Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Adolfo Mesquita Nunes

Existe muitas vezes a tentação simplista de achar que um voto no CDS é um voto retirado ao PSD. Isso será assim nos distritos em que o CDS não tem qualquer tipo de hipótese, sequer remota, de eleger um ou mais deputados.


 


Mas assim já não será se, pelo contrário, o CDS estiver em condições  (ou estiver em condições muito próximas) de eleger deputados. E  tal deve-se ao facto de, em vários círculos eleitorais, a transferência de votos do CDS para o PSD não ser suficiente para este partido eleger mais um deputado mas ser suficiente para que o CDS o faça, roubando-o às forças de esquerda. Coisas do nosso sistema eleitoral.


 


Como diz o Luís Casalta nos comentários ali em baixo, e utilizando a recente sondagem Eurosondagem para o distrito de Braga, a distribuição de deputados será: PSD 8 deputados, PS   7 ou 8 deputados, CDS 1 ou 2 deputados, BE  1 deputado e  CDU 1 deputado. Neste caso, o que está em causa é a eleição do 19.º deputado, que será, de acordo com os resultados da sondagem, do CDS ou do PS. Ou seja, nos termos desta sondagem, em Braga, votar CDS dará ao PSD+CDS 10 deputados, ao passo que ao votar PSD apenas serão eleitos 9 deputados. Em Santarém, outro exemplo, o deputado em causa que todas as sondagens hesitam em atribuir está a ser disputado entre PS e CDS. Nesse caso, mais uma vez, um voto no CDS significa derrotar o PS.


 


Seria preciso correr sondagem a sondagem para saber ao certo e com rigor em que casos é que os votos dos eleitores indecisos no CDS permitem aumentar o número de deputados eleitos pelos partidos à direita do PS. Ou seja, para saber em que círculos é que um forte voto CDS rouba deputados ao PS ou CDU ou BE. Mas olhando para a média das sondagens, é possível dizer que Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Santarém, Viana do Castelo e Viseu são distritos em que isso pode acontecer.


 


Seja como for, é importante que se perceba, quando aqui se vem afirmando que um voto CDS não significa um voto a favor de Sócrates, que tal está apoiado na realidade do nosso sistema eleitoral. Daí que a utilidade do voto não pode ser verificada na simplista forma de pedir aos eleitores indecisos para votar no partido do lado para derrotar o PS. Em vários casos, isso pode mesmo ser o primeiro passo para a vitória socialista.


Publicado em 24/9/09 às 00:36
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14 Comentários:
De José Barros a 24 de Setembro de 2009 às 02:11
Se o PS ganhar como dizem as sondagens, parece evidente que os partidos da direita perderam uma boa oportunidade de fazer uma coligação pré-eleitoral que seria, quase de certeza, vencedora. O facto de não se terem entendido quanto a esse ponto terá sido, nessa hipótese de vitória do PS, mau para ambos e mau para o país.   


De Adolfo Mesquita Nunes a 24 de Setembro de 2009 às 11:31
A coligação teria sempre de ter sido decidida num tempo em que ainda não dispunhamos da informação de que hoje dispomos. Mas tendencialmente acredito que a coligação dispersa votos...


De José Barros a 24 de Setembro de 2009 às 18:22
Poderia haver dispersão de votos em caso de coligação pré-eleitoral, mas dificilmente tal obstaria a uma vitória do centro-direita e ao cumprimento da obrigação principal desse espaço político que é afastar Sócrates. Somar-se-ia sempre os 8% do PP aos 30% do PSD que são votos certos, o que bastaria para previsivelmente ganhar as eleições, mesmo que se perdessem alguns votos no centrão. 

Para o PP, em particular, teria sido muito melhor, porque asseguraria espaço no governo e, como tal, a capacidade de fazer as reformas que entende necessárias na segurança, na agricultura, etc...ao mesmo tempo que permitiria fazer avançar as medidas que ambos os partidos pedem (as medidas para as PME são praticamente iguais nos dois partidos). 

Para o PSD idem, idem, aspas, aspas, com a vantagem de poder fazer avançar medidas que não pode defender abertamente por não ser um partido de franjas como o PP (vide, liberdade de escolha na educação). 

Para o país, porque, ao menos, haveria uma hipótese de evitar a bancarrota do país nos próximos dez anos com TGV, auto-estradas e pontes. 


