Portas visita feiras e mercados, mas é o PSD que faz a peixeirada do costume.
Cavaco despede o assessor por cumprir as ordens do PR, sem explicar porquê (deve ser normal haver rumores de escutas ao representante máximo da nação e este despedir quem supostamente lançou o boato a seu mando para os jornais - perceberam a lógica ? eu não...).
Depois MFL fala em asfixia democrática sabe-se la de quem e de onde, e deixa no ar o clima de medo na sociedade portuguesa.
Para apimentar, surge o clássico João Jardim a disparar em todas as direcções, e vincando a verticalidade do PR.
E para compor o ramalhete, o inevitável Pacheco Pereira, com as suas sempre fresquinhas postas de pescada, que apodrecem no ar do Abrupto.
Sinceramente, é nisto que querem depositar o voto útilo à direita !?
Ok, o assunto não é novo, mas este domingo passaram-se alguns limites do aceitavel. Marcelo Rebelo de Sousa é, como toda a gente sabe, militante do PSD. Mas também comentador da RTP. Se por um lado entendo que não possa fazer-se passar por imparcial, embora aparente querer, fazer um apelo descarado - desesperado? - ao voto útil no PSD é claramente um abuso. Ainda para mais na televisão pública.
"Madeira é exemplo de um bom Governo do PSD"
Manuela Ferreira Leite @ Madeira
Na entrevista que Paulo Mota Pinto deu ao i, no passado dia 29 de Agosto, foi-lhe colocada a questão da possibilidade de criação de um governo do Bloco Central, após as eleições legislativas.
Das suas respostas tirei algumas conclusões:
1º Não devia ter feito a pergunta - ‘…É uma pergunta que tem de fazer depois das eleições.’;
2º A resposta não está nas mãos do PSD.- ‘…Depende dos portugueses. Os portugueses dar-nos-ão os elementos decisivos para essa resposta’;
3º O cenário de Bloco Central poderá justificar-se. – ‘Não devemos estar a aprofundar ou antecipar as condições em que um hipotético governo do bloco central pode ser justificado.’
Quer-me parecer, na minha humilde opinião, que falta qualquer coisa à 'politica de verdade' do PSD. Estará este partido disponível para, a seguir às eleições, integrar um governo com o PS?
Acredito que muitos indecisos gostariam de ter uma resposta sobre o tema. Com verdade e, de preferência, ainda antes das eleições...
Concordo com a ideia de cheque-ensino e cheque-saúde propostos pelo Instituto Sá Carneiro.
José Sócrates, naquele seu tom demagógico a que nos habituou, veio, pretendendo criticar o programa do PSD, afirmar: "A entrega de parte das contribuições para serem aplicadas no mercado de capitais é uma má decisão para o país", disse, frisando não concordar com que parte das pensões dos portugueses seja entregue aos "caprichos" dos mercados de capitais.
Naturalmente, esperava que o PSD viesse explicar o óbvio: que a Segurança Social também tem aplicações bolsistas e que esta não fecha num cofre as contribuições que recolhe dos Portugueses, acrescentando-lhe todos os anos umas notas.
Mas não. O Senhor vice-presidente do PSD, Doutor Mota Pinto, veio, pelo contrário, dizer que no programa do PSD não se falava em bolsa.
Será esta a alternativa à direita do PS? De que tem medo afinal o PSD?
Depois de o cabeça de lista de Braga pelo PSD defender o bloco central, junta-se agora o vice-presidente do partido.
E, ao que parece, Pina Moura.
Isto está lindo está.
MFL quer menos Estado e mais Verdade.
Muito bem.
Parece-me é que se o PSD for Governo vai haver "verdade" a mais à espera de lugares no Estado...
... as comadres tentam entreter-se.
Nestas eleições, não interessa saber se Manuela Ferreira Leite é diferente de José Sócrates. Interessa saber se, em resultado de políticas concretas, o país ficará diferente com a sua governação.
"Sócrates tem uma orientação política totalmente oposta à nossa"
MFL ao vivo em entrevista à RTP
Então não roubava ideias ?
"não vai aparecer nada de surpreendente no nosso programa de Governo"
"as nossas ideias? um exemplo, voltar ao anterior modelo dos certificados de aforro, que o actual Governo revogou"
"o Governo rouba-nos as ideias uma a uma"
MFL ao vivo em entrevista à RTP
É isto o PSD:
Sem nada a dizer de novo
Sem ideias construtivas
Igual ao PS
Um partido que vive pelo e para o Poder não muda. Não há liderança que se imponha, nem objectivos nacionais que se sobreponham.
A luta pelos lugares, a guerrilha interna quando cheira a poder é algo a que o PSD sempre nos habituou.
Será essa a verdadeira alternativa ?
"Nasci em 1990 e não sei quem é Couto dos Santos. Quem é?"
Eu não percebo nada disto, mas ainda vamos a tempo de convidar o Pedro Picoito, a Ana Margarida Craveiro, o Alexandre Homem de Cristo, o Miguel Morgado, o Paulo Marcelo, o André Abrantes Amaral ou o Paulo Tunhas, entre outros, ou já está tudo cheio?
Peço desculpa, tinha-me esquecido da prole dos Presidentes das Câmaras Municipais de Coimbra, Gaia, Barcelos e Trofa. Sempre são 'sangue do meu sangue'. E também são novos.
Estive a fazer contas à média de idades nas listas do PSD. Será que nas últimas obras, alguém se lembrou de colocar rampas na AR?
Depois de conhecidas as listas do PSD, haverá ainda quem queira fazer campanha ao lado de Manuela Ferreira Leite?
(publicados na minha outra casa)
Juro que não se trata de perseguição
Mas a verdade é que este foi um dia horribilis para Manela Ferreira Leite. Atentem bem no que afirmou a líder social-democrata horas antes de Isaltino ser condenado em 1.ª instância a 7 anos de prisão e numa altura em que o PSD tem deputados, presidentes de Câmara e ex-titulares de altos cargo público constituidos como arguidos em diversos processos-crime:
Vão perdoar-me a pergunta, mas se Manuela Ferreira Leite não nos explica como é que vai resolver as situações extremamente sérias como é que pretende convencer-nos a votar no seu partido?
Quando credibilidade se transforma em pragmatismo
Os motivos que sustentaram o afastamento de Isaltino Morais e Valentim Loureiro das listas do PSD às autárquicas - à data presidido por Marques Mendes - deviam ter levado Manuela Ferreira Leite a evitar a inclusão (ou será imposição?) de Helena Lopes da Costa e de António Preto - ambos arguidos em processos-crime - nas listas do partido às legislativas. A confirmar-se a notícia do Público, torna-se evidente que a credibilidade deixa de ser o principal argumento para convencer o eleitorado a votar no PSD.
o PSD promete que não promete.
"Não diga às pessoas do PSD que eles são de direita porque eles não gostam nada que lhes chamem isso"
Paulo Portas versus Judite de Sousa
RTP 1 (antes do jantar)
O PSD mudou os cartazes; já podem baixar os braços.
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