Vai para três semanas que por estranhos critérios de gestão empresarial o mais visto e o mais independente dos telejornais nacionais foi suspenso.
E habituámo-nos tão depressa, não foi?
Se o caso Manuela Moura Guedes tem a importância que tem, muito se deve à importância que lhe foi dada pelo próprio governo. Dona de uma tenacidade e uma independência pouco vistas no jornalismo que por cá se faz, o que a torna uma figura incontornável e até incómoda, acabou acusada de ser parte fundamental numa série de campanhas negras e peça fulcral na construção das mais diversas conspirações contra José Sócrates.
Acredito que o governo nada tenha a ver com o assunto. Mas quem vai colocando as mais diversas suspeitas sobre alguém que apenas decide fazer uso de um princípio base da democracia, o da liberdade de imprensa, não se pode agora queixar das suspeitas que lhe caem em cima quando essa figura e a sua liberdade são, aparentemente, postas em causa.
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