Face a José Sócrates, a nebulosa programática do PSD sob o eixo da política de verdade, onde tudo cabe e tudo está em aberto, funciona bem e assume uma alternativa. A nebulosa parece um compromisso político conservador e avesso a promessas eleitorais por contraste a um país de fantasia criado por Sócrates.
Face a Paulo Portas, a nebulosa programática do PSD não consegue disfarçar-se de outra coisa qualquer. Porque, mal ou bem, essa nebulosa não consegue combater o Programa do CDS, onde são apresentadas, bem ou mal, ideias concretas, com prioridades definidas.
Face a José Sócrates, o programa do PSD parece um cheque com provisão perante um cheque sem provisão. Face a Paulo Portas, o programa do PSD parece um cheque em branco perante um cheque visado.
Isto não significa que a estratégia de Ferreira Leite esteja errada. É que o adversário da líder do PSD é precisamente José Sócrates e não Paulo Portas.
Os simplexes andaram 2 meses a criticar PSD e CDS por não apresentarem os respectivos programas de governo. Desde ontem, divertem-se a criticar o programa do PSD. A partir de domingo, espero, dedicarão alguma tinta ao programa do CDS. Resta saber se e quando é que vão falar das ideias do PS para o país. Será que as conhecem?
A propósito disto, importa esclarecer que o Carlos Santos tem toda a razão. Decidi, assim, seguir o mesmo raciocínio e fazer o mesmo com a palavra "Sim".
O programa eleitoral do PS tem 120 páginas, no ficheiro .pdf (incluindo capa, índice, etc.). Nessas 120 páginas, uma pequena busca permite detectar o uso da palavra "SIM" 1 vez. O que dá uma espantosa média de 0,00833 vezes por página. No programa do PSD, com 40 páginas (contadas de acordo com o mesmo critério), a palavra aparece 0 vezes. O que, nesta análise de conteúdo básica, dá uma média de 0 por página. Podia daqui inferir-se que o PS tem uma visão pouco positivista do programa. Perde pouco espaço a dizer o que quer para o país. No que se aproxima do BE, que bate o recorde registando 3 vezes a palavra SIM em 110 páginas: 0,0091 vezes por página! Do BE não se esperaria outra coisa. É um partido que, contra a sua ala mais moderada (afastada da liderança e das listas de candidatos a deputados), se afirma por ser pouco afirmativo. E por isso, em cada página, podemos ler 0,0091 vezes a palavra SIM. No PS, a situação é mais surpreendente. Pode um partido que aspira a governar elaborar um programa pouco assente no que SIM gosta e sim quer fazer? Como podem os portugueses ficar a conhecer as propostas do PS? Divulgado o programa, ficamos sem saber o que SIM querem. Continuamos às escuras sobre o que querem. Estou certo de que o programa do CDS, a apresentar no próximo domingo, utilizará mais vezes a palavra SIM.
aborto(1)
açores(2)
adopção(1)
agricultura(2)
água(1)
ambiente(22)
be(2)
biografias(1)
bloco(14)
bloco central(19)
blogconf(10)
calúnia(1)
campanha(2)
cartazes(9)
casamento(3)
casamento entre pessoas do mesmo sexo(12)
cds(55)
censura(1)
centralismo(1)
centrão(6)
código de execução de penas(1)
coligações(3)
comunismo(6)
confiança(1)
debates(132)
demagogia(2)
democracia(7)
desemprego(2)
economia(64)
educação(16)
eleições(49)
emprego(3)
energia(24)
estado(2)
estalinismo(4)
família(4)
fiscalidade(24)
imigração(4)
inovação(5)
justiça(16)
leninismo(5)
liberalismo(20)
liberdade(10)
louçã(3)
magalhães(4)
maoismo(4)
marketing(4)
marxismo(2)
media(15)
mercado(2)
meritocracia(4)
mobilidade(6)
não(2)
natalidade(41)
portugal(2)
programa cds(23)
programa ps(17)
programa psd(2)
ps(43)
psd(24)
rua direita(25)
saúde(11)
segurança(7)
simplex(2)
socialismo(2)
sócrates(8)
socrates(2)
subsídios(7)
trotskismo(5)
tvi(2)
voluntariado(2)
voto útil(22)