De pomordez a 24 de Setembro de 2009 às 11:07

Se o PS ganhar, será mais uma vez a prova que a cultura, o ensino, a justiça, as finanças, a saúde e o trabalho nos últimos anos nada fizeram pelos portugueses. Apenas vicios, ociosidade, dependência, comodismo e analfabetismo.


De Gonçalo Nascimento Rodrigues a 24 de Setembro de 2009 às 11:20
Vim aqui "provocado" pela minha sogra que contribui para este blogue.

Faço-o porque apesar de concordar com esta opinião do Adolfo, parece-me que é irrealista fazer campanha círculo a círculo, distrito a distrito, pelo menos numas eleições legislativas.

Quando se fala para as pessoas, numas legislativas, faz-se globalmente. Acho que não é possível votar-se para um parlamento e para um primeiro-ministro de forma local. Bem sei que os partidos tem diferentes penetrações locais e diferentes capacidades de recolher votos, de distrito para distrito. Bem sei também, que o nosso sistema eleitoral dá azo a estas coisas (para quem tiver interesse, compre e leia o livro do Nuno Sampaio, assessor do nosso Presidente da República e especialista nestas questões).

Mas, sinceramente, parece-me que a dinâmica do voto é mais nacional do que local. Posso estar errado, com certeza haverá opiniões diferentes, mas numas legislativas a dinâmica parece-me outra.

Por isso, e nestas eleições, e principalmente nestas eleições, o voto no PP ou no PSD faz toda a diferença, pelo seguinte:

- Sozinho, o PSD nunca terá maioria absoluta, é um facto. Pelas sondagens, terá também muita dificuldade em vencer as eleições;
- PSD e PP, em coligação, terão alguma dificuldade em formar uma maioria parlamentar;
- Mas uma coisa é certa: se o PSD não ganhar as eleições, então é que não teremos, com certeza, uma maioria PSD/PP. Se o PSD não ganhar as eleições, teremos um novo Governo Socialista, quem sabe em "parceria" com a "esquerda caviar" e com todos os riscos que isso acarreta...

Isto, está claro, a não ser que os meus amigos queiram fazer uma coligação com o PS. Se assim for, então votem PP e espero bem que não se venham um dia a arrepender de terem um formado um Governo de coligação com o Engº Sócrates...

Um abraço a todos.

Gonçalo Nascimento Rodrigues


De Adolfo Mesquita Nunes a 24 de Setembro de 2009 às 11:28
Caro Gonçalo,

O PSD não precisa de ganhar as eleições se houver maioria parlamentar à direita. O PR pode convidar o PSD a formar governo se este, apesar de ter ficado em segundo, lhe apresentar uma maioria parlamentar. Nesse caso, o voto no CDS conta para formar essa maioria.

Por outro lado, as eleições têm-se ganho ao centro. Faz todo o sentido que o PSD se dedique, como sempre fez quando ganhou, em retirar votos ao PS, em vez de namorar os votos do CDS.

É essencial que os dois partidos se apresentem com o máximo da sua força, para impedir uma maioria da esquerda ou para impedir que o PS consiga fazer acordos parlamentares com a esquerda radical.

Em qualquer um dos casos, um voto CDS nos distritos chave é um voto que desfaz as intenções do PS.

Tudo isto para dizer que os eleitores indecisos entre CDS e PSD (os que habitualmente dizem que gostariam de votar CDS - que é o seu partido - mas que tendem a votar PSD por ser um voto útil), e só estes, têm vários motivos para votar CDS e ver utiliadde no seu voto, para além dos que resultam das políticas defendidas pelo CDS e esquecidas pelo PSD.

Um abraço
a.


De Gonçalo Nascimento Rodrigues a 24 de Setembro de 2009 às 11:47
Naquilo que estamos de acordo:

- O PSD ganha eleições ao centro. Sempre assim foi, sempre assim o será;

Mais importante (para mim, claro) é aquilo em que não estamos de acordo:

