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Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

01
Set09

CDS, Liberalismo e Saúde

João Ferreira Rebelo

Da análise dos programas de governo dos diversos partidos podemos constatar que efectivamente o CDS é o único partido que permite uma aproximação mais concreta ao liberalismo e que melhor preserva a liberdade de escolha individual.


 


É esse um dos grandes motivos que me leva a votar CDS e que deveria levar todos os liberais a pensar seriamente no seu sentido de voto nas eleições que se avizinham.


 


Se é verdade que a liberdade de escolha é importante em todos os sectores da sociedade, mais verdade é naqueles em que cada vez mais se verifica uma dificuldade de acesso, como é o caso da saúde. Efectivamente, ao longo dos últimos anos, com o crescimento de unidades privadas de saúde diferenciadas, assistimos a uma procura cada vez maior por parte da classe média alta destes serviços, ficando toda a restante população com menos recursos refém de um SNS lento e preguiçoso.


 


Contudo, perante este cenário, o governo Sócrates ao invés de investir em parcerias reais com o sector privado e social continua a defender a existência de um SNS solitário. O CDS não é alheio a esta realidade e no caderno de encargos do seu programa para a área da saúde compromete-se em considerar os sectores social e privado como parceiros do sistema, a eles recorrendo, em termos concorrenciais, para prestação atempada de cuidados.


 


Está na altura de alargar os cuidados de saúde diferenciados e atempados a que só os mais endinheirados têm acesso, a todos os portugueses. Basta para isso admitir e acolher a liberdade de escolha na saúde e criar uma distinção ente estado financiador, estado prestador e estado fiscalizador.

01
Set09

Liberdade de escolha na educação

Adolfo Mesquita Nunes

Alguém me disse hoje que o Programa do CDS na área da educação era excessivamente socialista. Como não tinha ainda lido o texto, acreditei num primeiro momento. Mas como tinha acompanhado o discurso do CDS nesta área, comecei a duvidar de seguida. E fui ler. Não é perfeito não senhor. Mas olhando para os Programas em cima da mesa, é aquele que menos pode ser acusado de socialista:


 


"Para o CDS é evidente o excesso de peso do Ministério da Educação, a acção asfixiante do Estado, a falta de uma cultura de responsabilidade e de exigência, a ausência de liberdade de escolha para as famílias e a exiguidade da autonomia. (...) Infelizmente, ainda hoje, a liberdade de aprender e de ensinar que defendemos está esquecida devido a um conjunto de preconceitos que a esquerda não consegue ultrapassar. Felizmente, à direita, existe um partido que assume dentro do seu caderno de encargos, uma politica de educação em que a liberdade de escolha, entre as escolas do Estado e entre estas e as particulares e cooperativas não é escamoteada. (...)




CADERNO DE ENCARGOS


1.Reforço da autonomia das escolas e dos contratos de autonomia.

2.Alargamento do conceito de autonomia das áreas pedagógicas, de contratação de professores, gestão de espaços e património e ligação à comunidade, nomeadamente às empresas, dentro de balizas gerais comuns. (...)"


 

01
Set09

Estatística de prioridades

Adolfo Mesquita Nunes

É absolutamente legítimo, embora não fosse a minha prioridade, preferir uma análise estatística do número de prioridades do Programa do CDS para daí retirar conclusões acerca do seu excesso. Mas se esse é critério, utilizemo-lo para efeitos comparativos.


 


No Programa do CDS, em 222 páginas, encontramos 44 vezes a palavra prioridade (ou prioridades). No Programa do PSD, em 39 páginas, encontramos 30 vezes a palavra prioridade (ou prioridades).


 


Num caso e no outro, para que conste, não podemos falar em 44 prioridades ou em 30 prioridades, uma vez que as palavras são muitas vezes utilizadas no mesmo contexto ou em sentido genérico ou de forma repetida ou sem o sentido que é tomado pela análise estatística. Assim, e realçando que estamos apenas a tratar de estatística, podemos dizer, por alto (há de certeza pessoas mais qualificadas para fazer a conta exacta) que o PSD apresenta, em 39 páginas, 20 vezes a palavra prioridade e o CDS apresenta, em 222 páginas, 33.


