Ontem a APFN publicou um comunicado sobre As Legislativas e a Política de Família, onde é fácil compreender que o CDS-PP é o único partido com representação parlamentar que defende os interesses das famílias portuguesas de modo coerente. Vejamos:
“A APFN lamenta o desinteresse manifestado pelos restantes partidos, em particular por PS e PSD, partidos que se têm alternado no Governo e, como tal, responsáveis directos pela desastrosa política de família que tem vindo a ser seguida nos últimos 30 anos, razão pela qual Portugal tem vindo a mergulhar num cada vez mais profundo Inverno Demográfico.
Só na actual legislatura, em que foram registadas as quatro mais baixas taxas de natalidade de sempre, o défice de nascimentos foi superior a 240.000, com a agravante de que as mulheres portuguesas em idade fértil desejam, em média, ter mais de três filhos!
Só num país com uma desastrosa Política de Família é que é possível tal resultado!
Sendo a maioria das famílias numerosas simpatizantes ou militantes dos partidos que as ignoraram e as têm ignorado, a APFN apela aos simpatizantes e militantes desses partidos para que os pressionem a, até à próxima sexta-feira, responderem, em concreto, às questões que não quiseram responder.
Apesar do alheamento a que grande parte dos partidos políticos tem mostrado relativamente às questões que, directamente, afectam as famílias com filhos, procurando, pelo contrário, entreter os portugueses com outros assuntos, causa do cada vez maior alheamento dos portugueses à vida partidária que se traduz numa crescente abstenção, a APFN apela a que todos votem no próximo domingo, para o que existe uma grande variedade de alternativas para quantos se encontram desencantados com 'os do costume'.”
"A minha única vaidade são os meus filhos" - José Sócrates
Introdução, em Portugal, do desconto fiscal para famílias com filhos. Isto significa que no sistema actual os membros do casal somam rendimentos e dividem por dois, para apurar a taxa de imposto a pagar, mesmo que tenham um, dois, três, ou mais filhos, o que obviamente sobrecarrega o orçamento familiar. Será progressivamente substituído por outro, em que o número de filhos também conta, com um factor próprio, para a divisão do rendimento e, portanto, a redução do imposto a pagar. O nosso objectivo é atingir, no final da legislatura, um factor de 0,5 por filho. Isso significará uma considerável melhoria para as famílias que possam e queiram ter filhos. Se conseguirmos aprovar este quociente familiar, será a mais importante medida pró-família em Portugal. (págs 4-5 do Programa do CDS)
"(...) O mesmo PS recusou todas as propostas de introdução do coeficiente familiar no IRS - com deduções ou abatimentos maiores para quem tenha mais filhos e principalmente no susbsidío de desemprego, criando majorações pelo nº de filhos ou em situações em que ambos os membros do casal estejam desempregados (...)" - Manuel Castelo-Branco
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