Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Maria Domingas Carvalhosa


 


Ontem, em Coimbra, Francisco Louçã brindou os portugueses com esta pérola: «Quero convidar qualquer pessoa que nunca tenha votado no BE a pensar por que é preciso um movimento político, uma força na esquerda, neste partido, para uma maioria para governar»


 


No entanto, o líder bloquista deixou a «certeza serena» de que não vai efectuar coligações com o PS de José Sócrates.


 


Gostava que alguma alma caridosa do BE me explicasse, como pretendem ‘oferecer’ uma maioria ao PS, para governar, sem efectuar coligações com José Sócrates. Só se for às escondidas?


 


Será que esta ‘força’ na esquerda não respeita a inteligência dos portugueses?


 


 


 

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Publicado em 22/9/09 às 16:24
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6 Comentários:
De Joaquim Amado Lopes a 22 de Setembro de 2009 às 22:03
"Como pretendem (o BE) 'oferecer' uma maioria ao PS, para governar, sem efectuar coligações com José Sócrates?"
Francisco Louçã não fala numa maioria do PS mas sim numa maioria de esquerda. Assim, a resposta à sua pergunta é simples: uma maioria do BE.

A ideia pode parecer absurda, até porque todos conhecemos pessoas que afirmam que vão votar no BE mas que dizem que só o fazem porque não acreditam que o BE se possa sequer aproximar de ganhar as eleições. Só que o aspecto mais é importante não é essas pessoas não acreditarem numa vitória do BE mas sim essas pessoas irem votar no BE.

Imaginem que há eleitores suficientes a votar de forma tão "racional" e "informada". Uma vitória do BE será assim tão impossível?


De Maria Domingas Carvalhosa a 23 de Setembro de 2009 às 11:29
Caro Joaquim Amado Lopes,

Tem alguma dúvida que o voto BE se apresenta, na sua maioria, como um voto contestatário? E que a sua subida nas sondagens só é possível por este partido não se apresentar como um partido para governar?


O problema (para mim e para quem não comunga do pensamento politico Trotskista) é que, com o cenário que as sondagens apresentam, o BE pode vir a governar (directa ou indirectamente).


E Louça sabe-o. Mas também sabe que se assumir este facto, com verdade, os votos vão fugir-lhe.


Embora a sua resposta não me tivesse minimamente convencido gostei da sinceridade e romantismo da mesma. Há cada vez menos portugueses a assumir, com coragem, os seus ideais políticos…


 




De Joaquim Amado Lopes a 23 de Setembro de 2009 às 14:37
"Embora a sua resposta..."
Não percebi a que resposta se refere.
 
Se se referia à minha, exactamente quais julga que são os meus "ideais políticos"?


De Maria Domingas Carvalhosa a 23 de Setembro de 2009 às 14:56
Caro Joaquim Amado Lopes,

Refiro-me a: 'Francisco Louçã não fala numa maioria do PS mas sim numa maioria de esquerda. Assim, a resposta à sua pergunta é simples: uma maioria do BE.'

Os que permitem pensar que alguma vez, um partido trotskista, pode chegar ao poder, em Portugal, com maioria Se me enganei, peço-lhe desculpa. 


De Joaquim Amado Lopes a 23 de Setembro de 2009 às 22:57
A maioria dos que votam no BE não vota num partido trotskista nem fazem ideia do que o BE realmente defende. Vota num partido de protesto e por protesto.

Há cada vez mais pessoas com razões para protestar contra os chamados partidos do "centrão" e Francisco Louçã tem sabido apresentar-se como uma alternativa aos interesses instalados e à corrupção, pela defesa dos mais desfavorecidos, etc, etc, etc.
Alguns, minimamente informados, sabem que o BE quer que Portugal saia da NATO, nacionalizar a energia e a banca, impôr regras às empresas que reduzem a sua autonomia e gestão própria a nada e, na prática, destruir completamente a Economia portuguesa. Mas mesmo esses não acreditam que, com um programa tão disparatado, o BE possa vencer as eleições e acham que o seu voto não irá fazer qualquer diferença.

Mas a realidade é que os votos no BE valem deputados e, como os eleitores não se juntam para decidir quantos votos o BE vai ter, o resultado pode ser uma completa surpresa. E votos que seria suposto serem apenas de protesto e inconsequentes acabarem por validar um projecto político que quase ninguém quer.

Esta ideia não tem nada de romântica. Por outro lado, insistir demasiado nesse "papão" apenas passa a ideia de desespero e demonstra pouco respeito pela vontade dos eleitores.

A ideia de um BE com presença reforçada no Parlamento não me agrada nada. Mas as razões por que cada eleitor vota como vota só interessam ao próprio. Se os portugueses, por "protesto" ou ignorância, escolherem um governo de inspiração troskista, só teremos o que merecemos. Incluíndo os partidos do "centrão", que são os verdadeiros responsáveis por terem criado as condições para os eleitores preferirem votar em algo que nem sequer sabem o que é, só para não votarem neles (no "centrão").


De Viseu Esquerda a 22 de Setembro de 2009 às 22:41
bem, claro que essa maioria não se constrói com um estalar de dedos, e Louçã não está a falar obviamente só destas eleições mas sim num crescimento sólido que se tem vindo a verificar e que se quer para o futuro. Não fará Paulo Portas o mesmo quando pede o voto afirmando que ouve as pessoas dizerem que dava um bom primeiro-ministro... "de outro partido"?
As maiorias conseguem-se no parlamento. Guterres foi primeiro-ministro 6 anos. Mais do que a maioria absoluta de direita que foi dos piores governos do país, em dose dupla, um fugiu, outro foi a coisa que se viu, e o cds metido em negócios e fotocópias.
A direita não morreu mas definha. O vosso medo (ridículo de resto e manipulador) é a nossa força.


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