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Arquivo Rua Direita

Arquivo Rua Direita

27
Jul09

Que política de toxicodependência?

Adolfo Mesquita Nunes

 


Na dança de desmentidos acerca do caso Joana Amaral Dias, que pode resolver-se com a intervenção da Joana Amaral Dias, se esta de facto tiver ficado indignada com a proposta (ou com a sua inexistência), há algo que tem passado despercebido por entre a intriga: o lugar alegadamente oferecido a Joana Amaral Dias.

 


 

Se essa vontade existe, ou existiu, seria importante que se esclarecesse, ao certo, que política de combate (ou subsídio) à droga e à toxicodependência nos espera se o PS vencer as eleições. Isto sim, deveria estar a ser discutido enquanto Joana Amaral Dias goza o seu silêncio.

 

27
Jul09

EnDireitar a Rua!

Carlos Martins

Há "Ruas Direitas" por todo o País. Em geral, nenhuma delas realmente "direita". A maior parte, de tão tortas, dificilmente se consegue distinguir entre o lado esquerdo cheio de repartições públicas, gastos descontrolados, opulência populista, despudor pela aplicação dos fundos públicos, marketing agressivo, mas lojas vazias e pobreza; do lado supostamente direito, desorganizado, sem rumo, sem estratégia, consumido pela inveja do sucesso alheio, consternado pela incapacidade de implementar uma verdadeira concorrência reprodutiva, um mercado regulado mas honesto, ou uma competição sem troca de favores.


 


Esta Rua Direita pretende abrir horizontes a tudo isso. É possível criar riqueza pela via da competição, é possível crescer sustentadamente, sem dirigismo e fiscalidade excessiva do Estado, é possível diminuir as assimetrias sociais pela via do enriquecimento de todos, em vez da tradicional redistribuição desproporcional e injusta (nivelando todos por baixo) e, acima de tudo, desincentivadora daquilo a que todos ambicionamos: tornarmo-nos aquilo que o nosso potencial e História reclamam, sermos melhores. Os melhores que possamos.


 


Sejam bem-vindos a esta vossa Rua!

27
Jul09

Primeiro passo

Adolfo Mesquita Nunes

 


Desde que me estreei na blogosfera, no ido ano de 2004, que me impus a regra de não comentar a actividade política e partidária do partido a que pertenço. Apesar de perfeitamente legítimo, sempre achei que comentar em causa própria num blogue colectivo não era boa ideia. E muito menos o era, apesar de legítimo, analisar a vida interna do meu partido em vez de sobre ela me pronunciar nos locais próprios.

 

Tanto quanto me lembro, cumpri escrupulosamente essa regra. Abandono-a parcialmente agora, até às eleições legislativas. Aqui comentarei a campanha eleitoral que se iniciará mas continuarei a não me pronunciar, porque este não é o espaço, sobre questões que têm que ver com a minha militância partidária.

 

E mantenho a mesma forma de pensar e de actuar: este blogue ajudar-me-á a explicar porque voto CDS mas não servirá para defender o CDS. Para isso, lá estarão os seus dirigentes, que ajudei a eleger.
27
Jul09

Nunca é tarde...

Maria Domingas Carvalhosa

Quando me lançaram o desafio de participar num blogue que teria como missão criar um espaço de partilha de ideias e ideais ligados à direita aceitei num ápice. De seguida, dei comigo a pensar ‘por que raio’ fui tão impulsiva a aceitar o desafio do 'Rua Direita’? O meu tempo é escasso e, até hoje, nunca participei, quer directa quer indirectamente, em actividades politico-partidárias pelo que não fazia qualquer sentido integrar este projecto temporário. Felizmente, não tive de gastar muito tempo para encontrar as respostas:

 

1.       Ora, se votar é um instrumento fundamental para a concretização da democracia, a liberdade de poder votar nas ideias e ideais em que acredito não é menos importante;
2.       Por outro lado, não estou disponível para alimentar a bipartidarização do sistema político português. Menos ainda, quando discordo de grande parte das politicas desenvolvidas pelos dois partidos que têm dividido o poder, nos últimos anos;
3.       'At last but not least' incomoda-me, e cada vez mais, a falta de ética e de moral politica instalada neste nosso canto à beira mar plantado;
 
Haveriam outras. Mas chegaram estas para que considerasse estar na hora de, humildemente, poder contribuir para o debate de ideias e para a criação de um ideal de país já que o país ideal parece estar tão longe...