- Posso estar distraído, mas ainda não vi nem ouvi a Líder do PSD a procurar "roubar" votos à direita. Todo o discurso é direccionado para o Governo e para o PS;
- Se o PSD não ganhar as eleições, PSD e PP nunca conseguirão formar uma maioria parlamentar. Matematicamente não é possível. Para o ser, PSD e PS teriam de estar praticamente em empate técnico e PP teria de ter votação superior ao BE, quase uma votação recorde. Por muito que o queiram, não acredito que tal aconteça. Por muito forte que a (vossa) mobilização seja, por muito voto de protesto que haja, isso não vai acontecer. Mesmo que o BE tenha uma votação inferior à esperada (mais na linha do barómetro da TSF de hoje), só o PS ganha com isso, muito dificilmente o PSD ganhará;
- Mais ainda, quando o PP tem melhores votações, o PSD ou desce ou, no limite, tem uma votação razoável. O PS, não. Logo se PSD não deve ganhar votos à direita, também o PP não ganha nada em ganhar votos ao centro-direita;
- Veja-se as últimas europeias: julgo que PSD e PP não teriam maioria parlamentar (não fiz as contas exactas), mas o PSD ganhou. O centro-direita, ganhou, o PS perdeu. Não é isso que queremos?
- "Engrossar" mais o voto no PP não vai retirar força, nem ao PS, nem ao BE, mas sim ao PSD. Dar força ao PSD é garantir uma vitória de centro-direita nas eleições. Mas, mais uma vez, há uma coisa que (eu) não posso controlar: o vosso desejo (ou não) em quererem estar com o PS;
- Mais uma vez, concordo com a ideia que, em alguns casos, eventualmente votar PSD em detrimento do PP pode dar deputados ao PS. No entanto, não me parece possível fazer esse discurso tão localizado.

Obrigado pela vossa atenção e por algum "direito ao contraditório".


De Adolfo Mesquita Nunes a 24 de Setembro de 2009 às 12:00
Gonçalo,

Por pontos.

- Tem havido vários apelos do PSD ao voto útil, o mais forte vindo de Marcelo.
- Mesmo com um apelo fortíssimo do PSD ao CDS, suponho que o máximo que conseguiria seria arrancar-nos 4% dos nossos 8% (e note-se que só Cavaco nos reduziu aos 4%). Esses 4% não serão suficientes, perante a queda do Bloco, para que o PSD ganhe. Portanto, o que o Gonçalo pede é que seja o eleitorado do CDS a compensar a incapacidade de o PSD fazer aquilo para que nasceu: ganhar ao centro. Está a pedir ao CDS que se demita da sua função para ajudar a a fingir que o PSD alargou o espaço eleitoral.
- Por serem insuficientes para o PSD ganhar, é que os votos a roubar ao CDS devem ficar no CDS, permitindo que este ganhe os deputados que tem a ganhar, como no exemplo de Braga do post.
- O PSD e o CDS já por várias cresceram juntos e ao mesmo tempo. Estas europeias são um exemplo. 2002 é um outro exemplo. Para isso é necessário que o PSD cresça ao centro. Sem isso, nada feito.
- Quem tem falado de Bloco Central são destacadas figuras do PSD. Não vi ninguém até hoje, do CDS, a defender um apoio ao PS.

Um abraço


De Gonçalo Nascimento Rodrigues a 24 de Setembro de 2009 às 13:59
Até hoje, a Dra. Manuela Ferreia Leite tem sido muito clara: está completamente fora de questão uma aliança com o PS do Engº Sócrates. Já o disse várias vezes.

Do Dr. Paulo Portas, sobre este assunto, ainda não lhe ouvi uma palavra...


De Adolfo Mesquita Nunes a 24 de Setembro de 2009 às 15:32
MFL diz que não haverá Bloco Central com ela. E se o PR solicitar o Bloco Central e MFL deixar a liderança do partido?

Paulo Portas já disse uma e outra vez que votar CDS é ajudar a virar a página de José Sócrates.


De Gonçalo Nascimento Rodrigues a 24 de Setembro de 2009 às 15:44
Caro Adolfo,

Perdoe-me, mas eu não sou político e tenho cada vez menos paciência para os políticos.

Vamos ser claros:  que significa «virar a página de sócrates»? Sócrates é um livro? Tem páginas? O que é que isto quer dizer?! Deixe-monos de alegorias e frases feitas que os políticos tanto adoram mas que o povo - no qual eu claramente me incluo - já não tem mais paciência!

Quer afirmação mais clara do que «comigo não haverá bloco central»?

É bom sermos claros e directos. Dizer o que queremos, para nós próprios e para o País. É urgente deixarmos de lado projectos pessoais e darmo-nos ao País.Podem apontar muita coisa à Dra. Manuela Ferreira Leite menos de ser verdadeira e clara para o País. Podem chamar-lhe o que quiser mas o que ela fez e está a fazer é pelo País, é por nós. Não é por ela, não é pelo desejo de projecção pessoal. Não tem um projecto pessoal.

