Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
João Távora

Antes de mais, quero publicamente tirar o meu chapéu e dar os parabéns a Paulo Portas e a toda a direcção do partido pelo resultado histórico obtido pelo CDS PP. No entanto esta saborosa “vitória” não chega para me pôr eufórico: nos próximos anos o novo parlamento exibirá uma grossa maioria de esquerda que inclui uma significativa facção extremista, disruptiva, própria de democracias imaturas. Insisto na ideia de que uma direita débil é o primeiro sinal de um país pobre, estagnado e deprimido. Um dado que suspeito se acentuará nos próximos tempos, por mais injecções de capital que se processem nas obras públicas e no estado providência implantado.


É um facto que nem a alarmante crise, nem o atoleiro em que o país se encontra, nem mesmo os novos partidos que desta vez se apresentaram a votos, serviram para mobilizar cerca de três milhões e setecentos mil portugueses que teimam em alhear-se dos destinos da sua pátria: suspeito que somando estes números aos votos brancos e nulos, pelo método de hondt eles traduzir-se-iam numa maioria parlamentar. 


Este panorama confere à direcção do CDS um redobrado dever de lealdade para com os seus eleitores, exigindo-se ao partido uma oposição sem concessões ao "centrão" e uma determinada resistência aos cantos da sereia do poder imediato: creio que o crescimento do eleitorado do CDS-PP perspectiva-se inequivocamente à direita e numa grande maioria desiludida que urge resgatar à politica. É tempo da direita construir confiança e crescer para salvar de Portugal.


 

Publicado em 28/9/09 às 11:10
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3 Comentários:
De Freitas Martins a 28 de Setembro de 2009 às 11:17

O CDS ganhou com todo o mérito.


Esta vitória é de todos os que pensaram e cumpriram.


O CDS demonstrou a capacidade do líder e evidenciou a união de todos os seus elementos em torno de um objectivo comum, ser uma ideia maioritária para Portugal.


O líder quis com vontade, com o coração e com a razão. Todos se empenharam.


Existem razões que obrigam o CDS a ser um partido nacional, isto é, um partido para todos e não para alguns. E foi isso que o CDS vincou. Respondeu com uma linguagem clara aos problemas de todos, com firmeza e convicção.


Este partido disse claramente que está munido de exigência moral e bateu-se por comportamentos éticos necessários ao bom desempenho na vida. No futuro não se pode falar de todos e, simultaneamente, satisfazer os interesses de alguns.


O poder é para servir e não para se servir. O poder deve ser exercido pelos mais capazes, isto é, por aqueles (as) que demonstraram ao longo da vida serem dotados de saber, de experiência, e que têm como meta o mérito e a conquista de objectivos para todos, e para si. Logo, devem ser justamente remunerados, tendo em conta o estado de todos.


Um quadro não pode ser um prego aonde se penduram deméritos.


Não é mentira nenhuma que o CDS foi sempre dotado de bons quadros. Mas, não se pode destruir quadros ou ideias em complacências partidárias, acordos ou coligações que serão nefastas a este partido, ao futuro espectro político Português e a Portugal. O CDS não pode ser muleta de asneiras, nem trampolim para tibiezas, sob pena de arrependimento.


Portugal tem esquerdas, mas precisa de uma direita consistente e assumida, não descurando que ela também é social.


Este País precisa da vontade e da iniciativa de todos, e não só de alguns.


É carente da redescoberta das suas capacidades e valências, no fundo da sua riqueza escondida, esquecida e desprezada. Todos são imprescindíveis, cada um e cada grupo têm de ver garantido o seu espaço de evolução, onde manifestam a sua vontade e a sua criatividade a bem de todos, e de si mesmos.


A palavra de ordem não é o insulto, “o pessimismo sempre e a toda a hora aclamado”, mas, a praxis que leva ao incremento da vontade em todos nós.


Um dia o CDS será primeiro.



De Francisco Castelo Branco a 28 de Setembro de 2009 às 12:05

Parabens ao CDS

e ao seu lider.

O resultado confirmou o voto nas europeias...

Depois do descalabro de 2005, Portas veio em grande com novas caras, nomes e outras politicas, bem mais sociais e adequadas aos tempos que vivemos....

Vai ter um papel muito importante nesta legislatura


De jkt a 28 de Setembro de 2009 às 12:09
Votei CDS pela 1ª vez porque perturba-me que o BE/PCP tenham tanta representação...
Boa sorte.


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