 

26
Jul09

Toponímia

Tomás Belchior

Há ruas que nos juntam como se outro caminho não houvesse. Esta é uma dessas ruas. Uma rua que nos levará até às eleições legislativas e que junta aqueles que, por motivos coincidentes ou não, acreditam que o crescimento eleitoral do CDS é a melhor forma de cortar a direito com o consenso socialista que nos tem governado.


 


Uns atravessam esta rua pela primeira vez, outros percorrem-na desde sempre, e alguns reencontram-se com ela depois de várias hesitações. Ainda assim, ou talvez por isso, cada um de nós chega aqui por uma outra rua distinta – a sua.




Esta rua não é uma federação dos bloggers do CDS devidamente apadrinhada por dirigentes do CDS. É uma rua de eleitores que aqui chega por vontade própria. Aliás, a maior parte de nós não tem sequer qualquer ligação institucional ao CDS e apresenta-se pela primeira vez na blogosfera como votante neste partido. E os que de nós têm essa ligação já mais do que uma vez demonstraram que não se confundem com a instituição a que pertencem.




E, como sempre acontece com quem vota, também nós votamos por motivos diferentes. No Programa Eleitoral do CDS, cada um de nós encontrará um espelho das suas ideias e dos seus valores. Uns mais, outros menos. Se é certo que concordamos no essencial, a verdade é que estaremos muitas vezes em desacordo. E ainda bem.




Nesta rua, definimo-nos pelas nossas próprias convicções, e não por oposição a alguém. Esta rua termina numa alternativa política, e não num beco sem saída que nos obriga a voltar atrás. Esta rua aponta um novo caminho, e não um atalho por onde, por caminho diverso, se chega ao mesmo lugar com caras diferentes. Esta rua é atravessada a pé por votantes, e não dispõe de lugares de estacionamento político. Esta rua é de livre trânsito, e não uma rua policiada por qualquer directório ou qualquer candidato.




Esta Rua pretende ser um espaço onde se discutem questões de interesse comum a todos os que se revêem nessa filosofia. É também um espaço que espera a crítica daqueles que não o integram. Todos serão bem-vindos e ninguém se verá excluído. Abre-se, portanto, a todos que a queiram frequentar, nem que apenas de passagem.


 


Rua Direita

25
Jul09

Biografias

Tomás Belchior

Adolfo Mesquita Nunes tem 31 anos mas acha-se o Peter Pan. É Advogado mas o que gostava mesmo era de apresentar o festival da Eurovisão. Não gosta do socialismo mas o socialismo parece gostar muito dele. Muito bem-humorado mas blogosfericamente um chato sisudo. Gostava de saber falar hebraico mas tem preguiça de perder os fins-de-semana a aprendê-lo. É paciente mas está cansado que duvidem do seu gene dextro. Foi militante da Juventude Popular desde os 16 anos mas só apresentou ficha de filiação no CDS no dia em que Manuel Monteiro, em conferência de imprensa, apresentou a sua demissão.


 


Afonso Arnaldo, 35 anos, 2 filhos e 1 cão (“o meu mai novo”). Licenciado em Direito, decidiu-se pela consultoria Fiscal assim que terminou o curso, já lá vão 13 anos. Especializou-se em impostos indirectos. Nunca se filiou em nenhum partido político, mas sempre votou no CDS. A vida ensinou-o que a liberdade individual, a tolerância e o reconhecimento de que por vezes há opiniões mais válidas que as nossas são a chave do avanço da sociedade. Define-se hoje como um liberal de direita (que lhe desculpem os amigos de direita conservadora e os amigos de esquerda liberal – “de esquerda conservadora não me lembro de ter algum…” afirma). Adepto fanático de futebol (Spoooorting), está sempre pronto a defender as redes de uma qualquer baliza (defende a teoria “Antes jogar que ver jogar”). Adora o Bairro Alto, música alternativa, imperiais e caracóis.