E afinal, estamos a votar em quem? Na Dra. Manuela Ferreira Leite, no Prof. Cavaco Silva ou no próximo que virá?

Claramente... na Dra. Manuela Ferreira Leite!


De Adolfo Mesquita Nunes a 24 de Setembro de 2009 às 15:55
Gonçalo, peço desculpa mas clareza é coisa que, reconheçamos, tem faltado a MFL quando fala do que pode ou não fazer.

Acho muito bem que quem confie cegamente em MFL lhe passe um cheque em branco (na certeza de que decidirá sempre bem na altura certa), mas desvalorizar quem acredita que é preciso uma política fiscal diferente, uma política de segurança diferente, uma concepção económica mais arrojada ou uma visão diferente sobre agricultura e imigração é que me parece complicado. Uma leitura das duas campanhas e dos dois programas permite encontrar bastantes diferenças. Votemos cada um de acordo com o Programa que preferimos.

Ninguém duvida que MFL esteja a lutar pelo país. Já podemos é duvidar que aquilo que pretende seja o melhor para o país. E percebo a insinuação, mas não me parece que se possa dizer que quando foi parceiro de Governo o CDS tenha tido um projecto próprio ou que tenha alguma vez sido apanhado em falta na lealdade ao projecto de país acordado no Programa de Governo de coligação.

Estamos a votar em partidos Gonçalo. Esta eleição não é para primeiro-ministro. E ao contrário do que acontece no CDS, figuras destacadas do PSD já vieram dizer que o Bloco Central é uma opção (VP do PSD), ou que seria desejável (Deus Pinheiro ou Couto dos Santos).


De Bernardo Campos Pereira a 24 de Setembro de 2009 às 19:06
Com todo o respeito pela Manuela Ferreira Leite, ainda não compreendi muito bem qual é o projecto que o PSD apresenta para o país. Nesta altura do campeonato, o CDS no seu todo apresenta um projecto coeso e claro, com soluções possíveis e positivas para o país e isso é mais importante do que votar nesta ou naquela pessoa.


De Gonçalo Nascimento Rodrigues a 25 de Setembro de 2009 às 10:08
Não me quero alongar muito mais na discussão. Temos concepções diferentes daquilo que queremos para o País, o que não deixa de ser salutar.

É verdade: eu passo um cheque em branco à Dra. Manuela Ferreira Leite. Mas nem é isso que me move, até porque acho que ela e o seu programa são claros:

- Política fiscal: descida na taxa social única para as empresas. No resto, o tempo dirá se é possível. É claro que se poderia prometer mundos e fundos mas é bom primeiro fazer as contas. O PP, terá feito mesmo bem as contas ao dizer que financia a baixa de impostos com a alteração do modelo das SCUT? E quando lá chegar e ter noção do tamanho do défice e vir que a alteração do modelo das SCUT não vai resolver nada?
- Concepção Económica: é preciso ser arrojado para resolver os problemas? E o que quer dizer "concepção económica mais arrojada"? O meu voto vai para o aumento dos incentivos às PME, à empresarialidade, às exportações e ao criar condições de empregabilidade às empresas. Não é claro? Parece-me que sim mas posso estar enganado;
- Política Agrícola: não é pelo facto do Dr. Paulo Portas tanto gostar de colocar um boné e ir às feiras de agricultura que sabe mais ou menos que o PSD. Até porque os conselhos neste campo vêm todos do mesmo sítio, para ambos os partidos e ambos os lideres...

Por fim, dizer-vos que é verdade, votamos em partidos mas não nos esqueçamos que estes são feitos de pessoas. Eu sou militante do PSD, raras foram as vezes que não votei no meu partido. Quando isso aconteceu, foi por causa das pessoas. E uma coisa é certa: não voto nem votarei nunca PP por causa do seu Líder. Provavelmente, muitas pessoas não votaram no PS por causa do Engº Sócrates, e vice-versa. É claro que as pessoas fazem diferença!

E eu não me considero diferente de tantos outros eleitores...
Um abraço a todos e boa sorte para Domingo. Estamos a iniciar o período de reflexão e mais nada vou dizer. Afinal, não tenho dúvidas que aqui todos queremos o mesmo: que a esquerda e o centro-esquerda não ganhe as próximas eleições. Cada um que veja qual a melhor forma de conseguirmos isso.


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