Não foi o lirismo do bloco -nem a (im)possibilidade de uma coligação Louçã/Socrates- que trouxe ar novo à nossa democracia, foi a pedra no sapato que baralhou as contas da esquerda e que promete dinamizar a política portuguesa. Parabéns CDS!
Para quem está a pensar em votar no Bloco de Esquerda, para quem quer um voto útil e uma verdadeira mudança, a melhor alternativa é mesmo o CDS-PP.
Ontem a APFN publicou um comunicado sobre As Legislativas e a Política de Família, onde é fácil compreender que o CDS-PP é o único partido com representação parlamentar que defende os interesses das famílias portuguesas de modo coerente. Vejamos:
“A APFN lamenta o desinteresse manifestado pelos restantes partidos, em particular por PS e PSD, partidos que se têm alternado no Governo e, como tal, responsáveis directos pela desastrosa política de família que tem vindo a ser seguida nos últimos 30 anos, razão pela qual Portugal tem vindo a mergulhar num cada vez mais profundo Inverno Demográfico.
Só na actual legislatura, em que foram registadas as quatro mais baixas taxas de natalidade de sempre, o défice de nascimentos foi superior a 240.000, com a agravante de que as mulheres portuguesas em idade fértil desejam, em média, ter mais de três filhos!
Só num país com uma desastrosa Política de Família é que é possível tal resultado!
Sendo a maioria das famílias numerosas simpatizantes ou militantes dos partidos que as ignoraram e as têm ignorado, a APFN apela aos simpatizantes e militantes desses partidos para que os pressionem a, até à próxima sexta-feira, responderem, em concreto, às questões que não quiseram responder.
Apesar do alheamento a que grande parte dos partidos políticos tem mostrado relativamente às questões que, directamente, afectam as famílias com filhos, procurando, pelo contrário, entreter os portugueses com outros assuntos, causa do cada vez maior alheamento dos portugueses à vida partidária que se traduz numa crescente abstenção, a APFN apela a que todos votem no próximo domingo, para o que existe uma grande variedade de alternativas para quantos se encontram desencantados com 'os do costume'.”
Porquê os mega investimentos em escavar mais túneis para carros quando a bicicleta bate todos a custo zero? Isto não é uma questão ideológica, é uma questão de diminuir investimentos públicos exclusivamente direccionados em promover o uso do automóvel, em detrimento da qualidade do ambiente urbano. (Para pedalar é preciso o pé esquerdo e o direito).
Uma solução para o problema do TGV:
1. Concessiona-se o TGV Caia - Lisboa ao Estado Espanhol.
2. Espanha financia, constrói, equipa, opera, e lucra/perde com os resultados operacionais do TGV por um período acordado (ex. 100 anos).
3. Portugal recebe pela concessão, tributa a operação, e fica com a linha.
Resultado: Todos ganham!

A integração de um plano de eficiência energética com um plano de transportes nacional, ambos propostos no Programa do CDS, complementados com planos de mobilidade locais integrando os diferentes modos de transporte e os “modos suaves” (deslocações de bicicleta e pedonais) adiantará muito em resolver os problemas da mobilidade e qualidade da vida urbana em Portugal. Melhorias no ambiente das cidades, no desempenho energético nacional e na segurança rodoviária e urbana são possíveis sem a exigência de grandes investimentos públicos. As medidas são de fácil implementação através da requalificação das redes rodoviárias urbanas, complementadas com as redes de transportes públicos existentes; Por exemplo, a medida de permitir bicicletas nos comboios a qualquer hora e sem custo é uma boa prática que foi implementada recentemente. No caso da promoção da bicicleta como meio de transporte urbano diário, os estudos com melhores resultados de segurança e eficácia contemplam o uso de faixas partilhadas aproveitando arruamentos existentes para uso dos veículos motorizados e das bicicletas, libertando os passeios para os peões.
Portugal é dos países europeus com maior dependência no automóvel para a mobilidade diária dos seus cidadãos (Eurostat). Esta taxa reflecte-se na elevada percentagem de gastos provenientes dos orçamentos das famílias, das empresas e do próprio estado para pagar os combustíveis, automóveis e a sua manutenção. Também a enorme fatia do orçamento público dedicado às infra-estruturas necessárias para acomodar esta dependência é brutal, se considerarmos os investimentos feitos nas estradas, auto-estradas, viadutos, túneis, e silos de estacionamento. Por quantificar ainda falta considerar o custo do território ocupado e rasgado pela rede rodoviária, a deterioração ambiental e paisagística que resulta, e ainda as despesas de saúde em acidentes e doenças de sedentarismo e stress provocadas pelo uso maciço do carro nas áreas urbanas e suburbanas do país. Como país, a nossa dependência no automóvel aumentou de 24% para quase 60% nos últimos 18 anos, de acordo com um estudo efectuado em finais de 2008 (Oliveira, Cruz). Será que os investimentos nas infra-estruturas rodoviárias e o desenvolvimento do carro eléctrico propostos pelo eng. Socrates fazem sentido para Portugal? Podemos considerar estes uma prioridade? Talvez a semana europeia da mobilidade, a decorrer entre 16 e 22 de Setembro, seja uma boa altura para reflectir sobre este assunto.
Quem demitiu a Manuela Moura Guedes?
