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Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

31
Jul09

Os Temas Fracturantes e as Funções do Estado

Tomás Belchior

Esta insistência no tema do casamento homossexual é só o exemplo mais recente de tudo o que está errado neste socialismo matizado em que vivemos. Na discussão sobre a redução de impostos que temos tido aqui, tropeçámos inevitavelmente na questão das funções do Estado. Ora, uma das funções que o Estado não devia ter é precisamente esta, a de ser um agente de uma determinada moralidade.


 


O Estado deve, em primeiro lugar, tratar os seus cidadãos com moralidade e, quando for caso disso, fazer cumprir uma moralidade que emane de um consenso social tão alargado quanto possível. Não deve em caso algum participar na definição desse mesmo consenso. Deve retrair-se para dar lugar à participação cívica e ao processo de negociação natural que desemboca (ou não) nestas alterações culturais e nunca ser um instrumento para que uma minoria, por muito significativa e sonora que seja, use o "monopólio da violência legítima" para impor a sua vontade ao resto da sociedade.


 

31
Jul09

Eu, homófobo, me confesso

Rui Castro

Anda por aí muito boa gente com a expressão "homofobia" debaixo da língua, pronta para atirar a quem não quer fazer parte do grupo dos modernos e progressistas. Desta feita, depois de uma entrevista que o responsável pelo Instituto Português do Sangue deu ao jornal i, vieram os do costume apelidá-lo de homófobo. Seria bom que esta gente percebesse que o que aqui está em causa não é um qualquer direito dos homossexuais darem sangue, nem tão-pouco o direito à igualdade, mas sim o supremo interesse de todos aqueles que, por doença, podem vir um dia a necessitar daquele sangue. Seria, assim, bom que refreassem os seus ânimos e se focassem no essencial. Como não tenho a pretensão de saber tudo sobre todos os assuntos e, bem assim, por que faço parte da lista de proscritos que não podem, de acordo com a brigada do politicamente correcto, opiniar sobre o tema, limito-me a transcrever parte de um texto que o Vasco Barreto - insuspeito na matéria - escreveu sobre o assunto aqui há atrasado: 


"O caso dos homossexuais discute-se com números e não deve fazer parte dos combates entre conservadores e gente pró-fractura. Deixem os números falar. Se a percentagem de homossexuais infectados com HIV é mais elevada que a percentagem de homossexuais na população e se há uma relação causal entre a prática homossexual e a transmissão do HIV, há motivos para os excluir. O facto de o sexo anal não ser exclusivo da prática homossexual não é um argumento fundamental. O importante é olhar para a percentagem de infectados (para a sua evolução e para cada país). Ponto final."


Ponto final.


(publicado também aqui)

31
Jul09

Natalidade e Compromissos (II)

Tomás Belchior

No domínio da natalidade, para além do que eu referi aqui, também há outro aspecto curioso. É nos países europeus onde o papel da mulher na sociedade se alterou mais substancialmente e onde os nascimentos extraconjugais são mais frequentes que este problema é menos visível. Isto sugere que, mesmo as medidas que têm efeitos nos números da natalidade, não o têm necessariamente na sua "qualidade". Ou seja, não é através de políticas que apenas olham para as pessoas pelo lado aritmético que se promove a natalidade no seio da família, essa sim importante.


 


Citando a Eugénia Gambôa na sua coluna de hoje: "No seu mimetismo com a Espanha de Zapatero, na sua obsessão com as estatísticas apenas para OCDE ver, o PS do Engº. Sócrates não mudou e continua fiel ao seu pecado original: vende a ilusão de que o Estado tudo pode e tudo resolve". É precisamente nesta forma de governar que não nos revemos, como diz e muito bem o Adolfo aqui.


 

31
Jul09

O Programa do PS e o Carro Eléctrico (I)

Bernardo Campos Pereira

O Carro Eléctrico… Eis a vontade do PS mudar Portugal .


Mudam-se os engarrafamentos dos carros de hoje pelos mesmos engarrafamentos, com os carros eléctricos de amanhã…


Mudam-se as SCUTS, auto-estradas e parques de estacionamento dos carros de hoje, pelas mesmas obras e financiamentos estatais, para os carros eléctricos de amanhã…


Mudam-se os acidentes, os atropelamentos, a insegurança urbana e rodoviária de hoje, pelos mesmos flagelos amanhã.


Mudam-se os impostos de combustível e de automóvel de hoje, pelos impostos de electricidade e de automóvel amanhã. E assim avança o Portugal Socialista, o Estado todo decisor, todo centralizador.


 



Muda tudo e não muda absolutamente nada. E o contribuinte é que paga.



 

31
Jul09

N.º de católicos em Portugal

Ana Castro

"Católicos em Portugal abaixo dos 90% - Dados estatísticos da Igreja no país e no mundo. Os últimos dados publicados pelo Vaticano, relativamente aos números da Igreja no mundo, revelam um aumento de 342 milhões de fiéis desde 1978, mas uma ligeira quebra na proporção de católicos relativamente ao total da população mundial.


Em Portugal, a percentagem de católicos é agora de 89,8% - 9,38 milhões de católicos para uma população de quase 10,5 milhões de pessoas." (informação retirada daqui


 


E se uma parte significativa destes católicos votasse coerentemente no único partido que defende os seus valores?

31
Jul09

Cheques em Branco e Ambição Fiscal

Tomás Belchior

As crises, além de todos os outros problemas, têm um efeito perverso que muitas vezes é menosprezado:  põem toda a gente de acordo sobre o facto de, independentemente de termos margem ou não, ser preciso que o Estado gaste o nosso dinheiro para nos salvar. Ao contrário do que parece, usar a política orçamental ou seja, o aumento do défice, para combater a crise tem duas interpretações possíveis.



O remédio clássico é aumentar a despesa pública para compensar a descida do investimento privado e, quando o crescimento recuperar, aumentar os impostos para colmatar o défice orçamental desta manobra. O caminho alternativo resume-se a começar por baixar os impostos mantendo a despesa do estado constante e posteriormente reduzir essa mesma despesa até ao reequilíbrio das contas públicas. Este caminho tem uma grande virtude em relação ao primeiro: limita a ambição natural do Estado em tempos de crise.


 

31
Jul09

Natalidade e Compromissos

Tomás Belchior

O problema do declínio da natalidade é um problema curioso porque é uma contrapartida da prosperidade das sociedades em que vivemos. Ou seja, a natalidade diminui porque o custo de oportunidade de ter filhos aumentou. Isto significa que qualquer escolha política nesta matéria tem de ter como alvo a diminuição deste custo de oportunidade. Há várias maneiras de fazer isto, como tem sido discutido nesta série de posts aqui no Rua Direita.


 


No entanto, há medidas que o PS contribuiu para implementar, além das "bondosas" medidas que o João Galamba enuncia aqui, que também têm influências positivas na natalidade em Portugal: a diminuição das reformas e a recessão. A primeira implica um retorno aquela ideia de que os filhos serão o nosso sustento na velhice e a segunda, ao tornar-nos a todos mais pobres, reduz precisamente o sacrifício relativo que ter um filho acarreta. Penso que devíamos também neste campo agradecer ao Primeiro-Ministro e ao governo a sua clarividência e a sua compaixão.


 

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