Real politics, agora.
Por fim Portugal chega a uma disposição parlamentar diversificada, numa altura de maturidade democrática. Sintomático do modo diferente de pensar a sociedade dos eleitores, mas também da diversidade de propostas programáticas.
Não há como esconder, a agenda do CDS é a mais pragmática, incisiva e concreta. E o Povo disse que essas ideias deveriam ser olhadas de forma irremediável.
Ao PS resta negociar. Negociar com o tempo, se quiser cair e arriscar maioria absoluta. Negociar com Cavaco para aproveitar a sua fragilidade. Negociar com a Esquerda e hipotecar o futuro do País, contrariando a vontade de 10,5% dos eleitores que quiseram colocar o CDS como terceira força do Parlamento, e portanto, como elemento decisivo na tomada de decisões.
O PS pode ainda negociar com o CDS. O caderno de encargos do CDS é claro e sendo também útil e bem estruturado, não me parece impossível alcançar um acordo com os Socialistas para dotar o Governo de alguma estabilidade. Acordo, não coligação, que fique claro.
Qualquer negociação com os socialistas tem de partir de uma base do principio que há demasiadas políticas incompatíveis com o programa do CDS. Demasiadas diferenças. Mas o Povo quer que o PS tenha em atenção as propostas do CDS. E assim será. Pontualmente e sem nunca trair aqueles que convictamente votaram no CDS contra as políticas de José Socrates.
Que resultado fantástico este do CDS-PP. Antes de qualquer comentário, quero dar os parabéns a todos aqueles que acreditaram que na política as ideias firmes mas concretas, coerentes, mas úteis, honestas, mas necessárias, podem e ganham votos.
Parabéns ao Micha (o meu Presidente!!!) e a todos os novos deputados do CDS que tanto se esforçaram por merecer a confiança dos portugueses!
Parabéns também - permitam-me - a todos os moradores desta Rua Direita que de uma maneira muito própria também fizeram com que o CDS seja hoje mais do que nunca uma alternativa real, com ideias diferentes e diferenciadas.
A todos, por fim, que silenciosamente preferiram pensar como nós, muito obrigado !
É inevitavel, estes últimos dias não vão dar nada de novo aos eleitores em termos de políticas concretas para o futuro dos proximos 4 anos em Portugal.
Os Partidos do Centrão vão estar - para variar - preocupados com o curto prazo, neste caso, preocupados em condicionar / planear acordos e cenários pós-eleitorais. Como ninguém vai querer admitir que vai fazer coligações, nenhum eleitor vai poder decidir em consciencia o futuro Governo do País. E como também não discutem política a sério, também ninguem vai saber em que programa estão a votar.
Decididamente, o voto no CDS é o voto mais claro e definido. Sabe-se exactamente o que se obtem e os vectores programáticos. Tudo o resto é uma poeira "utilitária" do voto.
Portas visita feiras e mercados, mas é o PSD que faz a peixeirada do costume.
Cavaco despede o assessor por cumprir as ordens do PR, sem explicar porquê (deve ser normal haver rumores de escutas ao representante máximo da nação e este despedir quem supostamente lançou o boato a seu mando para os jornais - perceberam a lógica ? eu não...).
Depois MFL fala em asfixia democrática sabe-se la de quem e de onde, e deixa no ar o clima de medo na sociedade portuguesa.
Para apimentar, surge o clássico João Jardim a disparar em todas as direcções, e vincando a verticalidade do PR.
E para compor o ramalhete, o inevitável Pacheco Pereira, com as suas sempre fresquinhas postas de pescada, que apodrecem no ar do Abrupto.
Sinceramente, é nisto que querem depositar o voto útilo à direita !?
No UK discute-se onde poderá o Governo poupar nos custos para enfrentar o escalar da despesa pública, consequencia da crise financeira mundial.
