Os (até agora) 592 064 portugueses que votaram CDS estão de parabéns, conquistando o seu terceiro melhor resultado em eleições legislativas.
Mas a caminhada não acaba aqui. Com este resultado, os portugueses que votam CDS logram, uma vez mais, alcançar o limiar de um patamar diferente, com um peso mais significativo na condução dos destinos do nosso país.
A votação aumenta, a representação parlamentar aumenta, a responsabilidade aumenta. Todas elas ficam confiadas, desde logo, aos deputados, aos dirigentes e aos militantes do CDS. Mas – e quero escrevê-lo enquanto votante sem cartão de militante do CDS – incumbem também aos portugueses que pensam como o CDS.
É que os próximos tempos vão ser difíceis e haverá, certamente, ocasiões em que outros – ditas as coisas em bom português – criticarão o CDS “por ter cão e por não ter”. Ou seja: haverá alturas em que o CDS será criticado por trair os seus eleitores quando entender dever apoiar a estabilidade necessária. E haverá momentos em que o CDS será criticado por não apoiar um qualquer argumento de governabilidade por entender que tal defrauda as expectativas que nele se encontram depositadas.
É, pois, necessário não perder o foco no essencial. E o essencial é a medida em que os valores e as ideias representadas pelo CDS podem, ou não, avançar.
Tenho a confiança que os meus representantes vão combater por esse avanço e continuar a fazer por merecer o apoio do eleitorado. Mas, para que a nau seja levada a bom porto, é imprescindível que aqueles que pensam como o CDS não se esqueçam que o CDS também continua a pensar como eles.
Liberdade para aprender. Liberdade para trabalhar. Liberdade para investir. Liberdade para progredir. Liberdade para criar riqueza. (Mais) liberdade para decidir o destino a dar a essa riqueza. Liberdade para ter (mais) filhos. Liberdade para preparar a reforma. Liberdade para andar na rua. Liberdade para ser solidário. Liberdade para escolher.
Liberdade para votar em quem o defende. Liberdade para votar em quem acredita que cada pessoa é capaz.
Liberdade para votar CDS.
Acha que está melhor do que há quatro anos (e meio)?
... e, com o CDS, podemos permanecer serenos:
... e há quem, desta vez no Distrito da Guarda, continue a discutir o País e a marcar a diferença:
Portas defende que o próximo MAI tenha «força, peso e autoridade».
A Constituição não é verdade revelada. A soberania do povo legitima a sua modificação. E as orientações presentes no programa eleitoral do CDS – tendo em vista, ao fim e ao cabo, uma maior liberdade dos órgãos do Estado e uma maior liberdade individual – justificam uma revisão constitucional.
A Constituição não é uma lei mosaica: pode ser alterada e – quando as suas revisões tenham em vista um impacto efectivamente positivo na vida do País – deve ser alterada. As orientações para uma revisão constitucional vertidas no programa eleitoral do CDS têm em vista esse impacto positivo e devem ser alvo de reflexão.
Afirma-se, no programa eleitoral do CDS que «(…) a próxima legislatura é de revisão constitucional» (1). Discordo, na forma, desta afirmação: não existe qualquer dever de modificar a Constituição na próxima legislatura, mas tão só a possibilidade de desencadear uma revisão constitucional dita «ordinária» (cfr. n.º 1 do artigo 284.º da Constituição).
Acabei de ouvir José Sócrates, à entrada dos estúdios onde se iniciará, daqui a pouco, mais um dos debates entre os líderes dos partidos com assento parlamentar, afirmar que "esta disputa [a das eleições do próximo dia 27 de Setembro] é uma disputa entre PS e PSD".
Bem sei - como não haveria de saber, pois que somos constantemente lembrados disso? - que as eleições legislativas, em Portugal, em Espanha, em Itália, no Reino Unido, certamente noutros sítios, contêm uma dimensão de escolha do Primeiro-Ministro.
Pois sim: não é isso que se lê na nossa Constituição. O que se lê na nossa Constituição (a qual, concordemos ou não com todo o seu conteúdo, é a lei fundamental do nosso país) é que "[o] Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais" (n.º 1 do artigo 187.º).
Nestas eleições, a primeira coisa que está em causa é a eleição dos 230 deputados que, presentemente e nos termos da respectiva lei eleitoral, compõem a Assembleia da República, representando, como se afirma no n.º 2 do artigo 152.º da Constituição, todo o país. E é em função dos resultados dessas eleições que o Presidente da República indigitará o próximo Primeiro-Ministro, para que este e o seu Governo apresentem o respectivo programa à Assembleia da República.
Mais: se se pretende que existam eleições para a escolha do Primeiro-Ministro, pois que se altere a Constituição e se estabeleça, à semelhança do que se verifica desde há algum tempo, salvo erro, na Constituição de Israel, essa escolha directa. Depois não se admirem é que venha a colocar-se a questão, como julgo que já se ponderou neste último Estado, de saber como resolver o problema da governabilidade no caso de haver diferenças de cor política entre o Primeiro-Ministro directamente eleito e o parlamento nacional, também directamente eleito.