 


Não fiz as contas ao Programa do PS. Nesse caso, a minha prioridade consiste em impedir que o mesmo seja executado.

01
Set09

Politica de verdade? (2)

Maria Domingas Carvalhosa

Na entrevista que Paulo Mota Pinto deu ao i, no passado dia 29 de Agosto, foi-lhe colocada a questão da possibilidade de criação de um governo do Bloco Central, após as eleições legislativas.


 


Das suas respostas tirei algumas conclusões:


 


1º Não devia ter feito a pergunta - ‘…É uma pergunta que tem de fazer depois das eleições.’; 


2º A resposta não está nas mãos do PSD.- ‘…Depende dos portugueses. Os portugueses dar-nos-ão os elementos decisivos para essa resposta’;


3º O cenário de Bloco Central poderá justificar-se. – ‘Não devemos estar a aprofundar ou antecipar as condições em que um hipotético governo do bloco central pode ser justificado.’

01
Set09

Política de verdade?

Maria Domingas Carvalhosa

Quer-me parecer, na minha humilde opinião, que falta qualquer coisa à 'politica de verdade' do PSD. Estará este partido disponível para, a seguir às eleições, integrar um governo com o PS?


 


Acredito que muitos indecisos gostariam de ter uma resposta sobre o tema. Com verdade e, de preferência, ainda antes das eleições...


 

01
Set09

A Mercearia Pública (3)

Tomás Belchior

Também nisto o CDS se distingue desta "reforma" do PS:


 


"Ao contrário do que alguns afirmam, a reforma da Segurança Social não está feita, no sentido global e inovador de que carece. É essencial garantir a liberdade de escolha das novas gerações de trabalhadores no planeamento da sua reforma e do seu futuro, ao mesmo tempo que se defende a sustentabilidade do sistema de pensões. Essa liberdade de escolha implica a capacidade de, voluntariamente e a partir de certo limite, se poder optar por descontar para um regime público, privado ou mutualista de segurança social, e não obrigatoriamente apenas para o Estado."


 


"O Estado deve concentrar o seu esforço nas pensões mais baixas. Não deve ser o único responsável pelas pensões mais altas."


 


Da secção "Segurança Social" do Programa do CDS.


 

01
Set09

A Mercearia Pública (2)

Tomás Belchior

A mercearia do PS tem características únicas: funciona em regime de monopólio e as pessoas são obrigadas a ir lá fazer compras, independentemente da qualidade dos seus produtos. Aliás, quando digo as pessoas devia dizer sobretudo os pobres e a classe média. Os ricos também têm acesso a mercearias exclusivas, algumas delas geridas pelo próprio Estado, onde recebem descontos que podem ser acumulados. Os jovens têm uma relação ainda mais curiosa com a mercearia pública: são obrigados a pagar as compras da restante população mas só podem usufruir da mercearia ao fim de 40 anos, se sobrar alguma coisa.  Nos Estados Unidos, há quem vá parar à cadeia durante 150 anos com esquemas semelhantes. Felizmente o PS diz-nos que garantiu a sustentabilidade da sua mercearia, caso contrário, diria que precisávamos de a reformar.

01
Set09

A Mercearia Pública

Tomás Belchior

O Carlos Santos tem razão, o novo Código Contributivo da Segurança Social prova a matriz de esquerda do PS. No entanto, acho as conclusões do Carlos algo parciais. Prefiro a do Correio da Manhã: "Segurança Social Mais Cara".



Presumo que agora "reforma" da Segurança Social do PS esteja completa. Já tinha cortado nas reformas, agora aumenta, perdão, alarga as contribuições obrigatórias. Primeiro cortou nos custos e agora aumenta as receitas. Dá gosto ver o PS a gerir o Estado como se fosse uma mercearia.

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