Tanto trabalhistas como conservadores parecem ter concordado em cortar severamente nas despesas com a educação (apenas um dos campos onde o Governo irá cortar na despesa), nomeadamente no ensino superior, onde os student loans vao perder taxas bonificadas, as propinas aumentam e as bolsas diminuem. Só aqui, o UK espera poupar mais de 3 mil milhões de GBP.
Em Portugal discute-se onde e quanto mais se deve gastar.
... uma crise no Gabinete da Presidência a uma semana das eleições.
Afinal eram escutas ou comadres ?
PS e PSD passaram os últimos dias a discutir:
1. Se Portugal é ou não uma provincia de Espanha;
2. Se o PSD pagou aos proprios militantes para votações internas;
3. Se Manuel Alegre é socialista convicto a 50% ou bloquista moderado a 36,6% (e ja agora, se o cravo na lapela é uma espécie de ISO2000 para denominar a qualidade de um político)
4. Se a Madeira é ou não asfixiada democraticamente;
5. Se o PR disse ou não disse para um assessor dizer ou não dizer a um jornal que publicasse ou não publicasse que estava com medo que um outro assessor (do Primeiro-Ministro) estivesse a cuscar ou mandar alguem cuscar as suas conversas. Isto tudo, passado há mais de 17 meses, sem que ninguem se sentisse ofendido na altura (o que se fosse verdade, seria gravíssimo).
Ou seja, problemas do país, nenhum dos partidos do centrão quer discutir. E é este o voto útil ?
PS e PSD já afiaram as garras para o voto útil. Não que a utilidade do voto seja evidente, mas o argumento está sempre lá. Não mostram ideias, não mostram soluções, é tudo mais do mesmo, e ainda assim, é-lhes permitido com toda a arrogancia exigir a confluencia de votos.
Pobre da democracia que se permite a achar que para governar é preciso maiorias absolutas.
Ok, o assunto não é novo, mas este domingo passaram-se alguns limites do aceitavel. Marcelo Rebelo de Sousa é, como toda a gente sabe, militante do PSD. Mas também comentador da RTP. Se por um lado entendo que não possa fazer-se passar por imparcial, embora aparente querer, fazer um apelo descarado - desesperado? - ao voto útil no PSD é claramente um abuso. Ainda para mais na televisão pública.
Será que Louçã vai exigir a Ana Drago e a Joana Amaral Dias que devolvam as acções que compraram nas privatizações ao preço de aquisição, como diz que irá fazer a Americo Amorim ?
Joana Amaral Dias e Ana Drago - as meninas bonitas do BE, se me permitem - jogaram na bolsa nas privatizações da Galp e EDP.
"Faz o eu digo, nao faças o que eu faço"
Afinal Louçã tem PPRs. E aproveitou os benefícios fiscais.
Evolução da convergência de Portugal para a média da UE
fonte: FMI, Country Report, October 2007
Foi impressão minha, ou a entrevista do RAP ao Louçã não teve piadinha nenhuma ?
Fonte: www.euro-area.org
MMG tem mais piada em entrevistas que Ricardo Araujo Pereira.
[desculpa a intromissão na contagem de posts Ines]
Protecção Laboral vs Declínio da produtividade
Fonte: FMI, Country Report, October 2005
Crescimento da produtividade (série longa, com Filtro H-P)
Fonte: FMI, Country Report, October 2005
A falência da Lehman Bros. foi há um ano. Não vou certamente esquecer esse dia. Marcava o tombo de um dos gigantes dos mercados. Marcava o espírito de Wall St.
Depois disso, agravou-se a crise financeira que já se sabe, e alargou-se a discussão sobre qual o tamanho e espaço de intervenção optimo dos Estados. Um ano depois e já com algum distanciamento, é possível afirmar que só foi possível o total descontrolo da banca de investimento worwide porque a regulação do Estado facilitou e falhou. O mercado seguiu o seu caminho, bem e mal; ao Estado compete impedir - regulando - que o mercado ponha em risco o próprio Estado. O Estado falhou. Mas a esquerda aproveita-se para vincar a importancia do Estado, quiça num ultimo folego - canto do cisne? - marxista / keynesiano. O tempo provará (e provou) o contrário.