Ana Maria Castro, 66 anos, Engenheira Agrónoma reformada, mãe de três filhas e avó de 5 netos. Nunca foi filiada em nenhum partido. Sempre votou CDS.



André Rocha Pinho tem 41 anos, é casado e pai de 2 dois filhos, por enquanto. Prevendo um futuro brilhante para a indústria nacional, licenciou-se em Engenharia Têxtil, tendo sido consultor no CITEVE e na K15. Actualmente dedica-se a várias actividades profissionais muito semelhantes: é sócio-gerente da Fábr. Malhas Sàcole, administrador da Loran Imobiliária, consultor e sócio-gerente da Way to Win na área da recuperação financeira, sócio-gerente das lojas infantis Sir Price. Foi Vice-Presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários, quando menos velho. Foi colunista de "O Primeiro de Janeiro". Escreve nos blogues "
Margem Direita" e "Farol do Deserto
". É militante do CDS-PP, tendo já pertencido à Comissão Política do Porto.



Bernardo Campos Pereira nascido em Lisboa a 13 de Feveiro de 1970.
Casado e pai de três filhos, é arquitecto e não tem filiação partidária ou ideológica.



Carlos Martins, 28 anos, Fixed Income Trader. Neoliberal assumido, crente na invisibilidade da mão e na visibilidade do mérito. Purista do mercado e da sua eficiência e crítico das ineficiências que as deformações do Estado lhe causam. Militante de base do CDS, Vogal da CPN da JP.



Diogo Duarte de Campos, conservador e liberal, filiado no CDS para alegria do seu Avô e profunda tristeza do seu Pai! Advogado de profissão e por convicção adora tomar partido e ser parcial, considerando que não há nada pior que ser neutro e cinzento, nem gordo nem magro, nem alto nem baixo. Tem 30 anos é casado e pai de uma filha.



Domingas Carvalhosa, 44 anos, casada, mãe de um filho é directora geral e accionista de uma agência de comunicação. Integra a direcção de uma associação empresarial e de uma IPSS de apoio a famílias de pessoas com deficiência. É autora de um blogue sobre consultoria de comunicação e RP's e não olha a esforços para se dedicar a causas em que acredita.


 


Francisco de Almeida, 28 anos, casado, é formado em Gestão e trabalha actualmente em Consultoria. Não tem qualquer filiação partidária no CDS, e inicia com o "Rua Direita" a sua participação activa na Blogosfera.


 


Francisco Beirão Belo, 31 anos, casado e pai de 2 filhos. Licenciado em Engenharia (importante esclarecer que não terminou o curso num domingo, nem entregou o exame de “Inglês Técnico” por fax…), decidiu-se pelo Marketing ainda durante o curso, tendo já percorrido vários países como Espanha, Inglaterra e Angola. Actualmente encontra-se a desenvolver um projecto próprio porque acredita na capacidade de realizar dos Portugueses. Não tem qualquer filiação partidária e define-se como sendo de direita e conservador. Inicia no “Rua Direita” a sua participação activa na blogosfera.


 


Frederico Moura Pinheiro, 30 anos, casado e pai da Francisca. Advogado. Filiado no CDS/PP desde 2008 - no âmbito da criação da Ala Liberal -, esta é sua primeira participação, enquanto autor, num blogue.



Henrique Burnay tem 37 anos, é consultor em assuntos europeus e já foi algumas coisas na vida. Já foi jornalista, é jurista não praticante ejá foi militante do CDS mas já não é. Já trabalhou com o CDS, mas já não trabalha. Já votou CDS e como o CDS queria, mas nem sempre. Já foi mais conservador que liberal, hoje é mais liberal e continua a ser conservador. Vive em Bruxelas, Guincho e Sabóia, o que pode ser um pouco complicado.


 

Inês Teotónio Pereira tem 37 anos e uma carreira de jornalista com mais de 15 anos (tem 17 anos, a carreira). Passou pelo Independente, pela Revista Evasões, pelo Euronotícias, pela Atlântico e pela Xis, por exemplo. Escreve uma coluna semana no jornal i (ao sábado) e é autora do blog "A Um Metro do Chão". Foi também assessora de Paulo Portas no governo e é filiada no CDS. Depois deste trabalho todo não gosta de quotas (claro) e irrita-se quando a apresentam como “a Inês que tem cinco filhos”; até porque também sabe fazer o pino e ninguém fala nisso. É conservadora na maior parte das convicções e liberal por reacção à estupidez.


