


De AntonioCostaAmaral (AA) a 18 de Setembro de 2009 às 19:54
Ficamos em águas de bacalhau. Um regulamento que é feio, porco e mau é melhor do que nenhum regulamento, porque tem "algumas" normas que se aproveitam...


De Bernardo Campos Pereira a 19 de Setembro de 2009 às 14:24
Não é perfeito, mas tecnicamente é mais sério do que o outro. Existe uma directiva europeia relativa ao
comportamento térmico e energético dos edifícios, e o nosso não é dos
mais exigentes. O grande defeito é económico porque sobrecarga o preço dos projectos e obras, entretanto apresenta inovações, que a meu ver são necessários.
Enquanto à sua aplicação e em especial aos requisitos e a aplicação da Portaria 232/2008 já tenho maiores dúvidas.
Portugal apresenta graves problemas na área dos licenciamentos e da incompetência de várias entidades públicas envolvidas no processo de licenciamento, e aí os regulamentos não facilitam. E este governo PS tem piorado alguns aspectos dos licenciamentos.


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