Ainda assim, deixo a pergunta (e a resposta, se me permitem): porque é que o Estado não interveio atempadamente? Talvez porque os gordos impostos que recolhia da banca satisfaziam toda a gente e enfraqueciam a regulação...afinal a culpa é dos bancos que naturalmente perseguem o lucro, ou dos Estados que nao zelaram pela segurança financeira dos seus contribuintes?
Aqui ficam, para memória futura e sem prejuízo de análises posteriores, as nossas impressões em directo, ao longo do debate entre Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas.
(2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18), (19), (20), (21), (22)
II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII, XIX, XX, (post Match Report)
Impressões Telegráficas do debate MFL-Portas, Ponto Prévio, Prudência, Cautela e Caldos de Galinha, 20 minutos depois, Promessas, Rendimento Social de Inserção, Resumindo, II, III, Alegações Finais, Castelos de Areia
"foi um KO técnico" Ricardo Costa, SIC Notícias
15 a zero !!
Curiosa esta recente paixão de MFL pela Madeira de Alberto João Jardim... só pode ser a tal "Política de Verdade" que apregoam...
"eu impus esses debates" MFL
"em democracia nada se impoe" PP
MFL não faz a minima ideia de que políticas quer para controlar o crescimento exponencial da criminalidade.
O PSD é ambiguo na segurança, logo um dos maiores problemas nacionais e sempre inerente a crises económicas.
O CDS é claro.
Há dúvidas ?
"as pessoas não podem morrer antes de encontrar emprego"
Com esta atitude do PSD no poder e com a falta de vontade de enfrentar os incentivos a não trabalhar via RSI, não tenho dúvidas que as hipoteses de sobrevivencia diminuem drasticamente...
Se a agricultura e a industria está morta, não é com incentivos à não-produtividade que se vai resolver.
Há mão-de-obra disponível ? vamos subsidia-los a não trabalhar !
A resposta à emergencia social em que o País se encontra do PSD é o RSI.
(!!!!!!!!!!!!!!!)
Tradeoff entre RSI e pensões ?
RSI em géneros ?
RSI implica gasto de 500milhões / ano e tem fraude 25% com a inspecção que todos sabemos como funciona.
E PSD não quer mudar.
Ah ! o RSI, finalmente!
PSD copia uma das políticas bandeira do CDS. Aqui já vai no bom caminho... mas não acha que é financiamento à preguiça. Cá está o medo de clareza do Centrão.
MFL conta com os estabilizadores orçamentais para aumentar receita:
1) não vai mexer no grave problema do lado da despesa.
2) está a contar com crescimento com emprego.
Ambas estão erradas.
(e ja agora, a Alemanha não é Portugal)
Agora tive medo: MFL não está preocupada com o PEC e as políticas de estabilização orçamental dos países da UE e da zona Euro. Num mercado eficiente, ao ser eleita, esta Sra estava a implicar uma subida de 0,50% do risco de crédito da Republica.
MFL quer discutir o conceito de "ambiguidade". Afinal a sra é prof. de Filosofia !?
Oh Manela, então o pagamento de juros do Estado quando se atrasa está ou não está no programa do PSD!? Decida-se ! (ou leia o seu proprio programa....)
Eu facilito-lhe a vida: não está !
"os impostos nao se baixam quando se quer, baixam-se quando se pode" MFL
Ora, muito bem, lá se foi a política fiscal para a gaveta, afinal não é uma variavel de intervenção do Governo. Boa sra. prof. doutora.
"nao minto nem engano os eleitores" MFL
Por isso nao se compromete com nada.
Impostos, segurança, política europeia, pensões e RSI.
Eis as diferenças. CDS é claro, PSD é comprometido e obscuro.
Judite de Sousa parece o Martins dos Santos. Cartões amarelos e vermelhos por todo o lado, mas sem qualidade de arbitragem.