 


 


Jacinto Moniz de Bettencourt, nasceu em 1976, ano da morte de Martin Heidegger, filósofo que possivelmente reencarnou. Casado, com 2 filhos, provocou a queda de dois governos com a ajuda de um antigo jurista chamado Jorge Sampaio e regressou à advocacia onde presentemente labuta. Anti-positivista, conservador da velha e dura cepa e benfiquista: são estes os

ingredientes de uma pessoa quase perfeita.





João Lamy da Fontoura tem 30 anos, é casado e jurista.



João Rebelo, 29 anos, é casado e tem um filho. Vive e trabalha em Lisboa. É advogado de profissão desde que se licenciou em direito pela Universidade Nova de Lisboa. Está agora a concluir o mestrado também em direito. Já andou pela Blogosfera no tempo do Teorema de Pitágoras, um Blog simpático, para amigos, que teve uma duração curta mas bastante interessante. É membro da Juventude Popular desde 2000.



João Távora nasceu em Lisboa que adora. Exilado no Estoril, é monárquico, católico e conservador. Casado, pai de filhos e enteados é alienado com a política e com os "media". É profissional de Relações Públicas e Comunicação, e sportinguista de sofrer. Escreve no blogue Corta-Fitas. Faz parte da direcção da Real Associação de Lisboa, é fundador da Plataforma do Centenário da República, um projecto de Comunicação na Internet contra as celebrações dos cem anos sobre o 5 de Outubro de 1910.




Leonardo Mathias está agora de férias e não lhe ocorre outra coisa que não manifestar a sua satisfação pelas ditas. E acrescenta ainda que nasceu a 27 de Julho. Ou seja, a Rua Direita nasceu com ele; ou ele com ela.


 


Luís Varela Marreiros nasceu em Lisboa, tem 41 anos, é divorciado e tem dois filhos. É licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais. É militante do CDS onde já foi presidente de CPC do Cadaval e de Constância – onde foi candidato a Presidente de Câmara em 1997 e 2001, respectivamente – , vogal da CPD de Santarém, Conselheiro Nacional e Secretário-Geral Adjunto. Acredita que opinião pública e opinião publicada são muito diferentes e há muito por fazer para demonstrar que há gente disposta a cumprir a sua missão na política sem carreirismo partidário ou pagamento de favores. Há um tempo para tudo. Não é seguidista e consegue ser crítico e independente. Acredita na família como pilar da sociedade independentemente dos percalços do destino.


 


Manuel Salema Garção é uma pessoa azul, azul de clube, azul de partido, azul de tudo… e o resto é conversa! Sócio do Belenenses e militante do CDS/PP! Aos 28 anos de idade trabalha em investimentos imobiliários e turísticos, ou turísticos e imobiliários dependendo do ponto de vista. Recentemente tornou-se membro da direcção do seu clube do coração e ainda lhe sobra tempo para vender o Hotel Real’Óbidos.


 

É casado e bom rapaz, gosta tanto da festa do avante como da forma de governar do Exmo Sr. Primeiro-Ministro “Eng.” José Sócrates e por isso mesmo aceitou este projecto. Tudo porque já não consegue ver o país pintado em tons de encarnado (com todo o respeito, para isso, já basta o Benfica). Há quem diga que vai emigrar, caso o governo actual se mantenha. Se é verdade? Vamos esperar! Apostamos que sim… (apenas um palpite de quem o conhece bem).


 


Margarida Furtado de Mendonça, 31 anos (ainda), residente em Lisboa, licenciada em Comunicação, porque gosta do trato com as pessoas... mas trabalha, em comunicação web... com máquinas de sol a sol. Não é nem nunca foi militante do CDS, nem sabe porquê, nem porque não. Mas sabe onde vota. Às vezes sonha. Outras está acordada. Outras sonha acordada e assusta-se (assusta-se com facilidade). Gosta de música boa, de pessoas boas, de uma boa e (bem) regada conversa. Gosta de verdade e de coragem.