Parece-me que falta muito na sociedade e nas mentalidades dos portugueses para cumprir a república. Nesta óptica, o desfecho deste gesto audaz e provocador dos 31 da Armada deverá ser interpretado como um termómetro do espírito democrático da actual república portuguesa. Não serão os festejos que vão marcar o povo, que pouco se interessa por estes eventos, muito menos o idiossincrásico elitismo de alguns políticos geriátricos que proclamam-se como republicanos. A capacidade de aceitação de eventos como este hastear da bandeira monárquica (e portuguesa) é que pode ser marcante; tal como matar o touro em Barrancos foi um crime que compensou e que muito demonstrou sobre a aplicação das leis em Portugal, a maneira como a república lida com esta tourada das bandeiras também será reveladora.
A questão sobre a incapacidade desta república governar o território nacional está bem simbolizada por ambas as acções divertidas dos 31 da Armada, uma nos confins do território, na esquecida e ocupada Olivença, outra em pleno centro administrativo da capital. O Ministério Público poderá vir a punir os quatro autores desta brincadeira por alegado ultraje à república devido à substituição de uma bandeira municipal por uma bandeira monárquica, mas não se atreve a condenar a poderosa monarquia espanhola por ilegalmente colocar as bandeiras do seu rei soberano nos territórios e monumentos deste concelho português de além Guadiana. Local esquecido pelo nosso Estado, onde estes valentes “shit disturbers” foram colocar a bandeira da república portuguesa.
Será que a república portuguesa é uma verdadeira república, que zela pelos seus cidadãos e o seu território geográfico e cultural, ou será que é uma entidade fechada, impondo a ideologia prescrita e privilegiando o status quo em vez de se preocupar pelos interesses do país real? Sabedoria popular diz que "cada povo tem o governo que merece", e nestes assuntos como em toda a política isto depende de nós todos, começando pela opção de escolha nas próximas eleições.
As sondagens sobre a união ibérica querem marcar a agenda, mesmo quando a falta de seriedade impõe que as respostas de pouco mais de 300 portugueses são publicitadas em nome de todos nós. Sobre isto, a análise de Jaime Nogueira Pinto não podia ser mais incisiva.
Claro que nada disto seria preocupante se o primeiro-ministro Sócrates não tivesse anunciado como prioritário “Espanha, Espanha, Espanha!” logo após ter tomado posse, ou se o ministro Mário Lino com a tutela dos projectos estruturantes do território nacional não se auto-proclamasse “um iberista convicto”, enquanto visitava o país vizinho.
Neste contexto, a teimosia em construir um TGV para Madrid também pode ser interpretada como “inteiramente desajustada das realidades, dos interesses, dos sentimentos dos Estados e povos peninsulares”, parafraseando Jaime Nogueira Pinto.
Socrates, acorda homem! Troca o teu carro eléctrico pela bicicleta! Made in Portugal, cria emprego, amiga das cidades, vês o país real, põe-te em forma e é 100% não poluente!
Não tenhas medo camarada! Muda! Pedala!
O Carro Eléctrico… Eis a vontade do PS mudar Portugal .
Mudam-se os engarrafamentos dos carros de hoje pelos mesmos engarrafamentos, com os carros eléctricos de amanhã…
Mudam-se as SCUTS, auto-estradas e parques de estacionamento dos carros de hoje, pelas mesmas obras e financiamentos estatais, para os carros eléctricos de amanhã…
Mudam-se os acidentes, os atropelamentos, a insegurança urbana e rodoviária de hoje, pelos mesmos flagelos amanhã.
Mudam-se os impostos de combustível e de automóvel de hoje, pelos impostos de electricidade e de automóvel amanhã. E assim avança o Portugal Socialista, o Estado todo decisor, todo centralizador.
Muda tudo e não muda absolutamente nada. E o contribuinte é que paga.
Esta medida desesperada de oferecer um depósito de 200€ a cada bebé que nasce até pode parecer benévola, mas no mínimo é contraditória. A política que este governo tem promovido para as famílias Portuguesas demonstra uma completa falta de estratégia para incentivar a natalidade no país. Medidas a curto prazo, muitas nefastas, e quase sempre armas mediáticas sem vontade de qualquer progresso político e social no país, disponíveis no link "ver mais".
As prioridades deste governo estão nas grandes obras, nas grandes empresas, nos grandes investimentos, nos PINS (Projectos de Interesse Nacional) sem o IN, mas com o PS. Mas em boa verdade estas prioridades do executivo em funções pouco interessam ou dizem respeito às famílias Portuguesas e ao seu problema de natalidade. Pelo contrário, o desvio de avultadas somas dos fundos disponíveis não vai permitir ao Estado financiar os programas que indirectamente vão criar condições para as famílias, e daí indirectamente incentivar a natalidade, regenerar a economia e revitalizar os envelhecidos e decadentes centros históricos das nossas cidades com pessoas.
Melhor do que anunciar medidas “show-off” para o telejornal, como tem feito este governo desde o início, porque não optar por políticas centradas em dar à sociedade Portuguesa os incentivos para terem mais filhos. Estes incentivos passam pelas oportunidades de emprego, de gerar riqueza, de habitação projectada para famílias com crianças e de ter opções de creches, infantários, escolas e colégios que vão ao encontro do que os pais e mães procuram. Um sistema de saúde que esteja acessível a todos com custos comportáveis, seja ele através de pediatras privados ou públicos. Cidades confortáveis e acessíveis às famílias, com políticas de habitação e mobilidade que reforcem o papel da família nos centros urbanos. O papel do Estado é de incentivar e promover estas possibilidades, em vez de fazer intervenções directas inúteis e muitas vezes até contraditórias que não servem de modo nenhum os interesses dos Portugueses, quais 200€ no mealheiro!
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