MFL começa com auto-golo. Portas acaba de dizer que o seu principal adversário é o Eng. Socrates e MFL atira-se a Portas dizendo que para o CDS é indiferente quer ganhe PS ou PSD.
"PSD nao precisa dos votos do CDS para vencer o PS"
"O objectivo é impedir que JS vença as proximas eleições"
MLF a abrir o debate, que pelo tom, parece que vai ser bastante calmo.
Portas inicia o debate a diferenciar o CDS do PSD. A marcar o tom inicial do debate. Longe, mas perto. Perto, mas longe.
Chegou a hora da verdade. PSD e CDS são diferentes. E muito. MFL é uma líder pouco convicta e pouco motivadora, que nem sequer o seu partido conseguiu unir (quanto mais os portugueses); defende ideias pouco concretas acerca da solução para os problemas do país e acena com um ar tatcheriano, todavia sem as virtudes da honorabilissima Dama de Ferro. Para além do mais, demonstra mais uma vez o pantano ideológico de onde o PSD nunca saiu (alias, onde se formou) ao misturar indefinições de caracter social, com ideias soltas liberais, apresentadas sob um manto de conservadorismo torpe e até - permitam-me - barato.
Ao invés, Portas surge no auge do seu desenvolvimento como político, com ideias bastante concretas e focadas de como intervencionar os variadas zonas críticas que estão na base dos principais problemas nacionais. Finalmente, foi possível notar uma onda de fundo no CDS, mas acima de tudo para CDS de eleitores que veem nas ideias apresentadas mérito suficiente para merecer a responsabilidade do seu voto. O conservadorismo dos valores não colide com a convicção de que é através da economia de mercado livre, mas regulado, que está a verdadeira solução e a fonte de prosperidade do Séc.XX e até aos nossos dias.
Com o centrão voltaremos a ter comprometimentos, compadrios e muitos jobs e despesismo. Como, alias, sempre foi. Está na hora de dar ao País a responsabilidade de um CDS com peso.
Fonte: FMI
Hoje acordei e dei por mim a pensar que a discussão política está neste momento demasiado centrada nas supostas nacionalizações.
Mas está tudo doido ou quê !??
Alguem no seu perfeito juizo vai querer transformar Portugal num Estado pró-Socialista estilo Venezuela ou algo parecido !? Já alguem parou para pensar nas reais consequencias disso !?
Meus amigos, até certo ponto, tem piada, pelo argument sake... Mas ja chega... Está a ficar demasiado sério para brincarmos e perder tempo com coisas sem sentido...
Termina o debate. Cordial, entre dois políticos de convicções, antagónicos, mas com ideias francas e honestas.
Jerónimo evitou entrar em confronto ideológico forte com o CDS, porque o momento é de facto dramático. Mas não apresenta ideias novas para além do poeirento, utópico, radical e desastroso marxismo-leninismo.
Portas apresentou ideias concretas para fazer face à crise económica que há anos assola o País, quer em termos fiscais, na política social, na saúde e na agricultura. O CDS demonstrou que é uma realmente uma alternativa credível e viável para o País. Responsável, mas firme.
Jerónimo fala em "dinamizar a agricultura familiar". Então que é feito da Reforma Agrária !?
Jerónimo também não sabe porque é que o Estado não usa a capacidade instalada nas instituições socials para emagrecer as listas de espera.
Não sabe porque, mas não quer concordar com o CDS. Porquê? Porque a ideia vem da Direita.
A saúde não é uma questão ideológica.
Jerónimo, deixa la o "bife do lombo"
"as listas de espera demonstram a não universalidade do sistema nacional de saúde"
Mais operações, menos listas de espera, mais serviço nas instituições sociais, aproveitamento da capacidade instalada.
Ainda há esperança neste SNS.
"A economia de mercado permitiu a prosperidade da Europa" PP
O euro permitiu baixar o spread de risco de Portugal vários pontos, permitiu baixar o peso do serviço da dívida externa de Portugal. É bom ter isto em conta.
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