É, sem tirar nem pôr, uma pessoa como as outras (tirando aquela parte de saber onde vota..).


 


Miguel Fernandes, 43 anos, casado, 3 filhos, vive em Lisboa, depois de ter feito engenharia no Porto, tirou um MBA em Paris e tornou-se gestor. Nunca foi filiado em nenhum partido, intrinsecamente de direita, católico, vê-se como conservador nos costumes, mas liberal na economia e na organização da sociedade. Simpatizante do Sporting, apesar de não saber muito de futebol. Conhece uma boa parte dos bons restaurantes em terras lusas, aprecia bons vinhos, sobretudo do Douro e apesar de não fumar tem um vício controlado em charutos cubanos.







Nuno Miguel Guedes nasceu em Outubro de 1964, na altura perfeita para o primeiro cocktail antes do jantar, hábito que mantém até hoje. Atribui a uma excelente professora de Inglês a sua profunda anglofilia, que calcula ter apanhado a partir dos 6 anos. Só durante a adolescência descobriu que havia mais gente como ele, que não gostava do Verão, praticava as boas maneiras e via às escondidas os jogos da selecção inglesa. Foi visto a trabalhar quase sempre entre amigos, desde O Independente (fase 88-90) até à revista K, que ajudou a fundar e a afundar. Entretanto, e sempre que houve tempo, fez guiões, publicidade, rádio e espectáculos de jazz. Continua a escrever para onde lhe peçam (e de preferência paguem). Tem tendência para causas difíceis: é monárquico, católico, conservador e fanático da Associação Académica de Coimbra. Acredita que a civilização humana atingiu o seu apogeu em 1938, na universidade de Oxford, e que está tudo documentado nos livros de Evelyn Waugh. Tem três filhos que o obrigam todos os dias a ser uma pessoa decente.




 


Pedro Seabra, 47 anos, pai de família numerosa, irmão de família numerosa, com um historial inexistente de política activa, que remonta e se reduz á fedelhocracia que se viveu no Liceu Pedro Nunes em 1975. Nunca entrou sequer num blogue, mas votou consistentemente no CDS, e espera poder continuar, assim o CDS o permita.


 


Rui Castro tem menos de 40 anos (35), mas fala do 25 de Novembro como se tivesse sido o seu maior (e o seu melhor) protagonista. Advogado, casado, 4 filhos. Assume o seu conservadorismo como a sua mais genuína afirmação de rebeldia. No fundo, gostaria de ser de esquerda, mas considera-a um espaço demasiado mal frequentado. Polemista exasperante, colecciona desafectos à mesma velocidade com que vai largando filhos no nosso mundo. Leitor compulsivo, orgulha-se de saber de cor os mais importantes artigos do Código do Processo Civil e dos menos importantes recita, pelo menos, as epígrafes, habilidade que usa, com sucesso, na arte de bem impressionar as suas interlocutoras. Desperta invejas suficientes para saber-se no caminho certo. Vive obcecado com o receio de que a sua indesmentível beleza sirva o propósito dos seus detractores: verem vacuidade nos seus incisivos textos. Foi militante da então Juventude Centrista nos anos 90, mas só se filiou no CDS em 2008. Actualmente é Conselheiro Nacional. Coordena o Blogue de Direita da revista Sábado.



Tiago Loureiro, 23 anos, licenciado em Gestão de Recursos Humanos. Vive na Maia, nos arredores do Porto, duas cidades nas quais faz questão de viver grande parte da sua vida. Sportinguista por nascimento, liberal por convicção e palmaníaco por bom gosto. Não é militante do CDS – lá chegará o dia – deixando o exclusivo da sua militância para a Juventude Popular, onde a pratica com orgulho. Escreve também no Espelho Mágico
. O resto é melhor nem saberem…




Tomás Belchior, 31 anos, lisboeta, militante do CDS desde 2008, pessimista com alguns remorsos, economista não-praticante, vodka tónico.


 


Vasco Lobo Xavier é casado e pai de quatro. É advogado e tem um enorme fraco pela imensa força azul e branca. Colou o primeiro cartaz do CDS em 1976 e escreve o que entende — quando lhe apetece ou lhe permitem os prazos judiciais — no Mar Salgado.


 

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