No mesmo dia em que se reconhece a falência da Quimonda Solar, o inevitável despedimento de quase mil trabalhadores da Rohde foi adiado para depois das eleições, após uma intervenção in extremis do Ministério da Economia que negociou a aplicação do lay-off.
O governo saído das próximas eleições irá enfrentar um panorama empresarial em estado comatoso, ligado às máquinas do assistencialismo de conveniência socialista. O longo e sequioso braço do estado, alimentado pelos impostos duma depauperada classe média, inevitavelmente acabará por ceder à implacável realidade, não sem antes ter consumido preciosos recursos e energias. À voragem do pesado e ancestral centralismo que teima contrariar o mercado, menosprezar o mérito e o consequente empreendedorismo, talvez se salvem as grandes empresas do regime, à conta do trabalho e dos impostos duma geração ainda por nascer. Por tudo isto é urgente denunciar o grande buraco, o resto é conversa fiada.
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