Não nos tentem é convencer que as eleições do próximo dia 27 de Setembro se limitam a uma escolha a preto e branco. Não! O voto dos portugueses é livre e cada um vota em quem se revê.
Indo, aliás, de encontro aos desejos de Francisco Louçã, sou um dos portugueses que comprou o livro com o programa eleitoral do Bloco de Esquerda. A ideia era lê-lo e debater aqui alguns dos seus pontos.
(na edição de hoje do i, sem destaque no original)
E a luta continua. O próximo episódio consuma-se a 27 de Setembro.
Portugal precisa mesmo de um "braço direito"...
MFL insiste em que, para o CDS, PS e PSD seriam a mesma coisa. PP relembra que quem tem falado em bloco central vem do PSD.
"As pessoas têm direito a votar CDS. Não as asfixiem democraticamente."
PP
Com franqueza, as eleições de 27 de Setembro são legislativas e nacionais. É mais importante debater AJJ ou o estado do nosso país?
"Não é possível mais segurança sem mais polícia": o PSD apoia o CDS?
Julgamento em 48 horas em casos de flagrante delito: o PSD apoia o CDS ou não?
Rendimento mínimo e CDS: fiscalização e reaproveitamento de recursos para pensões.
Rendimento mínimo e PSD: igual ao PS? Igual ao PS.
Falar claro: Subsídio de desemprego e pensões prioritários face ao RSI.
MFL confunde fiscalização do rendimento mínimo e reaproveitamento dos recursos nele mal dispendidos com eliminação do rendimento mínimo.
MFL diz-se incapaz de fazer um discurso igual ao de PP no RSI.
A diferença do CDS: desconto no IRS em função dos filhos - imediato e não 18 anos depois...
1. Os confrontos democráticos entre CDS e PCP continuam a marcar o nosso regime. Na conversa de hoje ecoam mais de 30 anos da história do nosso país.
2. A Democracia Cristã como veículo de prosperidade, representada em Portugal, desde 1974, pelo CDS, continua a recomendar-se.
A questão do aproveitamento comparado da PAC por Portugal, Espanha e Itália levanta a relevante questão da importância da defesa dos interesses nacionais junto da (dentro da e com a) UE. Os principais interessados em defender os interesses de Portugal são os portugueses. Não podemos esperar que outros os defendam melhor do que nós.
Tolerância democrática: PP reconhece o esforço do PCP em matéria de agricultura.
A "economia de mercado com responsabilidade ética" de que PP fala é a economia social de mercado que caracteriza o CDS desde 1974.
"O que nos separa é a Constituição da República Portuguesa".
Jerónimo de Sousa
Pois é: e, no que toca à parte económica da Constituição, ainda bem!
Post editado
À atenção de Francisco Louçã:
"Os monopólios são péssimos, sejam públicos ou sejam privados (...) Nós precisamos de concorrência."
PP
Jerónimo de Sousa lembra-me algo que em tempos ouvi. Qualquer coisa como "a diferença entre o socialismo e a democracia cristã é que os socialistas querem acabar com os ricos, enquanto os democratas cristãos querem acabar com os pobres".
"Se eu penso como o CDS devo dar força ao CDS. É preciso que a convicção tenha uma consequência e a consequência da convicção é o voto. O regime precisa de longe de mais escolha, de mais diferença, de mais autenticidade e de mais independência."
Texto e vídeo disponíveis aqui.
"Estamos aqui porque defendemos a liberdade de expressão. Todos têm direito a falar, até os traidores."
Daniel Cohn-Bendit
Paris, Maio de 1968
*retirado daqui
It is no use saying, 'We are doing our best.' You have got to succeed in doing what is necessary.
Churchill
Pelo João Moreira Pinto, numa das ruas paralelas à nossa.
Ou, como disse Paulo Portas, "Para si a culpa é toda do passado ou do Mundo. Ó Senhor Primeiro-Ministro, assuma lá uma responsabilidadezinha!"
Paulo Portas foi entrevistado hoje pelo I. A entrevista encontra-se disponível aqui.
A frase é de Paulo Portas e foi dita, há pouco, no fim do discurso de rentrée em Aveiro. Resume um ponto que foi destacado nessa mesma comunicação: o do trabalho como forma de progresso individual; o da necessidade de os portugueses – pelo seu esforço e pela sua iniciativa – terem condições para uma mobilidade social, sem espartilhos artificiais. E marca um mundo de diferença relativamente a outros discursos…
Subscrevo este post do Rui Castro, a propósito desta opinião de Eduardo Pitta. E acrescento que produtivo e esclarecedor, também em matéria de segurança, é saber quais as alternativas que se apresentam ao eleitorado. E o CDS tem a sua: veja-se o Plano policial, penal e social de combate à insegurança, disponível no sítio do CDS.
Também aqui se sabe com o que se pode contar da parte do CDS. Também por aqui vale a pena dar força ao CDS.
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