Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
João Lamy da Fontoura
É na solidão da cabina de voto que, em democracia, a soberania é exercida. Em segredo, cada um aí regista a sua esperança no futuro colectivo. E, em liberdade, deposita-a na urna.
Muitas vezes tentam convencer-nos que o voto se pode perder. Que útil é pô-lo um bocadinho mais ao lado. Que assim não se vai lá. Que assim não se chega lá.
Mas chegar aonde? Eu quero o melhor para o meu país. Não me contento com segundas escolhas. Não espero que quem tem outras opções actue de outra forma. Cada um segue o seu caminho, cada um escolhe a sua rua. Este blogue é a prova provada que quem tem simpatia pelo CDS não está sozinho. Que é possível crescer. E que esse crescimento, qualquer que seja a sua dimensão, é útil a Portugal e dará sempre para chegar a algum lado.
Exemplos? Aqui fica um: com 23 deputados, o CDS passa a poder pedir ao Tribunal Constitucional que declare a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, de quaisquer normas. Para que é que isso serve? No caso da atribuição à ASAE da qualidade de polícia, teria, desde logo, evitado dois anos de dúvidas.
Se a isso se juntar a participação, com força, no Governo de Portugal, melhor ainda!
De Sophia Caetano Martin a 27 de Julho de 2009 às 17:13
É verdade... por vezes surge-nos a tentação do "voto útil". Mas não se pode dizer que esse seja a melhor solução.
Se acreditamos no projecto do CDS para o país temos de demonstrá-lo de forma eficaz, o que só se consegue através do voto.
Mas haverá, talvez, uma segunda forma de demonstrá-lo e de prestar, conforme acredito, um serviço ao país: a sensibilização para o projecto do CDS, desmitificar a direita portuguesa e sensibilizar os que nos são próximos e a todos os outros que nos queiram ouvir ao voto.
Por estes motivos, aplaudo os membros deste blog.
Sophia Caetano Martin
De jeronimo a 27 de Julho de 2009 às 19:19
Sempre me fez imensa confusão o ódio irracional que o CDS nutre pela ASAE. Como é que um partido conservador muito sensível às questões da ordem e segurança escolhe apontar as baterias aos agentes de segurança que se limitam a zelar pelo cumprimento da lei ?
De Libertas a 28 de Julho de 2009 às 00:44
A Direita tem a obrigação de representar os milhares de pequenos empresários que com esforço e sacrifício construiram o seu negócio.
A esquerda serve-se da ASAE para aumentar a receita fiscal!
Que seria da economia portuguesa se todos quisessem ser funcionários e não houvesse empreemdedores?
Saibam esses pequenos empresários ver na Direita a sua voz, tal como o funcionalismo vê na CGTP o meio de nos extorquir dinheiro.
Luís Casalta
De jeronimo a 28 de Julho de 2009 às 11:26
Parece-me que essa não é a forma mais correcta de ver a questão. De entre esses milhares de pequenos empresários há uma vasta maioria que faz maiores sacrifícios porque se preocupa em servir bem os clientes de acordo com as regras de segurança e higiene instituídas. E há uma minoria de "espertos" que reclamam a tradição como desculpa para não evoluirem nem ter que pagar os custos em tempo e dinheiro que isso representa. Isto para mim é concorrência desleal. As regras aplicam-se a todos sem excepção. E a ASAE não cobra impostos. Nem multas.
De Libertas a 28 de Julho de 2009 às 19:07
Ok: a ASAE aplica multas ou coimas.
Lembro que a ASAE até se meteu com os galheteiros!
De jeronimo a 28 de Julho de 2009 às 22:48
Uma vantagem do discurso populista é que vive apenas da espuma das noticias, não obrigando os seus adeptos a grande preparação. Informe-se melhor. A ASAE não passa multas ou coimas. Não foi a ASAE que decretou a obrigatoriedade do uso de galheteiros.
Isso é um facto. Mas a ASAE reflecte esse espírito dirigista e intervencionista e higienista que ocupa a cabeça dos nossos legisladores e que, a pretexto da defesa do consumidor, reduz a sua liberdade de escolha.
A ASAE pode e deve existir mas numa vocação de fiscalização da informação prestada ao consumidor. Por absurdo, um restaurante não deve ser impedido de utilizar ovos estragados. Deve é disso informar os seus clientes. Transpondo isto, era bom que os exames e relatórios da ASAE por cada inspecção constassem do local de estabelecimento, para que cada cliente escolhesse o que fazer.
Um abraço
De jeronimo a 29 de Julho de 2009 às 11:09
"um restaurante não deve ser impedido de utilizar ovos estragados".
Peço desculpa mas o que afirma é simplesmente absurdo ! Não podemos deixar ao critério de cada um ignorar as questões de segurança que a Estado determina já que esta tem o ónus de assegurar a asistência aos seus cidadãos. Veja o caso da obrigatoriedade do cinto de segurança, do capacete nas motas, dos limites de velocidade. E já agora porque não legalizar as drogas ?
Repito: "Por absurdo, um restaurante não deve ser impedido de utilizar ovos estragados.".
Mas discordo dessa função de o Estado nos proteger de nós próprios. Por esse andar, temos um nutricionista em cada balcão do McDonalds a perguntar se não comemos já fritos esta semana e se aquele hamburguer não poderia antes ser trocado pela saladinha cesar.
Quanto às drogas jerónimo, cada um sabe de si. Não metam é o Estado a financiar a coisa, ao estilo salas de chuto.
De jeronimo a 29 de Julho de 2009 às 11:58
O Estado tem o direito de nos proteger já que o Estado gasta recursos para nos assegurar uma assistência. Se Vc vai de mota e não leva capacete e tem um acidente vai custar muito mais ao Estado o auxilio que este lhe vai prestar. E os recursos usados nesse auxílio serão desviados de outros que eventualmente deles necessitem. O Estado tem o direito de reduzir os riscos. E de proibir o acesso a substâncias comprovadamente nocivas para a saúde e para o comportamento social, como as drogas. As salas de chuto já são o reconhecimento da impossibilidade de acabar de vez com a circulação e consumo. Eu prefiro que os drogados se chutem num local com asistência do que à porta da minha casa, deixando seringas usadas ao alcance dos meus filhos, como já me aconteceu num jardim de Lisboa.
eu duvido é que o cds peça a inconstitucionalidade seja do que for... já no campo do disparate muito tem contribuido, no governo e fora dele para tornar Portugal uma democradura populista... infelizmente... é por essas e por outras que deixei de votar/confiar no cds desde 2001...
Caro caodeguarda,
Obrigado pelo seu comentário.
Podemos ter dúvidas se o CDS pediria ou não a inconstitucionalidade seja do que for. Com menos de 23 deputados, é que de certeza que, sozinho, não o faria.
Mas essa dúvida seria, só por si útil: é que, às vezes, basta a possibilidade de exercício de um poder, mesmo sem o seu exercício efectivo, para ajudar a resolver problemas.
Só por isso, o crescimento do CDS já vale a pena.
Continue a visitar-nos.
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